Em TheaterMania.com foi publicada a notícia da estreia em Nova Iorque do espectáculo de Helder Guimarães THE HOPE THEORY.
quarta-feira, agosto 26, 2026
quarta-feira, maio 06, 2026
SERÁ 17 UM NÚMERO MÁGICO?
Quando iniciei a escrita deste texto hesitei quanto ao melhor título que poderia adoptar… A outra opção que me veio à mente foi “163 anos igual a 200 metros!”. E, na realidade, qualquer um deles era apropriado ao conteúdo que se segue.
Em Março de 1863 foi inaugurado, no Porto, o TEATRO MINERVA, um espaço pensado para apresentar espectáculos de Ilusionismo (e não só). Tal teatro foi construído a expensas da David Castro, filho da 3ª Baronesa de Nevogilde, nas traseiras da respectiva residência situada no número 17 da Travessa da Fábrica. Há que reconhecer em David Castro uma certa dose de pioneirismo, a par da capacidade de criar algo semelhante ao que, alguns anos antes, Robert-Houdin fizera em Paris.
Ora é sobejamente conhecido que, há alguns anos, começaram a multiplicar-se, em diferentes cidades europeias, os espaços virados para a apresentação de espectáculos de Magia de Proximidade e/ou Magia de Salão. Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, tal tendência também chegaria a Portugal. E assim é, pois, em 21 de Maio de 2026 vai ser inaugurado no Porto o espaço TIME FOR MAGIC, com o objectivo primordial de acolher apresentações de espectáculos mágicos. E o responsável por tal implementação é Helder Guimarães.
Curiosamente as inaugurações do TEATRO MINERVA e de TIME FOR MAGIC estão separados por um enorme lapso de tempo (mais do que 163 anos) mas as respectivas localizações permitem calcular que entre os dois espaços existe, virtualmente, uma distância de menos do que 200 metros!
Na realidade o TEATRO MINERVA situava-se no nº 17 da Travessa da Fábrica e o TIME FOR MAGIC situa-se no nº 17 da Rua da Picaria. Por isso, é caso para perguntar: será 17 um número mágico?
P.S.: Mais informações sobre o funcionamento do Estúdio TIME FOR MAGIC pode ser visto aqui.
quarta-feira, abril 15, 2026
PONTO DE FUGA
O Facebook apresentou-me hoje a publicidade a um espectáculo que vai ter lugar no Centro Cultural de Paredes. E fazia-o nos seguintes moldes:
O espectáculo até pode ser muito original, mas o respectivo nome não tem originalidade nenhuma. Relembro que, em 2018, Helder Guimarães protagonizou um espectáculo mágico com o mesmo título.
sexta-feira, março 14, 2025
Helder Guimarães nomeado para mais um prémio!
O "Los Angeles Drama Critics Circle" nomeou Helder Guimarães e o seu espectáculo "The Hope Theory" para o respectivo galardão 2024 (na categoria "Solo Performance") conforme pode ser lido aqui.
sábado, julho 27, 2024
THE HOPE THEORY
THE HOPE THEORY foi o mais recente espectáculo de Helder Guimarães, o qual estreou, em Los Angeles, na sala Geffen Playhouse, em 25 de Abril de 2024, uma data que não foi escolhida ao acaso como muito bem percebeu quem assistiu ao espectáculo.
Com uma temporada em cena inicialmente prevista para terminar em 9 de Junho de 2024, o sucesso do espectáculo levou a que tal temporada fosse ampliada até 14 de Julho de 2024.
Obviamente que me desloquei a Los Angeles para assistir a mais um excelente espectáculo criado e interpretado pelo meu filho. Em vez de tecer considerações pessoais sobre tal espectáculo (que seriam inevitavelmente abrangidas pelo estigma "Lá está ele a gabar o filho mais uma vez!") irei traduzir algumas passagens de apreciações que foram publicadas.
