segunda-feira, março 28, 2022

CHANNING POLLOCK

 

Há 61 anos, a revista TEATRO ILUSTRADO (Nº28 - Março 1961), publicada no Rio de Janeiro, fazia capa com a notícia do anunciado suicídio de CHANNING POLLOCK, cuja excelência mágica tinha sido divulgada mundialmente através do filme "Europa à noite".


No seu interior, a mesma revista apresentava a notícia, elaborada pelo PROF. ARONACK, que seguidamente se reproduz.



Felizmente tal notícia foi apenas o propagar de um boato, pois CHANNING POLLOCK viria a falecer em 2006, com 79 anos de idade.

Aqui fica um video que documenta a excelência mágica de POLOCK.



domingo, março 27, 2022

CONDE D'AGUILAR EM CAMUFLADO


Sempre vi o CONDE D'AGUILAR a actuar impecavelmente vestido na sua casaca e não o conseguia imaginar com outra vestimenta. No entanto CONDE D'AGUILAR também realizou actuações com outro fato bem diferente. É precisamente isso que documenta a notícia publicada na Revista CEDAM nº 69 (Octubre 1968) que seguidamente se reproduz.



sábado, março 19, 2022

JOFERK - DOIS ANOS AUSENTE


Completam-se hoje dois anos sobre a morte de Fernando Coimbra e todos os que com ele conviveram recordam com saudade o Ilusionista e o Homem.

JOFERK teve uma influência enorme no meu percurso mágico, pois foi precisamente, após o espectáculo realizado em 20 de Maio de 1972 em que, pela primeira vez, nos encontramos que tive oportunidade de apreciar uma brilhante actuação de magia de close-up. Há 25 anos publiquei o pequeno opúsculo “25 ANOS MAGICANDO” e recordei tal exibição nos seguintes termos: 

“Como era habitual no final de tal tipo de espectáculo houve um convívio entre os artistas intervenientes e foi aí que me apaixonei pelo... close-up. Foi decididamente um caso de amor à primeira vista fruto de uma impecável exibição informal de JOFERK, de que ainda recordo o “Chop Cup” e a “Carta Polaroid”. O que aí presenciei em cartomagia nada tinha a ver com os enfadonhos truques de cartas que, até essa altura, se haviam cruzado comigo nas minhas leituras mágicas.”

Esse exibição foi claramente “o empurrão” que eu necessitava para me dedicar com afinco ao estudo e prática da “magia de close-up” que, a partir de 1999 passei a designar por “magia de proximidade”. E muito provavelmente foi esta minha dedicação à “magia de proximidade” (em particular à que se apresenta com cartas de jogar) a semente que germinou na criação do único mágico português que, até hoje, se sagrou Campeão Mundial de Magia: o meu filho Helder de quem o Coimbra e a Cristina foram padrinhos de baptismo.

Por tudo isto não será surpresa para ninguém dizer que o material mágico que apresento na fotografia seguinte é, sob o ponto de vista sentimental, o mais valioso da minha pequena colecção. E sempre que olho para estes objectos relembro, com saudade, o mestre JOFERK e aquela impecável exibição de 20 de Maio de 1972. O facto de o "Chop Cup" e a "Carta Polaroid" não terem, neste momento, "segredos" para mim, em nada afecta a memória das sensações de "maravilhoso" e "impossível" que experienciei nessa noite. Obrigado, Coimbra, por essa experiência inolvidável... e por tudo o resto!





Resta acrescentar que esse nosso primeiro encontro foi fruto do acaso, pois os ilusionistas previstos para tal espectáculo eram EDGAR e DE ROCK, conforme mostra o programa impresso, que o Coimbra teve a preocupação de rectificar pelo seu próprio punho.




quinta-feira, março 03, 2022

FISM sancionou a Rússia


A FISM também sancionou a Rússia pela invasão da Ucrânia.



sábado, fevereiro 26, 2022

RICHIARDI Jr.


