terça-feira, março 30, 2021

A vida efémera da S.P.I.


Em meados do século passado, houve uma tentativa de criar uma associação de mágicos em Portugal. Chamou-se Sociedade Portuguesa de Ilusionismo e teve vida efémera pois o Ministério da Educação Nacional considerou que o objectivo consagrado nos respectivos estatutos não constituía "expressão de cultura digna de ser considerada" (sic).


Toda a vida da Sociedade Portuguesa de Ilusionismo está resumida no número único do seu boletim O Tesouro da Magia, publicado em Abril de 1957.


Não é irrelevante, para esta decisão do Ministério da Educação Nacional, o regime político vigente em Portugal. No entanto é curioso verificar que, na Alemanha, em 1937 (portanto já com Hitler no poder), era permitida a comemoração do 25º aniversário do Magischer Zirkel com uma larga reunião de mágicos como o video seguinte documenta.

25 Jahre Magischer Zirkel


sexta-feira, março 19, 2021

JOFERK


JOFERK é o nome artístico do conceituado ilusionista português José Fernando Pacheco Coimbra. Nasceu no Porto em 22 de Março de 1939, filho de José Pinheiro Coimbra e Ana da Rocha Pacheco. Faleceu, igualmente no Porto, em 19 de Março de 2020.

Uma perspectiva mais alargada do seu percurso de vida pode ser obtida com a leitura do documento História de vida de José Fernando Pacheco Coimbra.

Percurso mágico

Em 1960 filiou-se como sócio do CIF (Clube Ilusionista Fenianos / Secção de Ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses) onde, segundo as suas próprias palavras, teve na aprendizagem de ilusionismo os seguintes mestres: Professor Marcel, Eduardo Franco e Dr. Pires de Carvalho.

Em 1961 realizou a sua primeira actuação pública. No Boletim MAGIA (CIF) nº 11 (Setembro 1961) é dada notícia dessa primeira actuação de JOFERC (exactamente com esta grafia) no âmbito dos espectáculos promovidos pela agremiação.

Em 1962, culminando a sua reconhecida evolução como ilusionista, é nomeado responsável das escolas para principiantes do CIF. No Boletim MAGIA (CIF) nº 13 (Março 1962) é noticiada tal nomeação. No mesmo boletim já aparece a grafia JOFERK quando são noticiadas as suas actuações em espectáculo promovidos pelo CIF.

Em Junho de 1963, no Boletim MAGIA (CIF) nº 18, aparece a primeira colaboração técnica escrita por JOFERK. No Boletim MAGIA (CIF) nº 20 (Dezembro 1963) é noticiada a atribuição da Insígnia de Competência do CIF a JOFERK.

Em 1965 integra, pela primeira vez, os Corpos Dirigentes do CIF, na qualidade de Tesoureiro, conforme notícia publicada no Boletim MAGIA (CIF) nº 24 (Dezembro 1964). A partir daqui Fernando Coimbra (JOFERK) exerceu diversos cargos dirigentes no CIF e, igualmente, no Clube Fenianos Portuenses, do qual chegou a ser Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral.

Em 1973, no colóquio realizado no âmbito do 2º Festival Mágico da Figueira da Foz, apresentou uma comunicação intitulada “Charlatanismo, falsos títulos e a sua aceitação por quem superintende no mundo do espectáculo”, demonstrando que, a par da perfeição da técnica mágica, também tinha preocupação com a ética que deveria ser adoptada pelos ilusionistas.

A sua constante vontade de aprender levou-o a ser um participante assíduo de congressos e festivais de ilusionismo, destacando-se a sua participação nos seguintes Congressos Mundiais de Magia FISM:

1973 – Paris
1976 – Viena
1979 – Bruxelas
1982 – Lausanne
1985 – Madrid
1988 – Haia
2000 – Lisboa
2006 – Estocolmo

Em alguns destes congressos esteve na qualidade de delegado oficial do CIF.

Foi artista convidado de inúmeros festivais e congressos de ilusionismo e organizador de diversos eventos mágicos. Estava sempre disponível para colaborar (como organizador ou actuante) em eventos que tivessem o objectivo de divulgar e dignificar a arte mágica. Também foi membro do júri em diversos concursos de ilusionismo, de que é exemplo o Magicvalongo.

Era um amador de ilusionismo (porque amava a Arte Mágica), mas foi, igualmente, ilusionista profissional em part-time, com inúmeras actuações em todo o país, das quais se destacam as resultantes dos sucessivos contratos nos Casinos de Espinho, da Póvoa do Varzim, da Figueira da Foz e do Algarve.

Prémios e galardões

Os prémios e galardões obtidos em ilusionismo, como em qualquer outra actividade, não têm um valor absoluto, mas apenas um valor relativo, função do tempo e local a que se reportam. No entanto não deixam de ser pontos de referência de um percurso.

Seguidamente se apresentam os prémios e galardões obtidos por JOFERK.