The Hope Theory é tudo o que o público que regressa [aos espectáculos ao vivo] deseja da dupla – comovente, atencioso e mágico. Os recém-chegados atraídos pelo fascínio da magia (ou talvez aqueles que não conseguiram adquirir bilhetes para The Present) ficarão completamente impressionados e talvez se vejam inesperadamente afetados pela profundidade emocional do espetáculo. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
No entanto, “The Hope Theory” é um espetáculo inovador que incorpora a magia de uma forma surpreendentemente emocional, que, para além de divertida, proporciona uma sensação mais profunda de vulnerabilidade. A capacidade de contar histórias e o envolvimento de Guimarães são capazes de estabelecer conexão com todos os espectadores. Num espetáculo profundamente inspirador e divertido, Helder Guimarães vai manter o público em permanente suspense. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
Parte do que faz com que THE HOPE THEORY funcione tão bem é que as ilusões não são bombásticas; há nelas uma elegância simples que dá uma ressonância silenciosa à sua história. Isto não quer dizer que pareçam simples. São incrivelmente complicados e surpreendentes a cada passo, os truques que ilustram os choques culturais e o sonho americano. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
Embora adorasse contar-vos sobre as incríveis perplexidades, dizer mais iria estragar a surpresa e a diversão durante esta surpreendente estreia mundial. O que direi é que a constante “o quê?” frequentemente proferida pelo público atesta a habilidade com que Guimarães realiza ilusões extraordinárias, mesmo com os olhos vendados! (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
The Hope Theory oferece uma perspectiva única da América através dos olhos de um forasteiro optimista, Guimarães, ao mesmo tempo que entretém o público com truques de magia que procuram desafiar a sua liberdade de acreditar no que não é tão óbvio.
[...]
O público ficará hipnotizado pela magia que ele combina com a sua narrativa, com alguns deles a terem a sorte de participar na diversão, The Hope Theory é uma lufada de ar fresco e uma história que vale a pena contar vezes sem conta. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
Estes desvios convidam a um vislumbre íntimo da sua personalidade e da sua capacidade mágica – é brincalhão, por vezes exigente, com um humor mordaz e uma boa ligação com o público. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
O humor, a participação vibrante do público e truques de magia surpreendentes servem para encantar o público, ao mesmo tempo que servem um comentário profundo sobre a experiência diferenciada do imigrante. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
Escondidos entre a fascinante história do imigrante Guimarães estão pequenos “truques” incompreensíveis que manterão o público na tentativa de os decifrar muito depois do espectáculo terminar. (O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.)
Resta acrescentar que, como o guião do espectáculo contava uma história de imigração, com o objectivo de chegar junto da numerosa comunidade hispanofalante existente em Los Angeles, o espectáculo teve algumas sessões apresentadas em espanhol. E tal aconteceu pela primeira vez num espectáculo apresentado numa sala de Geffen Playhouse.
quarta-feira, agosto 16, 2023
REESCREVER A HISTÓRIA ?
Há dias deparei com um post colocado por Fernando Castro “SAVIL” no grupo público MAGICVALONGO do Facebook, o qual está reproduzido na imagem seguinte.
É curiosa uma certa maneira de escrever…
Dizer “A equipa organizadora do MagicValongo deu sempre oportunidade aos artistas portugueses.” é o mesmo que dizer… NADA. De facto, sendo o MagicValongo um festival mágico que incluiu dois concursos (palco e mesa), qualquer ilusionista português tem oportunidade de se inscrever nos mesmos e poder actuar no evento.
Portanto o “dar oportunidade aos artistas portugueses” parece querer transmitir a ideia de “apoiar os artistas portugueses”, o que nem sempre foi uma realidade. Ou será que “não convidar artistas que participaram nos concursos e neles foram premiados e convidar outros artistas que nunca foram premiados nos mesmos” é sinal do tal apoio que, subliminarmente, o “dar oportunidade” tenta transmitir?