Os arquivos da RTP permitem-nos apreciar uma actuação de RICHIARDI Jr. datada de 1962. 

Aqui está ela, a partir do momento 16m39s.


domingo, janeiro 16, 2022

UM NOVO BLOGUE


Em 26 de Fevereiro de 2022 completarei 50 anos sobre a data da minha primeira apresentação como ilusionista num espectáculo público. Considero, portanto, essa data como o verdadeiro início da minha carreira mágica, embora o meu interesse na Arte Mágica já tivesse começado alguns anos antes.

Decidi comemorar estes (mais de) 50 anos de ligação à Arte Mágica com a publicação dum blogue, onde irei relembrar momentos aos quais estive directamente ligado como interveniente ou dos quais fui observador privilegiado. Será o meu modesto contributo para a história do Ilusionismo português dos últimos 50 anos.

Quem estiver interessado em ler as minhas memórias deste meio século de Magia poderá fazê-lo aqui.

quarta-feira, janeiro 12, 2022

2º FESTIVAL MÁGICO DA FIGUEIRA DA FOZ


Descobri mais um "tesourinho" nos Arquivos RTP.

Em 1973 realizou-se o 2º Festival Mágico da Figueira da Foz e aqui se pode ver uma desenvolvida reportagem, conduzida por Fialho Gouveia, onde aparecem inúmeros mágicos portugueses já falecidos. Dr. Pires de Carvalho, Prof. Armindo de Matos, João Marques Pinto, Fausto Caniceiroo, Dr. Jorge Teixeira, "SAIUR", "JOFERK", "MACOS", "DE ROCK /Prof. VIRGOLINO", "FRED ALAN", "JÓNIO", "SOTAM", "MARTINOT", "Prof. KARMA", "EDGAR", "JODIVIL", "LE-A-FAR" e, eventualmente, outros que não identifiquei.

Também aparecem muitos outros que ainda estão no nosso convívio: "CARDINAL", "PAULO", "AQUILES", "UL-DE-KAR", "SAMIDRY", "SERIP", "JOMAGUY", "GREAT HERBY", "MARGOT", "HENRYK SOLU" e outros mais que não consegui identificar.


Festival Internacional de Magia (1972)


Nas pesquisas que efectuei para complementar alguns posts do blogue MEIO SÉCULO MAGICANDO... encontrei este "tesourinho" de 1972: uma reportagem do espectáculo encabeçado por RICHIARDI Jr., onde pode ser vista parte da actuação do saudoso mágico português HORCAR.


quinta-feira, novembro 04, 2021

Será que a MAGIA é PIMBA?


Iniciou-se no passado sábado, na RTP 1, a emissão da série "O PIMBA É NOSSO" com o episódio que se pode rever aqui.

Chamou a minha particular atenção o facto do genérico de tal programa (que decorre a partir do momento 0m 52s do link acima referenciado) apresentar uma "imagem-clichê" dum ilusionista, imagem essa "interpretada" pelo cantor Toy.

A minha dúvida é muito simples... 

Será que os autores do programa acham que o Ilusionismo é Pimba ou será que a única forma de, graficamente, transmitirem a ideia de que o Pimba é Arte foi associarem ao Pimba uma "imagem-clichê" da Arte Mágica?



terça-feira, agosto 24, 2021

No podcast CONVERSAS DE FIM DE TARDE


"O processo criativo de um mágico é muito mais aborrecido do que se possa imaginar" é o título do episódio do podcast CONVERSAS DE FIM DE TARDE dedicado a Helder Guimarães.

Para ser ouvido aqui.


“MAGIA DE RUA” e “MAGIA NA RUA”

(A propósito do evento LISBOA MÁGICA 2021)


Em 17 de Agosto p.p. coloquei, no Facebook, um post com o seguinte conteúdo:

“Assisti a espectáculos de algumas das anteriores edições do evento LISBOA MÁGICA e, numa situação normal, iria colocar o meu “gosto” na divulgação do evento deste ano.

