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sexta-feira, novembro 14, 2025

Magia em Madrid - HOUDINI


O outro espectáculo a que assisti, na breve estadia em Madrid, foi HOUDINI - UN MUSICAL MÁGICO, em cena no Teatro Calderón.


Nunca tinha assistido a um musical com tal temática e estava curioso para perceber até que ponto uma certa “pureza mágica” poderia ser mantida em tal contexto.

A história da vida de Houdini está bem contada num espectáculo com bom ritmo, mas, por vezes, a magia sai prejudicada. Consigo perceber que o público que vai ver este espectáculo não se apresenta com a mesma postura de escrutínio que é típica de um público que vai a um espectáculo de ilusionismo, mas as encenações da “Desaparição de um elefante” e da “Fuga do tanque de água” ficaram, a meu ver, abaixo do mínimo exigível. 

Apesar disso foi um espetáculo que gostei de ver e, portanto, recomendo.


sexta-feira, janeiro 31, 2025

E esta, hein?!?!?!


O Jornal de Mafra descobriu que o dia 31 de Janeiro foi escolhido como Dia Mundial do Mágico para homenagear Harry Houdini, pois este nasceu a 31 de Janeiro de 1887!...

"E esta, hein?!?!?!" é o que diria o saudoso Fernando Pessa.

Tal menção pode ler-se aqui. E também se mostra na imagem que se segue.


Não teria sido descabido consultar a Wikipédia que mostra aqui a verdadeira data de nascimento de Houdini.


quarta-feira, abril 30, 2014

HOUDINI Y EL ARTE DE LA FUGA

 

Houdini continua a ser um tema inesgotável como se constata neste texto de Ramón Mayrata.

segunda-feira, junho 25, 2012

O complexo da crítica construtiva


Inúmeras vezes tenho deparado com mágicos que, perante críticas que lhes são desfavoráveis, reagem como "virgens ofendidas" dizendo: "Essa crítica não é construtiva!"

Não vou retomar aqui opiniões que já expressei sobre tal assunto. Apenas quero deixar esta ligação  que permite aceder a um crítica da autoria de Ricky Jay, publicada no Wall Street Journal, a propósito do livro FOOLING HOUDINI (Autor: Alex Stone).


terça-feira, novembro 04, 2003

SERÁ A MAGIA UMA ARTE EM DECLÍNIO?


Nos últimos tempos o Ilusionismo tem sido mencionado, nas páginas do Jornal de Notícias, com alguma assiduidade e relevo. No passado domingo mais uma vez tal aconteceu, não propriamente nas páginas do conhecido matutino portuense, mas sim na revista NOTÍCIAS MAGAZINE que acompanha, fielmente, a edição dominical do JN… e não só! 

O artigo intitula-se "Ilusionistas - A ARTE DA FUGA" e foi incluído na secção "COISAS QUE FASCINAM" da citada revista. Escolha acertada, na minha opinião, pois nada me fascina mais do que a nossa querida ARTE MÁGICA. 

No artigo em questão, a sua autora (Carla Maia de Almeida) dá a sua visão pessoal do fascínio que o Ilusionismo encerra, conseguindo, com alguma frases de belo recorte literário, levar o leitor a recordar experiências mágicas a que assistiu ou a imaginá-las pura e simplesmente. É disso exemplo o seguinte texto, que reproduzo: 

«Nas mãos de um ilusionista, até as coisas mais prosaicas do mundo ganham expectativas irreais, um certo protagonismo que lhes está vedado no quotidiano distraído. Um valete de copas pode não ser só um valete de copas; uma laranja pode não ser só uma laranja. Subtraídas à sua estrita funcionalidade, os objectos integram-se noutra lógica que transforma o banal em fascinante, o aparentemente óbvio em possibilidade insólita.» (sic) 

Digo simplesmente… LINDO! 

No entanto há 3 pontos no citado artigo que me deixaram pouco feliz. 

O primeiro ponto negativo é o próprio título. Parece-me demasiado "redutor" rotular a nossa Arte como A ARTE DA FUGA. Não me restam dúvidas que tal ficou a dever-se à importância que a jornalista encontrou na personalidade de HOUDINI, mas tal fascínio levou-a a cair numa generalização descabida.  

O segundo ponto negativo é o texto inicial do artigo, a saber : «Mágico, inventor, actor, entertainer, jogador, ladrão, sedutor… Na figura do ilusionista convergem uma série de personagens que, a seu modo, fogem às convenções do mundo real e se reinventam numa possibilidade de ficção.» (sic). A inclusão do termo ladrão (e nem sequer usar aspas!) é, quanto a mim, de muito mau gosto e só pode encontrar as suas raízes na "célebre frase" com que muitos de nós já fomos confrontados alguma vez quando somos apresentados como ilusionistas: "Está aqui um ilusionista… Cuidado com as carteiras!"

O terceiro ponto negativo foi o que me deixou mais pensativo. A determinado passo pode ler-se: «Houdini não viveu para assistir ao declínio da arte que o tornou célebre.» (sic). Esfreguei os olhos e fui ler segunda vez. Não tinha visto mal: era mesmo aquilo que estava escrito!!! Interrogo-me quanto à profundidade da investigação jornalística que permitiu à Sra. jornalista obter tal conclusão? Será verdade? Será a MAGIA uma Arte em declínio? Eu digo um rotundo NÃO!