Na entrada anterior deste blogue fiz referência a um poema rabiscado num guardanapo de papel que encontrei abandonado numa das mesas da esplanada do Café Bom Dia. Tal como referi, o respectivo título captou a minha atenção e, por isso, o guardei para leitura atenta posterior. Para satisfação da curiosidade dos meus leitores, aqui deixo a transcrição de tal poema.
CONFISSÃO DE UM... COBARDEEsta minha confissãoQu’ aqui deixo com alardeNão tem direito a perdão,Pois sou um triste cobarde!A coisa par’cia pretaPois p’ra rimar com magia,Como poeta da treta,Eu só encontrei... bom dia.Assim nasceu, pois, o títuloDuma crónica foleira,Que mostrou ser um capítuloOnd’ escrevi muit’ asneira.Não foi, porém, minha culpa,Nem sequer foi “overdose”.Acreditei, “mea culpa”,No que diss’ o Meia Dose.Fiz, pois, papel de palhaço,A verdade é nua e crua,Quis fazer estardalhaço,Agora nem saio à rua.Mais valia estar caladoDo que armar-me em Rui Pinto,Pois fiquei bem entaladoE só me chamam... Rui Minto!
Autor: Cobarde anónimo