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segunda-feira, agosto 24, 2026

LISBOA MÁGICA 2026


Já várias vezes me referi neste blogue ao escasso apoio que a organização do evento LISBOA MÁGICA (e concomitantemente, o seu curador Luís de Matos) dá à presença de mágicos portugueses no evento. A leitura dos textos MAGIA DE RUA e MAGIA NA RUA, LISBOA MÁGICA 2022 e LISBOA MÁGICA 2023 ajudarão o leitor a enquadrar devidamente o texto que se segue.

No passado dia 18 fui assistir aos primeiros espectáculos da edição deste ano, a qual teve apenas um mágico português contratado. Nada de novo debaixo do Sol…

O mágico português convidado foi José Carlos Antunes que, em Fevereiro passado, participou no programa FUNTÁSTICO da TVI e que teve uma muito boa prestação, a ponto de ser apurado para a final do programa.

Só que trabalhar num “ambiente controlado” como é um estúdio de televisão não é a mesma coisa que trabalhar na rua. E claramente que o José Carlos Antunes não estava preparado para tal. O repertório apresentado pecou por mostrar o “modus operandi” do efeito final, o qual era totalmente desajustado ao local de actuação. Também um truque de cartas que apresentou junto da respectiva mesa não foi apreciado pela maioria dos espectadores, até porque os dois espectadores que o ajudaram nessa apresentação tapavam a visão à maioria do público presente. Por último, o José Carlos Antunes fala em voz baixa e não teve o apoio de um sistema “microfone/altifalante” que permitisse aos presentes ouvir o que ele dizia.

Mas será que a responsabilidade deste erro de “casting” é do próprio? Claro que não!… O José Carlos Antunes é o culpado menor da situação descrita, embora se lhe possa atribuir a culpa de não ter sido capaz de dizer NÃO a um convite, por mais honroso que o mesmo lhe parecesse. 

Obviamente, a organização (e o seu curador Luís de Matos) apenas teve a preocupação de cumprir a habitual quota de um mágico português por edição… Mesmo que tal significasse “lançar às feras” um jovem mágico que já revelou algum potencial.

P.S.: Na realidade, o José Carlos Antunes não foi o único erro de "casting" desta edição do LISBOA MÁGICA, mas o que me chocou foi mesmo ver um promissor mágico português ser atirado para uma "arena" que, claramente, não era a sua praia.


terça-feira, agosto 22, 2023

LISBOA MÁGICA 2023


Começa hoje o evento LISBOA MÁGICA (Festival Internacional de Magia de Rua de Lisboa) e voltou à “velha forma” de ter (quando tem…) apenas um mágico português como convidado.


Bem me parecia que o “puxão de orelhas” da Câmara Municipal de Lisboa iria ter pouco impacto em futuras edições do evento… 

Assim podemos actualizar a lista publicada neste post, a qual ficará assim:

LM2006 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses
LM2007 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (Helder Guimarães)
LM2008 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (David Sousa)
LM2009 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (Mário Daniel)
LM2010 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)
LM2018 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)
LM2019 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses
LM2020 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)
LM2021 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses
LM2022 - 15 (quinze) convidados - 2 (dois) portugueses (Francisco Mousinho / Zé Mágico)
LM2023 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (Gabriel Ferreira) 

Resumindo e concluindo: em 11 edições do evento, num total de 165 convidados, há 9 portugueses, o que dá a "miserável percentagem" de 5,45%. 



quarta-feira, agosto 17, 2022

LISBOA MÁGICA 2022


Há precisamente um ano, escrevi um post no Facebook, o qual reproduzi num post colocado neste blogue em 24 de Agosto de 2021.

Verifico, com regozijo, que as minhas palavras não caíram em saco roto, pois, na programação do evento Lisboa Mágica deste ano vejo a inclusão de dois (sim, leram bem, DOIS) mágicos portugueses.

Ora, se fizermos um resumo das anteriores edições do evento, verificamos que NUNCA a organização contratara mais do que um mágico português num evento, como, seguidamente, detalho.

LM2006 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses

LM2007 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (Helder Guimarães)

LM2008 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (David Sousa)

LM2009 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (Mário Daniel)

LM2010 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)

LM2018 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)

LM2019 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses

LM2020 - 15 (quinze) convidados - 1 (um) português (José de Lemos)

LM2021 - 15 (quinze) convidados - 0 (zero) portugueses


Até me apetecia dizer: “ Bravo, Luís de Matos! Finalmente vejo que quer apoiar os mágicos portugueses.” 