1965 – Torneio de S. João Bosco (realizado no Porto)

1º prémio

1966 – Festival Mágico Internacional da Figueira da Foz

4º prémio – Manipulação
3º prémio – Magia Geral
Melhor mágico portuense

1973 – 2º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
3º prémio – Cartomagia (de mesa)

1975 – 3º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
1º prémio – Cartomagia
4º prémio – Invenção
Taça Simpatia (por votação dos participantes)

1977 – 4º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
1º prémio – Magia Cómica
2º prémio – Cartomagia
1º prémio – Micromagia
4º e 9º prémios – Invenção
1º prémio – Grandes Ilusões
1º prémio – Luz Negra (integrante do grupo mágico Aladinos)

1981 – XI Congreso Mágico Nacional (Espanha - Santander)

Micromagia – 3º prémio

1982 – 6º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral

1986 – 7º Festival Mágico da Figueira da Foz

2º prémio – Magia Geral
2º prémio – Micromagia



Um ano sem Joferk…


Completa-se hoje um ano sobre a morte de Fernando Coimbra e a saudade permanece em todos os que com ele conviveram. Durante os últimos 11 meses coloquei, em posts do Facebook, alguns documentos para o lembrar. 

Pareceu-me apropriado, na passagem do 1º aniversário do seu falecimentofazer algo diferente para o homenagear. Neste contexto surgiu-me a ideia de criar uma página na Wikipedia para juntar o nome de Joferk aos outros “Ilusionistas de Portugal” aí referenciados. Seria um espaço onde outros contributos poderiam ser acrescentados, de forma a perpetuar a memória do Coimbra numa biografia pública, acessível às novas gerações de mágicos portugueses.

Infelizmente a Wikipedia não me permitiu tal criação, conforme se pode ver pela imagem que, seguidamente, reproduzo.


Questiono-me sobre quais serão mesmo os critérios da Wikipedia quando verifico o nome de certos ilusionistas que “merecem” estar incluídos na mesma.

Perante a impossibilidade de concretizar a criação da página Joferk na Wikipedia, publicarei no próximo post deste blogue o conteúdo com que iria nascer tal página.


sábado, março 06, 2021

De quem será a culpa?



Neste post do Manuel Luís Goucha (colocado no Facebook) o que mais me chamou a atenção foi a frase entre parênteses: "lá vai tempo em que os artistas eram pagos e com toda a justeza já que esse é o seu trabalho" (sic).

E fiz a mim mesmo a seguinte pergunta: "De quem será a culpa?"

E fui analisando várias hipóteses de resposta...

Será culpa do apresentador do(s) programa(s)?... Parece-me que não. O apresentador faz o seu trabalho que é apresentar e nada tem a ver com a contratação de artistas.

Será culpa da produção do(s) programa(s)?... Parece-me que não. Quem no seu perfeito juízo iria pagar por um produto/serviço quando pode dispor de um produto/serviço similar gratuitamente? É evidente que, caso um produtor de TV tal fizesse, arriscava-se a ser despedido com justa causa.

Será culpa do artista que aceita tal situação? Dado que nenhuma das anteriores hipóteses teve resposta positiva, só me resta responder com um SIM a esta terceira hipótese.

Já pensaram que se NENHUM cantor (ou cozinheiro ou ilusionista ou comediante, etc) aceitasse participar nesses programas de TV, o respectivo apresentador teria que estar 2 ou 3 horas a "encher chouriços"? Ou talvez fosse despedido, pois ninguém precisa de um "motorista" para "conduzir um autocarro" quando ele está vazio!

Talvez seja necessário que apareça um novo "Francisco José" para "pôr o dedo na ferida" como foi feito em 1964, conforme se lê aqui.


sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Sem CONDE D'AGUILAR há 33 anos...


Completam-se hoje 33 anos sobre a morte (aos 79 anos) de Saúl Fernandes de Aguilar, ilusionista que usava o nome artístico de CONDE D’AGUILAR e que, sem dúvida, era o nome mais conhecido do panorama mágico nacional em meados do século passado, tendo tido, igualmente, uma larga projecção internacional.

Para o lembrar escolhi um cartaz usado para promover espectáculos em França que tem uma particularidade curiosa: o nome artístico está traduzido para francês!



quarta-feira, fevereiro 03, 2021

HÁ 25 ANOS FALECEU HORTINY


Completam-se hoje 25 anos sobre a morte repentina de José Carlos Gomes, conhecido no meio mágico pelo pseudónimo HORTINY. Ele próprio explica a origem de tal nome artístico na biografia que integra o seu livro COCKTAIL MAGIC.