Mas não estamos numa situação normal… Estamos numa situação de PANDEMIA!… E esta situação levou a uma crise no mundo do espectáculo com imensos artistas e técnicos a passarem as dificuldades que conhecemos… e as que desconhecemos!

É portanto para mim inconcebível que a organização não tenha tido a desejada sensibilidade para apoiar os ilusionistas profissionais portugueses. Não seria possível, no leque dos 15 mágicos do evento, incluir 5 portugueses?…

Quando, em tantas outras situações, se fala em quotas de preenchimento de lugares, será uma aberração desejar ter 33% de mágicos portugueses no elenco?

E, se pensarmos que o evento é pago por uma autarquia, mais “revoltados” deveremos ficar por ver o erário público a contribuir para dar trabalho a artistas estrangeiros em detrimento de portugueses. 

Qual seria a reação geral dos media se, de repente, a Câmara Municipal de Lisboa decidisse, em época de PANDEMIA, comemorar uma qualquer data festiva contratando um concerto de um qualquer artista estrangeiro, afastando as opções Pedro Abrunhosa, Marisa, Toni Carreira, Rui Veloso ou tantos outros?

E não me venham com a “treta” de que em Portugal não existem mágicos especialistas em “Magia de Rua”… É que, para esse peditório, já dei!…”


Hoje, vi o Luís de Matos, no programa Esta Manhã (TVI), ser entrevistado sobre o LISBOA MÁGICA 2021 e, a certa altura pareceu querer, de alguma maneira, justificar os mágicos contratados para o evento com as seguintes palavras:

“[…] os mágicos, um dos aspectos mais curiosos é o facto de que fazem parte de um grupo de artistas cuja abordagem, nesta Arte, é, seguramente, uma das mais interessantes, na medida em que… Por exemplo, quando eu actuo num teatro, as pessoas compram bilhete, vão assistir, mas, se não gostarem, não saem a meio, não é? Pronto… Quando os mágicos actuam na rua, eles têm que, permanentemente, estar a conquistar os transeuntes, a mantê-los durante… a duração do espectáculo, fazendo com que não percam o interesse … (é quase como uma audiência de televisão)… e ainda têm que garantir que, no final, elas não se vão embora, sem contribuir financeiramente… para o entretenimento… Este não é o caso… Isso não acontece aqui… Os espectáculos são gratuitos…” (sic)


Esteve muito bem o Luís de Matos a caracterizar a “Magia de Rua”, mas acontece que o evento LISBOA MÁGICA 2021 não é um festival de “Magia de Rua”. Na realidade, estando cada um dos espectáculos programados para uma determinada hora, num local específico, os mágicos não têm que fazer o mais difícil da “Magia de Rua” que é fazer parar pessoas que transitam na via pública sem qualquer intenção de assistirem a um espectáculo e “construir um público” a partir do nada. No caso do LISBOA MÁGICA (Nota: eu assisti a algumas edições pré-pandemia), alguns minutos antes de cada espectáculo começar já há um público numeroso (atraído pela publicidade ao evento), o qual, naturalmente, vai sendo engrossado por transeuntes curiosos que param para espreitar e ficam.

Portanto, ficamos cientes que o LISBOA MÁGICA não é um evento de “Magia de Rua”, mas sim um evento de “Magia na Rua”, onde cabem perfeitamente os “especialistas” de “Magia de Rua”, mas também os que não o são.

Infelizmente, parece que só não cabem mágicos portugueses… É interessante pensar em como, para alguns, é fácil reivindicar apoios para a cultura, mas não conseguem apoiar os mágicos portugueses quando dispõem de tal possibilidade…


quarta-feira, agosto 11, 2021

ANTÓNIO RAMOS PINTO


O nome de António Ramos Pinto é citado em diversos escritos de Martins Oliveira, com referências bastante elogiosas, de que é exemplo o artigo publicado em 1925 na revista “O Illusionista” que seguidamente reproduzo:



No livro “Adriano Ramos Pinto - Vinhos e Arte” (Edições Ramos Pinto) é contada a história da Ramos Pinto, sendo pontualmente referenciada a ligação de António Ramos Pinto à Arte do ilusionismo. Vejamos alguns excertos de tais referências.