E, quanto ao destaque dado aos magos do nosso país, estamos conversados... Eu ainda sou do tempo em que só havia destaque para os magos estrangeiros, situação contra a qual sempre levantei a minha voz. Assim como fui capaz de elogiar a inversão da situação em 2003, conforme pode ser lido aqui.
Por último, uma palavra para a escolha das quatro fotos que ilustram o post. Não percebo a inclusão da foto do DANIEL GUEDES em detrimento de outros igualmente "destacados magos do nosso país", como, por exemplo, PEDRO LACERDA MACHADO.
quinta-feira, maio 11, 2023
HÁ COISAS QUE NÃO MUDAM...
Recentemente foi publicada uma notícia sobre o novo espectáculo de Helder Guimarães que estreará em Los Angeles em 25 de Abril do próximo ano. Tal notícia pode ser lida aqui.
E essa notícia permite-nos perceber que os editores do website “Notícias ao Minuto” continuam a ter uma imagem do que é a Arte Mágica colada a estereótipos anteriores a meados do século passado.
Uma cartola (bem fatela por sinal) e uma varinha mágica (que parece saída de uma Caixa de Magia para principiantes) foram os adereços que o “bom gosto” editorial do “Notícias ao Minuto” encontrou para ilustrar uma notícia onde se fala do novo espectáculo de Helder Guimarães.
Isso não é apenas um grande desconhecimento do tipo de magia que Helder Guimarães pratica. É também uma total falta de conhecimento dos parâmetros pelos quais se pautam as modernas actuações da grande maioria dos mágicos.
quarta-feira, fevereiro 01, 2023
MUSEU DA MAGIA
Ocorreu ontem a inauguração oficial do Museu da Magia Portugal. Fruto da iniciativa de Miguel Ângelo este equipamento cultural localiza-se no concelho de Valongo, cuja Câmara Municipal já tem uma longa tradição no apoio à Arte Mágica, com os 30 anos de realização ininterrupta do MAGICVALONGO.
Não estive presente na inauguração oficial deste espaço, mas pude testemunhar o empenho do Miguel Ângelo na concretização deste projecto quando visitei, a seu convite, o Museu da Magia nas primitivas instalações. No entanto tive oportunidade de assistir à Gala de Magia que teve lugar, à noite, no Fórum Cultural de Ermesinde e é sobre esta Gala que irei tecer algumas considerações.
Não irei referir-me ao desempenho individual de cada um dos intervenientes, pois percebi que as opiniões pessoais que expressei quando escrevi apreciações críticas a actuações de mágicos não foram entendidas como contributos desinteressados para a sua melhoria futura, mas sim como “críticas destrutivas”. Direi apenas que o espectáculo decorreu em bom ritmo, mas que a duração da gala ultrapassou o limite de tempo adequado a um espectáculo sem intervalo.
Irei, no entanto, referir-me a José de Lemos que esteve em palco na função de apresentador. Não o faço para enaltecer ou depreciar os seu méritos como apresentador, mas sim para realçar a necessidade de escolher bem as palavras que se dizem para não deturpar a verdade dos factos.
Ora o José de Lemos, na apresentação que fez à actuação de David Sousa, FALTOU À VERDADE. Se o fez de forma involuntária ou propositada só a sua consciência o sabe. Não estive a gravar as suas palavras pelo que não as posso reproduzir de forma exacta, mas a minha memória reteve o conteúdo essencial das mesmas, o qual se pode expressar assim:
“De três em três anos realiza-se o Campeonato do Mundo de Magia. O de 2006 realizou-se em Estocolmo e é inesquecível para nós pois um português foi premiado. A partir daí actuou por todo o mundo e serviu de inspiração a outros mágicos. Hoje vai estar neste palco com um novo trabalho.”
Foi para mim claro que os espectadores presentes na Gala de Magia ficaram com a ideia (errada) que, na FISM 2006, tinha havido apenas um português premiado, o que todos os que andam nas lides mágicas sabem ser mentira!
