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segunda-feira, junho 29, 2020

O POEMA


Na entrada anterior deste blogue fiz referência a um poema rabiscado num guardanapo de papel que encontrei abandonado numa das mesas da esplanada do Café Bom Dia.  Tal como referi, o respectivo título captou a minha atenção e, por isso, o guardei para leitura atenta posterior. Para satisfação da curiosidade dos meus leitores, aqui deixo a transcrição de tal poema.

CONFISSÃO DE UM... COBARDE

Esta minha confissão
Qu’ aqui deixo com alarde
Não tem direito a perdão,
Pois sou um triste cobarde!

A coisa par’cia preta
Pois p’ra rimar com magia,
Como poeta da treta,
Eu só encontrei... bom dia.

Assim nasceu, pois, o título
Duma crónica foleira,
Que mostrou ser um capítulo
Ond’ escrevi muit’ asneira.

Não foi, porém, minha culpa,
Nem sequer foi “overdose”.
Acreditei, “mea culpa”,
No que diss’ o Meia Dose.

Fiz, pois, papel de palhaço,
A verdade é nua e crua,
Quis fazer estardalhaço,
Agora nem saio à rua.

Mais valia estar calado
Do que armar-me em Rui Pinto,
Pois fiquei bem entalado
E só me chamam... Rui Minto!

                    Autor: Cobarde anónimo