A página 50 é encimada pelo seguinte título:



E nessa página pode ler-se:


"Por sua vez, António Ramos Pinto dedicava-se ao ilusionismo com o seu irmão José, o mais velho, com quem formou o duo Irmãos Ramenport, de que existe uma curiosa fotografia, uma foto montagem e um folheto intitulado Souvenir, datado de 15 de julho de 1877, tinha então António vinte e três anos e o irmão vinte e cinco. Em quadras, entre o popular e o galante, passam da alusão dos tempos antigos de bruxarias e feitiços para os tempos da “luz do progresso” em que as feiticeiras são agora as senhoras que assistem aos seus espectáculos. O ilusionismo, a prestidigitação e outras artes mágicas eram então muito apreciadas no Porto e não havia sarau ou récita onde tais números não fossem apresentados. Desenvolveu assim António a arte de encantar a assistência através da fantasia, ou dito de outro modo, cedo aprendeu que o público gostava de se deixar encantar com arte, com graça, com talento." (sic)


Na mesma página é apresentada uma fotografia do duo Irmãos Ramenport, a qual, seguidamente, reproduzo com a devida vénia.



A referência ao nome Ramenport adoptado pela dupla de mágicos remete para uma nota final explicativa. Segunda tal nota, a origem do nome Ramenport seria a seguinte:


“Esta aparentemente estranha denominação terá a ver com a palavra japonesa ramen, que designa um alimento de origem chinesa composto por filamentos longos de massa alimentícia com ervas e legumes temperados com carne de porco ou peixe de água doce e que se vendia nas tabernas dos portos, daí o ramenport, cf. Wikipédia…, 2011.05.11. Ora também a cidade do Porto, por esta época, dedicou especial interesse aos orientalismos e a vários exotismos; cf. Orientalismo em Portugal…, 199; Guimarães, 2008a, p. 169 e seguintes, e Graça, 2008, p. 185 e seguintes.” (sic)


Julgo que a explicação apresentada para o nome Ramenport é pouco credível. Na minha perspectiva a explicação será outra bem diferente. Na época faziam algum furor como ilusionistas os “Davenport Brothers” (https://en.wikipedia.org/wiki/Davenport_brothers), os quais eram tema de notícias publicadas e, portanto, de conversa em reuniões sociais de todo o mundo. Certamente, Portugal não seria excepção. Portanto, na minha opinião, terá sido o nome Davenport a servir de inspiração ao nome adoptado por António e José, que se limitaram a substituir o DAV (de Davenport) por RAM (do seu apelido Ramos). Aliás foi, certamente, esta semelhança dos nomes que levou Martins Oliveira a designar erradamente, no artigo da revista O Illusionista acima reproduzido, o duo como Ravenport.


Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, o folheto supracitado.



Numa outra página do livro “Adriano Ramos Pinto - Vinhos e Arte” (Edições Ramos Pinto) está expresso o seguinte:

"António era diferente. Aparentemente mais fechado com outros, incluindo os familiares, realizava também grandes festas na sua casa de S. Roque no dia 1 de janeiro nas quais, depois do jantar exibia os seus dotes de prestidigitador, atividade que nunca abandonou." (sic)


Esta última parte entra em contradição com o que vem expresso no último parágrafo do artigo de O Illusionista. Fica a dúvida, à espera que a descoberta de novos documentos possa vir dissipar a mesma.


quinta-feira, agosto 05, 2021

No podcast DISCOURSE IN MAGIC


"Creating Impossible Magic Experiences" é título do episódio do podcast DISCOURSE IN MAGIC dedicado a HELDER GUIMARÃES.

Para ser ouvido aqui.