Ora o José de Lemos poderia ter enaltecido o prémio FISM do David Sousa sem necessidade de faltar à verdade dizendo algo do género:
“De três em três anos realiza-se o Campeonato do Mundo de Magia. O de 2006 realizou-se em Estocolmo e é inesquecível para nós pois, pela primeira vez, houve portugueses premiados. Um deles é o nosso próximo atuante, o qual, a partir de 2006, actuou por todo o mundo e serviu de inspiração a outros mágicos. Hoje vai estar neste palco com um novo trabalho.”
Considero que é errado o apresentador de um qualquer espectáculo faltar à verdade na introdução que faz para apresentação dos artistas. Neste caso a gravidade aumenta, pois trata-se de um apresentador que também é mágico e está a conduzir uma gala promovida pelo Museu da Magia. Ora um museu que tem por missão preservar memórias de factos mágicos verdadeiros não deve contribuir para a criação de memórias mágicas falsas como será a ideia implantada ontem de que só teria havido um ilusionista português premiado na FISM de Estocolmo.
Também merece uma forte crítica da minha parte a forma MENTIROSA como a Câmara Municipal de Valongo publicitou a Gala de Magia no respectivo website (ver aqui). Tal informação termina com o seguinte parágrafo:
"Para marcar essa data, que se pretende que seja memorável, irá decorrer, no Fórum Cultural de Ermesinde, no mesmo dia, às 21h30, uma Gala de Magia, que contará com as atuações de Solange Kardinaly, José de Lemos, Rafael Titonelly, David Sousa, Zé Mágico, Ricardo Pimenta e André Gomes, todos eles portugueses, com várias participações constantes nas TV’s nacionais e em eventos internacionais, sendo um campeão mundial português e outra campeã de Espanha no Congresso de Magia." (sic)
Ora nem a Solange Kardinally é campeã de Espanha nem o David Sousa é campeão mundial. Como não acredito que tenha sido a Câmara Municipal a "inventar" estes títulos, eles devem ter sido fruto de informação (ERRADA) transmitida pelo Museu da Magia. Se assim foi, é caso para dizer que o Museu da Magia logo no seu começo já está a trilhar caminhos muito errados...
Até parece que, passados 17 anos, há quem ainda não tenha absorvido a ideia que há um ÚNICO português que é CAMPEÃO MUNDIAL DE MAGIA: Helder Guimarães.
Como diria o primeiro-ministro António Costa: “HABITUEM-SE!”
segunda-feira, outubro 24, 2022
TEN
Para o próximo fim de semana está programado um evento virtual que reune 10 dos mais prestigiados mágicos do nosso planeta.
Por isso mesmo o evento tem o o nome "TEN" e, entre os dez, figura Helder Guimarães.
sexta-feira, junho 10, 2022
MAIS UMA NOMEAÇÃO PARA UM PRÉMIO
O Los Angeles Drama Critics Circle anunciou os nomeados para excelência teatral relativa aos anos 2020 e 2021. Entre eles está HELDER GUIMARÃES e o seu espectáculo THE FUTURE na categoria SPECIALTY como se pode ver aqui.
terça-feira, maio 24, 2022
THE NEAT REVIEW
A mais recente publicação de THE NEAT REVIEW inclui uma entrevista feita a HELDER GUIMARÃES por WILL HOUSTOUN. Nela é abordado o processo de criação do espectáculo virtual (via ZOOM) THE PRESENT.
terça-feira, agosto 24, 2021
No podcast CONVERSAS DE FIM DE TARDE
"O processo criativo de um mágico é muito mais aborrecido do que se possa imaginar" é o título do episódio do podcast CONVERSAS DE FIM DE TARDE dedicado a Helder Guimarães.
