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quinta-feira, outubro 09, 2025

A MENTIRA TEM PERNA CURTA


Recentemente o Sr. Fernando Castro “SAVIL” publicou no FACEBOOK, mais concretamente no grupo público MAGICVALONGO  (ver aqui), uma asserção que não corresponde à verdade. Fê-lo no âmbito de uma troca de opiniões com o Sr. Paulo Bento que comentara um post cujo objectivo era divulgar os premiados dos concursos do MAGICVALONGO 2025.

Refiro-me concretamente ao seguinte comentário:

Ora no post que pode ser lido aqui, eu já aflorara esta situação ao afirmar: “Ou será que “não convidar artistas que participaram nos concursos e neles foram premiados e convidar outros artistas que nunca foram premiados nos mesmos”  é sinal do tal apoio que, subliminarmente, o “dar oportunidade” tenta transmitir?”


Como o Sr. Fernando Castro persiste em dizer "Todos os concorrentes premiados, nacionais ou estrangeiros são convidados para participar em eventos dos anos seguintes."(sic) quero deixar bem claro que apesar de ter concorrido no MAGICVALONGO em 1994 e 1996 (tendo obtido os prémios que os diplomas publicados atestam), eu NUNCA FUI CONVIDADO PARA ACTUAR EM TAL EVENTO!...

Aproveito para deixar bem claro que não escrevo este post com qualquer intenção de reverter tal situação pois ela constitui, para mim, uma verdadeira "medalha de bom comportamento" da qual tenho o máximo orgulho!... Entendido?

Post Scriptum: É curioso verificar que, na sequência dos comentários do Sr. Paulo Bento, o Sr. Fernando Castro emitiu a sua opinião final e desactivou os comentários na publicação.


quarta-feira, agosto 16, 2023

REESCREVER A HISTÓRIA ?


Há dias deparei com um post colocado por Fernando Castro “SAVIL” no grupo público MAGICVALONGO do Facebook, o qual está reproduzido na imagem seguinte.


É curiosa uma certa maneira de escrever… 

Dizer “A equipa organizadora do MagicValongo deu sempre oportunidade aos artistas portugueses.” é o mesmo que dizer… NADA.  De facto, sendo o MagicValongo um festival mágico que incluiu dois concursos (palco e mesa), qualquer ilusionista português tem oportunidade de se inscrever nos mesmos e poder actuar no evento.

Portanto o “dar oportunidade aos artistas portugueses” parece querer transmitir a ideia de “apoiar os artistas portugueses”, o que nem sempre foi uma realidade. Ou será que “não convidar artistas que participaram nos concursos e neles foram premiados e convidar outros artistas que nunca foram premiados nos mesmos”  é sinal do tal apoio que, subliminarmente, o “dar oportunidade” tenta transmitir?

E, quanto ao destaque dado aos magos do nosso país, estamos conversados... Eu ainda sou do tempo em que só havia destaque para os magos estrangeiros, situação contra a qual sempre levantei a minha voz. Assim como fui capaz de elogiar a inversão da situação em 2003, conforme pode ser lido aqui.

Por último, uma palavra para a escolha das quatro fotos que ilustram o post. Não percebo a inclusão da foto do DANIEL GUEDES em detrimento de outros igualmente "destacados magos do nosso país", como, por exemplo, PEDRO LACERDA MACHADO.


sexta-feira, janeiro 05, 2007

MAGICVALONGO 2006


Esta reportagem foi publicada, em Dezembro de 2006, na revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo, MAGICAMENTE.


MAGICVALONGO 2006

Decorreu entre 28 de Setembro e 1 de Outubro de 2006 mais uma edição do Festival Internacional de Magia MagicValongo. Sobre o decorrer do mesmo aqui deixo algumas impressões pessoais.


Gala de Close-Up (28/9/2006)

Manolo este bem na apresentação, a ponto de conseguir “pôr um político a trabalhar”, segundo as suas próprias palavras. É obra!