15 ANOS SE PASSARAM…


Faz hoje 15 anos que Helder Guimarães subiu ao palco do Victoria Hall do Centro de Congressos de Estocolmo (Stockholmsmässan) para participar na FINALE CLOSE-UP CONTEST da FISM 2006. E quando o fez já sabia que se sagrara Campeão Mundial de Magia com Cartas, pois era o único concorrente apurado em tão difícil disciplina. Foi, portanto, o primeiro português a obter um título de Campeão Mundial de Magia e, até hoje, continua a ser o único português a poder ostentar tão cobiçado galardão.


Foi aí que o mundo do ilusionismo o descobriu, pois, até então, o Helder era um nome apenas reconhecido na Península Ibérica. E, nestes 15 anos de percurso sustentado, o Helder juntou ao título de Campeão Mundial de Magia outros galardões muito relevantes como, por exemplo, o título de Parlour Magician of the Year que lhe foi outorgado pela Academy of Magical Arts de Hollywood (Magic Castle) em dois anos consecutivos (2011 e 2012).



Nestes 15 anos pós-FISM 2006 Helder criou e apresentou diversos espectáculos públicos em que o sucesso se mediu pelas sucessivas sessões esgotadas e pelos prolongamentos das temporadas inicialmente previstas. Assim aconteceu, por exemplo. com “NOTHING TO HIDE”, “BORROWED TIME”, “VERSO”, “RETRATO CLANDESTINO” e “INVISIBLE TANGO”


E quando, após a prolongada carreira de lotações esgotadas de “INVISIBLE TANGO” em Los Angeles (Geffen Playhouse), Helder estava a negociar a apresentação de tal espectáculo em Nova Iorque, tudo ficou adiado sine die por força da pandemia COVID-19. Mas Helder reagiu rapidamente e criou o espectáculo online "THE PRESENT", com o qual realizou mais do que 250 apresentações.


Foi precisamente o êxito deste projecto inovador que contribuiu para obter o reconhecimento da Associação Portuguesa de Ilusionismo que lhe atribuíu o TROFÉU API 2020, o qual se foi juntar ao TROFÉU API 2006 que granjeara com a supracitada vitória no Campeonato Mundial de Magia 2006.




Mas o valor do espectáculo “THE PRESENT” não foi reconhecido apenas a nível nacional, pois mais dois importantes prémios vieram enriquecer um currículo invejável:


- The Webby Awards 2021 (Ver aqui)


- 2021 Allan Slaight Award na categoria Sharing Wonder (Ver aqui). Este é um prémio que é tido em grande conta no meio mágico, bastando, para tal, verificar que, em 2020, o vencedor na mesma categoria tinha sido Derren Brown.


Foram 15 anos preenchidos com muitos sucessos. Venham mais quinze!


quarta-feira, junho 30, 2021

Mágico Helder Guimarães troca as voltas a José Alberto Carvalho

 

Hoje, o fecho do Jornal das 8 da TVI foi assim.


COINCIDÊNCIA...


Um antigo catálogo alemão da casa de artigos de magia ZAUBERKÖNIG ("O Rei da Magia"), fundada em 1884, veio parar às minhas mãos.


A identificação do nome do proprietário levou-me a tentar encontrar mais dados referentes a Arthur Kroner, pois a minha memória não o lembrava como vendedor e/ou mágico.

E encontrei, na internet, uma pequena biografia que relata a desdita da família judia Kroner na Alemanha de Hitler. Tal biografia pode ser lida aqui.

Terminada tal leitura, senti o tilintar característico da caixa de correio a abrir e fechar, sinal de que o carteiro acabara de depositar algo na mesma. 