Para ser ouvido aqui.
quinta-feira, agosto 05, 2021
No podcast DISCOURSE IN MAGIC
"Creating Impossible Magic Experiences" é título do episódio do podcast DISCOURSE IN MAGIC dedicado a HELDER GUIMARÃES.
Para ser ouvido aqui.
15 ANOS SE PASSARAM…
Faz hoje 15 anos que Helder Guimarães subiu ao palco do Victoria Hall do Centro de Congressos de Estocolmo (Stockholmsmässan) para participar na FINALE CLOSE-UP CONTEST da FISM 2006. E quando o fez já sabia que se sagrara Campeão Mundial de Magia com Cartas, pois era o único concorrente apurado em tão difícil disciplina. Foi, portanto, o primeiro português a obter um título de Campeão Mundial de Magia e, até hoje, continua a ser o único português a poder ostentar tão cobiçado galardão.
Foi aí que o mundo do ilusionismo o descobriu, pois, até então, o Helder era um nome apenas reconhecido na Península Ibérica. E, nestes 15 anos de percurso sustentado, o Helder juntou ao título de Campeão Mundial de Magia outros galardões muito relevantes como, por exemplo, o título de Parlour Magician of the Year que lhe foi outorgado pela Academy of Magical Arts de Hollywood (Magic Castle) em dois anos consecutivos (2011 e 2012).
Nestes 15 anos pós-FISM 2006 Helder criou e apresentou diversos espectáculos públicos em que o sucesso se mediu pelas sucessivas sessões esgotadas e pelos prolongamentos das temporadas inicialmente previstas. Assim aconteceu, por exemplo. com “NOTHING TO HIDE”, “BORROWED TIME”, “VERSO”, “RETRATO CLANDESTINO” e “INVISIBLE TANGO”.
E quando, após a prolongada carreira de lotações esgotadas de “INVISIBLE TANGO” em Los Angeles (Geffen Playhouse), Helder estava a negociar a apresentação de tal espectáculo em Nova Iorque, tudo ficou adiado sine die por força da pandemia COVID-19. Mas Helder reagiu rapidamente e criou o espectáculo online "THE PRESENT", com o qual realizou mais do que 250 apresentações.
Foi precisamente o êxito deste projecto inovador que contribuiu para obter o reconhecimento da Associação Portuguesa de Ilusionismo que lhe atribuíu o TROFÉU API 2020, o qual se foi juntar ao TROFÉU API 2006 que granjeara com a supracitada vitória no Campeonato Mundial de Magia 2006.
Mas o valor do espectáculo “THE PRESENT” não foi reconhecido apenas a nível nacional, pois mais dois importantes prémios vieram enriquecer um currículo invejável:
- The Webby Awards 2021 (Ver aqui)
- 2021 Allan Slaight Award na categoria Sharing Wonder (Ver aqui). Este é um prémio que é tido em grande conta no meio mágico, bastando, para tal, verificar que, em 2020, o vencedor na mesma categoria tinha sido Derren Brown.
Foram 15 anos preenchidos com muitos sucessos. Venham mais quinze!
quarta-feira, junho 30, 2021
domingo, junho 27, 2021
Carta aberta à jornalista Alexandra Tavares-Teles
Estando envolvido na arte do ilusionismo há mais de 50 anos, mantenho um interesse permanente na leitura de tudo o que se escreve sobre tal matéria.Foi, portanto, em tal contexto que, hoje, me concentrei na leitura da entrevista efectuada a Luís de Matos, publicada na revista Notícias Magazine.