Só não o digo, pois estou plenamente convencido que o Luís de Matos não efectuou esta contratação de dois mágicos portugueses de “motu proprio”, mas sim porque, muito provavelmente, “levou nas orelhas” da Câmara Municipal de Lisboa no ano transacto…


terça-feira, agosto 24, 2021

“MAGIA DE RUA” e “MAGIA NA RUA”

(A propósito do evento LISBOA MÁGICA 2021)


Em 17 de Agosto p.p. coloquei, no Facebook, um post com o seguinte conteúdo:

“Assisti a espectáculos de algumas das anteriores edições do evento LISBOA MÁGICA e, numa situação normal, iria colocar o meu “gosto” na divulgação do evento deste ano.

Mas não estamos numa situação normal… Estamos numa situação de PANDEMIA!… E esta situação levou a uma crise no mundo do espectáculo com imensos artistas e técnicos a passarem as dificuldades que conhecemos… e as que desconhecemos!

É portanto para mim inconcebível que a organização não tenha tido a desejada sensibilidade para apoiar os ilusionistas profissionais portugueses. Não seria possível, no leque dos 15 mágicos do evento, incluir 5 portugueses?…

Quando, em tantas outras situações, se fala em quotas de preenchimento de lugares, será uma aberração desejar ter 33% de mágicos portugueses no elenco?

E, se pensarmos que o evento é pago por uma autarquia, mais “revoltados” deveremos ficar por ver o erário público a contribuir para dar trabalho a artistas estrangeiros em detrimento de portugueses. 

Qual seria a reação geral dos media se, de repente, a Câmara Municipal de Lisboa decidisse, em época de PANDEMIA, comemorar uma qualquer data festiva contratando um concerto de um qualquer artista estrangeiro, afastando as opções Pedro Abrunhosa, Marisa, Toni Carreira, Rui Veloso ou tantos outros?

E não me venham com a “treta” de que em Portugal não existem mágicos especialistas em “Magia de Rua”… É que, para esse peditório, já dei!…”


Hoje, vi o Luís de Matos, no programa Esta Manhã (TVI), ser entrevistado sobre o LISBOA MÁGICA 2021 e, a certa altura pareceu querer, de alguma maneira, justificar os mágicos contratados para o evento com as seguintes palavras:

“[…] os mágicos, um dos aspectos mais curiosos é o facto de que fazem parte de um grupo de artistas cuja abordagem, nesta Arte, é, seguramente, uma das mais interessantes, na medida em que… Por exemplo, quando eu actuo num teatro, as pessoas compram bilhete, vão assistir, mas, se não gostarem, não saem a meio, não é? Pronto… Quando os mágicos actuam na rua, eles têm que, permanentemente, estar a conquistar os transeuntes, a mantê-los durante… a duração do espectáculo, fazendo com que não percam o interesse … (é quase como uma audiência de televisão)… e ainda têm que garantir que, no final, elas não se vão embora, sem contribuir financeiramente… para o entretenimento… Este não é o caso… Isso não acontece aqui… Os espectáculos são gratuitos…” (sic)


Esteve muito bem o Luís de Matos a caracterizar a “Magia de Rua”, mas acontece que o evento LISBOA MÁGICA 2021 não é um festival de “Magia de Rua”. Na realidade, estando cada um dos espectáculos programados para uma determinada hora, num local específico, os mágicos não têm que fazer o mais difícil da “Magia de Rua” que é fazer parar pessoas que transitam na via pública sem qualquer intenção de assistirem a um espectáculo e “construir um público” a partir do nada. No caso do LISBOA MÁGICA (Nota: eu assisti a algumas edições pré-pandemia), alguns minutos antes de cada espectáculo começar já há um público numeroso (atraído pela publicidade ao evento), o qual, naturalmente, vai sendo engrossado por transeuntes curiosos que param para espreitar e ficam.

Portanto, ficamos cientes que o LISBOA MÁGICA não é um evento de “Magia de Rua”, mas sim um evento de “Magia na Rua”, onde cabem perfeitamente os “especialistas” de “Magia de Rua”, mas também os que não o são.

Infelizmente, parece que só não cabem mágicos portugueses… É interessante pensar em como, para alguns, é fácil reivindicar apoios para a cultura, mas não conseguem apoiar os mágicos portugueses quando dispõem de tal possibilidade…


quarta-feira, julho 25, 2018

LISBOA MÁGICA 2018

 

A notícia sobre este festival pode ser lida aqui.