Apressei-me a ir recolher o correio e deparei com o exemplar da revista GENII relativo ao mês de Junho, cuja capa é dedicada a KALANAG, o mágico de Hitler. (No seu interior, a revista apresenta um desenvolvido artigo de 38 páginas sobre Kalanag) 


E ainda há quem não acredite em coincidências...


domingo, junho 27, 2021

Carta aberta à jornalista Alexandra Tavares-Teles


Estando envolvido na arte do ilusionismo há mais de 50 anos, mantenho um interesse permanente na leitura de tudo o que se escreve sobre tal matéria.Foi, portanto, em tal contexto que, hoje, me concentrei na leitura da entrevista efectuada a Luís de Matos, publicada na revista Notícias Magazine.


E devo dizer que me espantou sobejamente a formulação de uma das perguntas nos exactos termos em que está feita… Concretamente, refiro-me à seguinte questão: “Durante anos foi o único nome - e ainda é - na magia portuguesa. Tem sido um promotor da magia ou o seu eucalipto?” (sic)


O “e ainda é” publicado numa semana em que vem a público a notícia de um ilusionista português que obteve um prémio de relevância internacional (https://sicnoticias.pt/cultura/2021-06-24-Helder-Guimaraes-e-o-primeiro-ilusionista-portugues-a-vencer-um-Allan-Slaight-Award-0e5734d3?) parece querer gozar com a ignorância dos leitores menos esclarecidos… 


E se atentarmos que este galardão é o segundo ganho, este ano, pelo mesmo mágico, mais descabido o seu “e ainda é” se revela! (Nota: Pode ver a referência ao tal outro prémio a partir do momento 1h 16m 16s de https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-da-uma/53c6b2633004dc00624392e1/video/60b4e98c0cf29ea860550cb1).


Uma breve pesquisa permitir-lhe-á ficar a saber que tal mágico (Helder Guimarães) é o ÚNICO português que até hoje se sagrou Campeão Mundial de Magia. 


Acha que, depois de tomar conhecimento destes factos, ainda consegue balbuciar aquele “e ainda é”? Ninguém tem dúvidas que, para os portugueses, Luís de Matos é o nome mais conhecido da magia portuguesa, mas daí até se dizer que é o “único nome da magia portuguesa” vai uma enorme distância.


Quanto a uma resposta concreta à pergunta formulada, não me parece que o entrevistado fosse a pessoa mais indicada para a dar, pois ninguém é bom juiz em causa própria. Por isso reproduzo o que escrevi, em 28 de Maio de 2020, no meu blogue NOV@M@GI@:


“Aliás, o Luís de Matos, numa estratégia perfeitamente perceptível de “em terra de cegos quem tem um olho é rei” nunca “puxou” pela valorização dos mágicos portugueses.... “Puxou” sim pela valorização da magia como Arte com a vinda de inúmeros bons mágicos estrangeiros, ajudando a implantar a ideia de que ele, Luís de Matos, era o “oásis no deserto” da magia em Portugal.

[…]

O Luís de Matos sempre teve “boa imprensa” em Portugal. Nunca lhe fazem perguntas difíceis... Mas, se não estou enganado, creio que foi no LISBOA MÁGICA 2006, uma jornalista fez-lhe uma pergunta difícil, a saber, “porque é que não havia mágicos portugueses no cartaz”... Acho que ele foi apanhado um pouco de surpresa, mas lá se desenrascou, afirmando que, em Portugal havia bons mágicos, mas que naquele tipo específico de magia (street magic / magia de rua) não havia especialistas... E ele até desejava que o festival servisse para fazer despertar praticantes para tal modalidade. Foi, naturalmente, uma resposta inteligente, mas a jornalista não tinha todo o “trabalho de casa” bem feito, pois, caso contrário, poderia confrontá-lo com os nomes de diversos mágicos estrangeiros (sem dúvida, excelentes) que ele já havia convidado para trabalharem em magia de rua e que não eram especialistas em tal modalidade. No ano seguinte (2007) ele convidou o Helder Guimarães para trabalhar no LISBOA MÁGICA, não por ser um especialista em tal modalidade, mas por ser CAMPEÃO DO MUNDO DE CARTOMAGIA (FISM 2006), logo um nome que não poderia ignorar…”


quinta-feira, junho 24, 2021

Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award


Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.


Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award

Desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu durante a pandemia e por videoconferência.

Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um dos prémios mais importantes do mundo da magia. Vive nos Estados Unidos há quase uma década e, no ano passado, desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu no confinamento e por videoconferência. A SIC falou com ele em exclusivo.

Descobriu cedo que queria fazer magia para o resto da vida. Mas a pandemia obrigou-o a adaptar-se e a trocar a intimidade dos palcos pelo ecrã de um computador.


Uma semana antes o público teve acesso a uma caixa com baralhos de cartas, envelopes e números.

Esta quinta-feira, tornou-se no primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award, um dos principais prémios no mundo da magia, que se junta agora às dezenas de troféus do mágico.

O espetáculo gerou mais de 800 mil euros e foi bem recebido pela crítica norte-americana.

A atuação, que durou seis meses, contou com 250 sessões sob a direção de Frank Marshall, produtor dos filmes Indiana Jones ou Parque Jurássico.

Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’

 

Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.

Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’


Helder Guimarães foi galardoado com um ‘‘Allan Slaight Award’’, os prémios canadianos atribuídos pela Magicana. O mágico português foi distinguido na categoria de ‘Sharing Wonder’.

Os prémios, equivalentes a um Pulitzer da Magia, reconhecem a excelência da magia e visam distinguir personalidades que fizeram contribuições extraordinárias nesta área.  Em 2020, o vencedor foi o reconhecido mentalista inglês Derren Brown.

Em maio passado Helder Guimarães já tinha sido distinguido com um Webby – na categoria de melhor experiência narrativa, no âmbito de acontecimentos virtuais e remotos, pelo seu espetáculo virtual ‘The Present’, ao lado de nomes como Oprah Winfrey, Gordon Ramsay, Kristen Bell, Dua Lipa ou James Corden, entre outros. Os prémios, conhecidos como os ‘óscares da internet’, são entregues anualmente nos Estados Unidos pela Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais.

‘The Present’, um espetáculo de magia por videoconferência, via Zoom, estreou em maio de 2020, durante o confinamento nos Estados Unidos, chegou a cerca de 14 mil pessoas e atingiu uma receita bruta de cerca de 1 milhão de dólares. Na assistência, Helder Guimarães contou com celebridades como o realizador JJ Abrams, Billy Crystal, Helen Mirren, Hugh Jackman, Jennifer Gardner ou Mel Gibson.

O espetáculo, organizado com o apoio do teatro Geffen, em Los Angeles, sob a direção de Frank Marshall (produtor de Indiana Jones e Jurassic Park), foi feito a partir de casa de Helder Guimarães e chegou a mais de 6200 lares de todo o mundo, num total de cerca de 250 sessões, em seis meses.

‘The Present’ foi muito bem recebido pela critica americana, com artigos e destaques nos principais jornais como NY Times, Washington Post, LA Times ou na revista americana Variety, e tem sido elogiado por personalidades como Laura Dern, Mark Hamill ou Billy Crystal, entre outros.

A ideia de Helder Guimarães surgiu quando ficou em isolamento durante um mês, quando tinha 11 anos, após ter sido atropelado por um carro, altura em que começou os seus primeiros truques de magia. O mágico defende que os espetáculos se devem reinventar e desde o início da pandemia em 2020, Helder Guimarães já realizou mais de 406 espetáculos, virtuais, entre espetáculos públicos e eventos privados.

ALLAN SLAIGHT AWARD



É um orgulho poder partilhar com todos que Helder Guimaraes ganhou mais um prémio de grande relevância no mundo da magia (Sharing Wonder 2021), sendo o primeiro português a conseguir tal feito. 

Sendo assim, Helder Guimarães conquista um galardão que já contemplou os mundialmente conhecidos Derren Brown (em 2020) e Penn & Teller (em 2015).

A listagem global destes prémio pode ser vista aqui.

E a notícia da SICNotícias pode ser vista aqui.