E devo dizer que me espantou sobejamente a formulação de uma das perguntas nos exactos termos em que está feita… Concretamente, refiro-me à seguinte questão: “Durante anos foi o único nome - e ainda é - na magia portuguesa. Tem sido um promotor da magia ou o seu eucalipto?” (sic)
O “e ainda é” publicado numa semana em que vem a público a notícia de um ilusionista português que obteve um prémio de relevância internacional (https://sicnoticias.pt/cultura/2021-06-24-Helder-Guimaraes-e-o-primeiro-ilusionista-portugues-a-vencer-um-Allan-Slaight-Award-0e5734d3?) parece querer gozar com a ignorância dos leitores menos esclarecidos…
E se atentarmos que este galardão é o segundo ganho, este ano, pelo mesmo mágico, mais descabido o seu “e ainda é” se revela! (Nota: Pode ver a referência ao tal outro prémio a partir do momento 1h 16m 16s de https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-da-uma/53c6b2633004dc00624392e1/video/60b4e98c0cf29ea860550cb1).
Uma breve pesquisa permitir-lhe-á ficar a saber que tal mágico (Helder Guimarães) é o ÚNICO português que até hoje se sagrou Campeão Mundial de Magia.
Acha que, depois de tomar conhecimento destes factos, ainda consegue balbuciar aquele “e ainda é”? Ninguém tem dúvidas que, para os portugueses, Luís de Matos é o nome mais conhecido da magia portuguesa, mas daí até se dizer que é o “único nome da magia portuguesa” vai uma enorme distância.
Quanto a uma resposta concreta à pergunta formulada, não me parece que o entrevistado fosse a pessoa mais indicada para a dar, pois ninguém é bom juiz em causa própria. Por isso reproduzo o que escrevi, em 28 de Maio de 2020, no meu blogue NOV@M@GI@:
“Aliás, o Luís de Matos, numa estratégia perfeitamente perceptível de “em terra de cegos quem tem um olho é rei” nunca “puxou” pela valorização dos mágicos portugueses.... “Puxou” sim pela valorização da magia como Arte com a vinda de inúmeros bons mágicos estrangeiros, ajudando a implantar a ideia de que ele, Luís de Matos, era o “oásis no deserto” da magia em Portugal.
[…]
O Luís de Matos sempre teve “boa imprensa” em Portugal. Nunca lhe fazem perguntas difíceis... Mas, se não estou enganado, creio que foi no LISBOA MÁGICA 2006, uma jornalista fez-lhe uma pergunta difícil, a saber, “porque é que não havia mágicos portugueses no cartaz”... Acho que ele foi apanhado um pouco de surpresa, mas lá se desenrascou, afirmando que, em Portugal havia bons mágicos, mas que naquele tipo específico de magia (street magic / magia de rua) não havia especialistas... E ele até desejava que o festival servisse para fazer despertar praticantes para tal modalidade. Foi, naturalmente, uma resposta inteligente, mas a jornalista não tinha todo o “trabalho de casa” bem feito, pois, caso contrário, poderia confrontá-lo com os nomes de diversos mágicos estrangeiros (sem dúvida, excelentes) que ele já havia convidado para trabalharem em magia de rua e que não eram especialistas em tal modalidade. No ano seguinte (2007) ele convidou o Helder Guimarães para trabalhar no LISBOA MÁGICA, não por ser um especialista em tal modalidade, mas por ser CAMPEÃO DO MUNDO DE CARTOMAGIA (FISM 2006), logo um nome que não poderia ignorar…”
quinta-feira, junho 24, 2021
Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award
Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.
Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award
Desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu durante a pandemia e por videoconferência.
Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um dos prémios mais importantes do mundo da magia. Vive nos Estados Unidos há quase uma década e, no ano passado, desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu no confinamento e por videoconferência. A SIC falou com ele em exclusivo.
Descobriu cedo que queria fazer magia para o resto da vida. Mas a pandemia obrigou-o a adaptar-se e a trocar a intimidade dos palcos pelo ecrã de um computador.
Uma semana antes o público teve acesso a uma caixa com baralhos de cartas, envelopes e números.
Esta quinta-feira, tornou-se no primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award, um dos principais prémios no mundo da magia, que se junta agora às dezenas de troféus do mágico.
O espetáculo gerou mais de 800 mil euros e foi bem recebido pela crítica norte-americana.