Boris Wild apresentou boa cartomagia, mas sem beijos, o que “trocou as voltas” a Manolo que usou uma T-shirt especialmente pintada para o apresentar. Achei que Boris Wild está melhor a comunicar com o público do que tinha visto anteriormente. 

David Jade pareceu-me um pouco nervoso, mas, apesar disso, esteve bem. 

Julien Fombaron foi uma agradável surpresa, pois desconhecia o seu trabalho. Nota-se que tem bastante experiência e boas ideias. Foi uma boa aposta num nome pouco conhecido.

Manuel Muerte apresentou a sua rotina premiada na FISM. Sem desiludir esteve uns furos abaixo do seu desempenho habitual. Provavelmente tal ficou a dever-se ao cansaço acumulado de uma tournée de conferências que havia terminado dias antes. Por outro lado o facto da rotina ser falada em inglês (e não ter havido tradução) implicou que apenas parte da plateia conseguiu perceber as piadas do seu discurso e ser envolvida pela misdirection do mesmo.

Pedro Lacerda e Rovit estiveram bem e surpreenderam quem estava à espera da “habitual rotina a dois”.

Em suma, na minha opinião esta gala foi a melhor das 3 galas proporcionadas nesta edição do MagicValongo.


Gala Palco Vallis Longus (29/9/2006)

Esta gala começou com… problemas técnicos. Direi mesmo mais: demasiados problemas técnicos no som. Esta situação levou a “falsas partidas” o que obrigou Andrély (apresentador) e Salazar Ribeiro (elemento da organização) a intervenções improvisadas para “matarem o tempo” enquanto tais problemas técnicos eram resolvidos. Como se compreende há limites para a capacidade de improviso, mas, para os problemas técnicos, não os há. Por isso houve demasiado tempo morto no arranque da gala. Durante estes momentos de espera ouviu-se na plateia a conversa entre os técnicos de palco e os técnicos da cabine e viu-se técnicos a correrem de um lado para o outro. Ah, e também se ouviu o animado “grupo das palmas ritmadas”. O alinhamento dos artistas na gala sofreu alterações de última hora devido a alguns problemas técnicos e isso também não beneficiou a gala.

Dentro dos condicionalismos, Andrély esteve bem na apresentação. Só falhou quando apresentou o mesmo “gag” visual que, logo a seguir, o Manolo também apresentou na respectiva actuação. O apresentador deve informar-se do que os artistas vão apresentar e também dar-lhes conhecimento do que pretende fazer.

James Garibo Xtreme Magix apresentou uma rotina com grandes ilusões ao estilo hansklokiano, o qual não faz parte das minhas preferências.

Junge, Junge & Roemer apresentaram duas rotinas excelentes. Apesar de serem rotinas cuja “magia”, no sentido ilusionístico do termo, é escassa, foram, seguramente as actuações mais mágicas de toda a gala. O ritmo, a coordenação e a energia que põem nas actuações fizeram deles “estrelas” deste espectáculo… tal como o farão de qualquer outro.

Manolo este bem. Boa comicidade no seu estilo habitual de “alguma confusão” em palco. Pecou por “esticar” demasiado a actuação, especialmente o número da guilhotina. Sei que tal “esticar” se ficou a dever a um pedido nos bastidores (para haver mais tempo para resolver alguns problemas técnicos), mas o público não sabe disso.

Solange Cardinali foi outra agradável surpresa. A sua actuação foi muito melhor do que já lhe vira fazer anteriormente. Demonstrou uma notória evolução (naturalmente fruto dos ensaios e espectáculos que tem realizado) e já quase que se conseguiu libertar totalmente do uso de “caixas que cheiram a truque que tresandam” ou de “flores que imitam espanadores”.

Xavier Tapias apresentou o seu número habitual do robot fabricado com lixo. Esteve no seu nível habitual. 

Foi uma gala que, claramente, ficou afectada pelo péssimo início.


