Já várias vezes me referi neste blogue ao escasso apoio que a organização do evento LISBOA MÁGICA (e concomitantemente, o seu curador Luís de Matos) dá à presença de mágicos portugueses no evento. A leitura dos textos MAGIA DE RUA e MAGIA NA RUA, LISBOA MÁGICA 2022 e LISBOA MÁGICA 2023 ajudarão o leitor a enquadrar devidamente o texto que se segue.
No passado dia 18 fui assistir aos primeiros espectáculos da edição deste ano, a qual teve apenas um mágico português contratado. Nada de novo debaixo do Sol…
O mágico português convidado foi José Carlos Antunes que, em Fevereiro passado, participou no programa FUNTÁSTICO da TVI e que teve uma muito boa prestação, a ponto de ser apurado para a final do programa.
Só que trabalhar num “ambiente controlado” como é um estúdio de televisão não é a mesma coisa que trabalhar na rua. E claramente que o José Carlos Antunes não estava preparado para tal. O repertório apresentado pecou por mostrar o “modus operandi” do efeito final, o qual era totalmente desajustado ao local de actuação. Também um truque de cartas que apresentou junto da respectiva mesa não foi apreciado pela maioria dos espectadores, até porque os dois espectadores que o ajudaram nessa apresentação tapavam a visão à maioria do público presente. Por último, o José Carlos Antunes fala em voz baixa e não teve o apoio de um sistema “microfone/altifalante” que permitisse aos presentes ouvir o que ele dizia.
Mas será que a responsabilidade deste erro de “casting” é do próprio? Claro que não!… O José Carlos Antunes é o culpado menor da situação descrita, embora se lhe possa atribuir a culpa de não ter sido capaz de dizer NÃO a um convite, por mais honroso que o mesmo lhe parecesse.
Obviamente, a organização (e o seu curador Luís de Matos) apenas teve a preocupação de cumprir a habitual quota de um mágico português por edição… Mesmo que tal significasse “lançar às feras” um jovem mágico que já revelou algum potencial.
P.S.: Na realidade, o José Carlos Antunes não foi o único erro de "casting" desta edição do LISBOA MÁGICA, mas o que me chocou foi mesmo ver um promissor mágico português ser atirado para uma "arena" que, claramente, não era a sua praia.