A atuação, que durou seis meses, contou com 250 sessões sob a direção de Frank Marshall, produtor dos filmes Indiana Jones ou Parque Jurássico.
Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’
Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.
Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’
Os prémios, equivalentes a um Pulitzer da Magia, reconhecem a excelência da magia e visam distinguir personalidades que fizeram contribuições extraordinárias nesta área. Em 2020, o vencedor foi o reconhecido mentalista inglês Derren Brown.
Em maio passado Helder Guimarães já tinha sido distinguido com um Webby – na categoria de melhor experiência narrativa, no âmbito de acontecimentos virtuais e remotos, pelo seu espetáculo virtual ‘The Present’, ao lado de nomes como Oprah Winfrey, Gordon Ramsay, Kristen Bell, Dua Lipa ou James Corden, entre outros. Os prémios, conhecidos como os ‘óscares da internet’, são entregues anualmente nos Estados Unidos pela Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais.
‘The Present’, um espetáculo de magia por videoconferência, via Zoom, estreou em maio de 2020, durante o confinamento nos Estados Unidos, chegou a cerca de 14 mil pessoas e atingiu uma receita bruta de cerca de 1 milhão de dólares. Na assistência, Helder Guimarães contou com celebridades como o realizador JJ Abrams, Billy Crystal, Helen Mirren, Hugh Jackman, Jennifer Gardner ou Mel Gibson.
O espetáculo, organizado com o apoio do teatro Geffen, em Los Angeles, sob a direção de Frank Marshall (produtor de Indiana Jones e Jurassic Park), foi feito a partir de casa de Helder Guimarães e chegou a mais de 6200 lares de todo o mundo, num total de cerca de 250 sessões, em seis meses.
‘The Present’ foi muito bem recebido pela critica americana, com artigos e destaques nos principais jornais como NY Times, Washington Post, LA Times ou na revista americana Variety, e tem sido elogiado por personalidades como Laura Dern, Mark Hamill ou Billy Crystal, entre outros.
A ideia de Helder Guimarães surgiu quando ficou em isolamento durante um mês, quando tinha 11 anos, após ter sido atropelado por um carro, altura em que começou os seus primeiros truques de magia. O mágico defende que os espetáculos se devem reinventar e desde o início da pandemia em 2020, Helder Guimarães já realizou mais de 406 espetáculos, virtuais, entre espetáculos públicos e eventos privados.
ALLAN SLAIGHT AWARD
É um orgulho poder partilhar com todos que Helder Guimaraes ganhou mais um prémio de grande relevância no mundo da magia (Sharing Wonder 2021), sendo o primeiro português a conseguir tal feito.
Sendo assim, Helder Guimarães conquista um galardão que já contemplou os mundialmente conhecidos Derren Brown (em 2020) e Penn & Teller (em 2015).
A listagem global destes prémio pode ser vista aqui.
E a notícia da SICNotícias pode ser vista aqui.
sexta-feira, maio 21, 2021
MÁGICO HELDER GUIMARÃES VENCE `ÓSCAR` DA INTERNET PELO ESPETÁCULO VIRTUAL ESTREADO EM 2020
Este é o título da notícia da Lusa publicada ontem no website da RTP e que pode ser vista aqui. Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, o respectivo conteúdo.
Mágico Helder Guimarães vence `óscar` da Internet pelo espetáculo virtual estreado em 2020
por Lusa
O ilusionista Helder Guimarães venceu o prémio Webby para Melhor Experiência Narrativa na Área de Acontecimentos Virtuais, pelo seu espetáculo "The Present", que estreou `online`, em maio de 2020, anunciou hoje a promotora do artista.
O galardão, atribuído no âmbito da edição de 2021 dos The Webby Awards, os chamados "Óscares da Internet", representa "o reconhecimento da mestria do mágico português" e da sua equipa, ao longo do último ano, tendo lidado com a situação pandémica, lê-se no comunicado da promotora.