Gala de Palco Ermesinde (30/9/2006)

Esta foi uma das piores galas que me lembro de ver em Valongo. Quando me apercebi do (fraco) nível da mesma, nem sequer pude alimentar a esperança de que a gala iria melhorar, pois tratava-se de um espectáculo completo a cargo da dupla Dawson & Parker. Falta de ritmo, palco pequeno para tantas grandes ilusões (algumas das quais, depois de executadas, ficavam parcialmente em palco pois não cabiam totalmente nos bastidores), alguns efeitos tecnicamente mal executados e partenaires sem saberem estar em palco. 

E para tornar ainda mais ridícula essa gala, ATSOC, desempenhando, de forma séria e natural, o papel de apresentador/tradutor para o qual tinha sido contratado, foi tecendo sucessivos encómios à prestação da dupla de franceses. Dawson & Parker foram uma péssima aposta para um espectáculo completo.

Esta gala ficou gravada na minha memória de uma forma tão negativa que, referindo-me a ela, afirmei, em jeito de comentário global: “Volta PEKI, estás perdoado!”


Conferências

Boris Wild apresentou uma boa conferência, diferente da que já tinha apresentado anteriormente, a qual versava o “seu” baralho marcado. Mas, no final, não deixou de apresentar um “cheirinho” do mesmo, pois é, obviamente, a sua melhor criação.

Manuel Muerte apresentou a conferência, igual à que lhe vira fazer em Lugo, a qual tem pormenores de timing e misdirection que só ficam bem absorvidos após se assistir várias vezes à respectiva explicação. 

Julien & David apresentaram uma conferência “a duo”. Pecou por ter sido muito longa e por ter havido um intervalo de duração excessiva. Na segunda parte havia menos pessoas na sala, o que leva a supor que algumas pessoas perderam o interesse na conferência. A opção de "actuarem" alternadamente não foi bem trabalhada de forma a garantir uma unidade à conferência. No fundo cada um apresentou e explicou o seu material. Acho que teria sido preferível cada um fazer a sua própria conferência. 

Xavier Tapias apresentou uma conferência com um tema específico: a electrónica. Ninguém saiu da conferência com capacidade imediata de construir robots, mas a conferência cumpriu o seu objectivo: sensibilizar os presentes para os dispositivos electrónicos existentes no mercado que podem ser aplicados em ilusionismo. 

Andrély apresentou uma mini-conferência. Julgo que certos detalhes técnicos pessoais e apresentações próprias não justificam, por si só, a explicação de rotinas de outros mágicos ou de efeitos já comercializados. 


Concursos

Houve 2 concorrentes em Magia de Mesa e 5 em Magia de Palco. O nível da maioria dos concorrentes foi muito baixo, destacando-se, com naturalidade, como únicos a merecerem prémio, os nomes de Rubiales (em Magia de Mesa) e Hector (em Magia de Palco). Nunca antes o júri do MagicValongo tivera a vida tão facilitada para atribuir prémios que não sofressem qualquer contestação.


Notas finais

O MagicValongo continua a ser um evento com “tempo livre” a mais entre as actividades programadas. A Feira Mágica teve, este ano, algumas casas mágicas diferentes das habituais, mas, mesmo assim, não deu para “queimar” todo o tal “tempo livre”. Se calhar havia falta de euros para “queimar”…

A componente gastronómica do MagicValongo manteve o nível a que nos habituou e, felizmente, não acompanhou a descida de nível que a componente artística sofreu. Este ano uma novidade foi introduzida: a “Festa da Francezinha”. Foi uma inovação interessante, especialmente para quem não reside no norte.