"The Present", o espetáculo premiado de Helder Guimarães, surgiu "como um recurso face à inatividade das salas de espetáculo norte-americanas", lê-se no comunicado.
Lançado em maio do ano passado através da Geffen Playhouse, em Los Angeles, Estados Unidos, o espetáculo tinha a duração de 45 a 50 minutos, permitia interação entre o ilusionista e a audiência - os espetadores recebiam um pacote misterioso em casa, apenas para abrirem na hora do evento - e as suas sessões esgotaram, ao fim de poucas horas de venda de acessos, e durante meses, incluindo as edições internacionais.
The Washington Post, The New York Times e Los Angeles Times foram alguns dos jornais que elogiaram.
Em entrevista à agência Lusa, em agosto do ano passado, quando as sessões estavam esgotadas até outubro, Helder Guimarães disse que este espetáculo "tem coisas que são mais únicas (...), tem um conceito que é mesmo inovador, esta ideia de as pessoas poderem estar em casa a fazer magia, conectadas numa chamada de vídeo, vendo coisas que não acham possível serem feitas à distância".
"As pessoas são muito surpreendidas porque não têm uma expectativa em relação a isso muito alta", salientou.
A realização de "The Present" esteve a cargo de Frank Marshall, um `peso pesado` de Hollywood com várias nomeações aos Óscares no currículo, e o cenário teve a mão de François-Pierre Couture, com dramaturgia de Amy Levinson.
O calendário inicial era de um mês que, entretanto, se transformou em quase meio ano de sessões.
Guimarães explicou então à Lusa que um dos motivos para o sucesso de "The Present" teve "muito a ver com esta ideia de estarmos isolados, mas ao mesmo tempo conectarmo-nos uns com os outros".
Helder Guimarães disse ter-se inspirado num episódio da sua infância quando, devido a um problema de saúde, se viu obrigado a ficar em casa durante um mês, reconhecendo a importância dos "momentos de lazer e descontração".
Na entrevista então dada à Lusa, Helder Guimarães disse que o espetáculo tinha "uma dinâmica própria do teatro, interligada com magia, desafiando a ideia de que temos de estar no mesmo espaço para partilhar a sensação de um espetáculo ao vivo".
"The Present" teve mais 14 mil espectadores, e recebeu críticas positivas de atores de Hollywood como Helen Mirren, Hugh Jackman, Billy Crystal, Jennifer Gardner, Mel Gibson, J.J. Abrams, Busy Philips, Eric Idle, Henry Winkler, Rian Johnson, Darren Aronofsky, Brie Larson e Laura Dern, entre outros. Atores como Jennifer Garner e Billy Crystal também estiveram entre os espectadores.
"Uma das coisas comuns a todas as críticas é mencionarem que este espetáculo foi o mais parecido que eles sentiram a estar num teatro, numa experiência teatral", disse então o ilusionista à Lusa.
Helder Guimarães, de 38 anos, é natural do Porto e tirou o curso de Estudos Teatrais na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), da cidade.
Em 2004, foi o primeiro português a ganhar o Prémio Ascanio e, em agosto de 2006, com apenas 23 anos, sagrou-se Campeão Mundial de Magia com Cartas, em Estocolmo, sendo o primeiro português a entrar na lista de Campeões Mundiais de Magia.
Em 2012, com 29 anos, Hélder Guimarães ganhou também o prémio Parlour Magician of the Year, um dos maiores galardões na área do ilusionismo, dado pela Academia de Artes Mágicas de Hollywood.
Em 2019, o mágico português realizou o espetáculo "Invisible Tango", em Los Angeles, com a música composta por Moby, que esteve em cena na Geffen Playhouse.
Helder Guimarães vive há mais de dez anos em Los Angeles, e já apresentou espetáculos na Austrália, Japão, Coreia, Brasil, Argentina, Chile, além de Portugal e outros países europeus.



