Não estive presente na Cerimónia de Abertura realizada na Câmara Municipal (nem na Prova de Biscoitos subsequente), mas na Cerimónia de Encerramento e Distribuição de Prémios voltou-se à “velha fórmula” (que sempre critiquei) de ter na mesa um presidente de uma associação mágica espanhola e nenhum presidente de nenhuma agremiação mágica portuguesa… Sem mais comentários. 


terça-feira, setembro 30, 2003

MAGICVALONGO 2003 - MAIS VALE TARDE QUE NUNCA…


Pois é mesmo assim, como diz o povo na sua infinita sabedoria... MAIS VALE TARDE QUE NUNCA

Por isso, nesta primeira apreciação a factos do MAGICVALONGO 2003 não posso deixar de fazer referência a dois aspectos MUITO POSITIVOS que registei no evento e que faço questão de realçar neste meu blog

A primeira situação mostra que a Comissão Organizadora do MAGICVALONGO está empenhada em credibilizar o respectivo concurso. E essa credibilização passava obviamente pelo afastamento de membro do Júri do autor de A SENA DOS 4 TRISTES, cujos plágios desmascarei, oportunamente, perante a comunidade mágica portuguesa. Não tenho a veleidade de pensar que foram as minhas palavras que os sensibilizaram em tal matéria pois sei que há pessoas que preferem as MENTIRAS de outros em detrimento das VERDADES ditas por mim. Mas claro que não poderiam fazer "orelhas moucas" quando as MESMAS VERDADES que eu dissera foram repetidas por outras pessoas mais credíveis... 

A segunda situação tem a ver com um cartaz que dava destaque, em exclusivo, aos mágicos portugueses presentes no evento como convidados. Depois de, em anos anteriores, ter criticado o pouco (em alguns casos nenhum...) destaque que era dado à presença dos ilusionistas portugueses convidados, apraz-me registar esta alteração de atitude. Também neste caso, não tenho a veleidade de pensar que as minhas palavras tenham sido escutadas... mas, tal como diz o povo na sua infinita sabedoria, ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO BATE ATÉ QUE FURA.


quarta-feira, setembro 17, 2003

"CAPITALISMO" MÁGICO


Podemos ser um país pequeno, mas não nos faltam CAPITAIS! Calma, Srª Ministra das Finanças, não me refiro a esses capitais… Refiro-me a... CAPITAIS MÁGICAS!!! 

Pois é… 

Em 2000 realizou-se em Lisboa o Congresso Mundial da FISM (Federação Internacional das Sociedades Mágicas), que reuniu mais de 2000 mágicos participantes, pelo que, com alguma propriedade (penso eu de que...), se poderia referir Lisboa como Capital Mundial da Magia

Em 2001 o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Valongo achou que o concelho de Valongo não podia ficar atrás de Lisboa e (...abracadabra...) toca de apelidar Valongo como Capital Mundial da Magia, devido à realização do MagicValongo, um evento que reúne aproximadamente uma centena e meia de mágicos participantes. 

Em 2002, por ocasião de mais um MagicValongo, tivemos de novo, o concelho de Valongo como Capital da Magia, dessa vez sem usar o adjectivo “mundial” ou qualquer outro que delimitasse o “território” afecto à “soberania” de tal capital… Em último caso ninguém poderia contestar que Valongo fosse considerada a Capital Concelhia da Magia… 

Neste momento estão a decorrer os Encontros Mágicos de Coimbra que, segundo o Jornal de Notícias, contam com a presença de cerca de “uma dúzia mágicos provenientes de sete países” (sic). Luís de Matos esteve presente, no passado Domingo, na qualidade de organizador de tais Encontros, no programa “DOMINGO É DOMINGO” da RTP1 e referiu-se a Coimbra como Capital Mundial da Magia. No dia seguinte no Jornal de Notícias o mesmo evento foi “despromovido” para Capital Europeia da Magia… 

Na próxima semana teremos mais um MagicValongo. Será novamente Capital da Magia? Mundial? Europeia? Portuguesa? Distrital? Aceitam-se palpites. 

No meio de tanto “capitalismo” parece haver muita falta de ambição, pois ainda ninguém achou apropriado designar um evento como CAPITAL INTERGALÁCTICA DA MAGIA. E com esta falta de ambição continuaremos a ser um país pequenino…