José Carlos Gomes nasceu em Gouveia a 1 de Agosto de 1942 e muito cedo "emigrou" para Angola. Foi aí que, em 1958, nasceu o "mágico Hortiny", numa festa de escuteiros. A partir daí desdobrou-se em inúmeros espectáculos e a sua veia artística explorou outros campos como, por exemplo, o teatro e rádio. Na área do ilusionismo ia construindo os aparelhos que necessitava para as suas ilusões antes de "descobrir" a existência de Martins Oliveira e da Academia Portuguesa de Ilusionismo, da qual passou a ser cliente.

Em 1975 regressou a Portugal continental, passando a residir em Coimbra. Em 1977, puxado pelo Fausto Caniceiro da Costa, participou no Festival Mágico da Figueira da Foz e, a partir desse momento, passou a ser um elemento muito participativo no âmbito da comunidade mágica portuguesa. E tal participação recrudesceu, a partir de 1979, com a criação do seu "HORTINY - MÃOS MÁGICAS ESTÚDIO"

Hortiny foi um mágico eclético (praticava Magia Geral, Grandes Ilusões, Micromagia, Cartomagia e Ventriloquia) premiado em diversos concursos mágicos nacionais e internacionais. Além das vertentes de actuante e "magic dealer", Hortiny destacou-se pela criatividade e originalidade com que procurava dotar os seus trabalhos e pela sua vontade de "remar contra a maré" e publicar livros e revistas sobre magia em português, mesmo sabendo que, à partida, tais projectos eram deficitários.

Como escreveu o saudoso Dr. Jorge Teixeira no Prefácio do livro supracitado:

"Pode gostar-se ou não de Hortiny. No entanto, há um facto que ninguém ignora: A PAIXÃO deste homem pela MAGIA.
Haverá alguns que não concordam com muitas das suas posições e opiniões acerca da nossa arte. Mas há um aspecto insofismável a não esquecer. Hortiny tem sido um trabalhador incansável, produzindo sem parar literatura mágica não só de carácter opinativo ou de magazine, mas também análise e investigação." (sic)

É precisamente esta vertente de Hortiny (a de escritor/publicador) que pretendo relevar, ao listar as seguintes publicações (que foram da sua responsabilidade editorial):

- Cartas Rasgadas e Outros Buracos (Ano: 1986)
- Top Hat Magic - Revista (5 exemplares publicados entre 1986 e 1987)
- Colectânea Mágica (Ano: 1987)
- Cocktail Magic (Ano: 1988)
- Da Carta Dupla (Ano: 1989)
- Outros Mágicos Rumos - Magazine (5 exemplares publicados entre 1991 e 1993)
- Ilusões - Revista (3 exemplares publicados entre 1994 e 1995)

A par das publicações referidas, Hortiny aproveitava a produção de circulares informativas do seu "Mãos Mágicas Estúdio" para as enriquecer com reportagens, opiniões e críticas. Na década 80 esse espaço de opinião e crítica tinha uma presença regular e intitulava-se "A PALAVRA CONTRA O MURO".

Por tudo o que atrás foi dito, percebe-se que a morte de Hortiny aos 53 anos (faleceu em 3 de Fevereiro de 1996) foi prematura, pois ainda havia muito a esperar do seu espírito empreendedor. As circunstâncias da morte de Hortiny estão descritas no artigo intitulado "Hortiny morreu" publicado na Folha Mágica (Boletim Informativo do C.I.F.) de Janeiro/Fevereiro de 1996. 

Em tal artigo é expresso que, no final do espectáculo, "Hortiny estava particularmente feliz" (sic). Mas estaria totalmente feliz? Teria sido uma noite perfeita? Não foi!

25 anos passaram e há memórias que não se apagaram. E, no final da 1ª parte do espectáculo, houve um momento em que, nos bastidores, o Hortiny ficou particularmente agastado. Aconteceu na altura em que Luís de Matos proferiu palavras de agradecimento ao receber o galardão "Mágico do Ano". Nesse breve discurso, Luís de Matos agradeceu a inúmeras pessoas, mas "esqueceu-se" de referir Hortiny.

Para quem se referiu a Luís de Matos como 'o "meu filho" Luís' (Ver Outros Mágicos Rumos nº2 - Pág.4) e escreveu 'Não exagero quando digo que ensinei mais ao Luís que a meu filho Bruno' (Ver Outros Mágicos Rumos nº5 - Pág.31) de certeza que a ingratidão de tal esquecimento tocou bem fundo.

Por tudo o que aqui foi escrito (e pelo muito mais que poderia ser) Hortiny, foi, sem dúvida, um mágico de relevo no panorama mágico português, no último quartel do século XX. A sua morte prematura deixou o ilusionismo português mais pobre. Como forma de singela homenagem deixo seguidamente o video da sua participação televisiva no programa Nunca Mais É Sábado.




UMA MEMÓRIA MÁGICA COM 25 ANOS


Como poderá ser lido na Folha Mágica (Boletim Informativo do C.I.F.) de Dezembro de 1995 o Clube Ilusionista Fenianos decidiu, nesse ano, atribuir três galardões “MÁGICO DO ANO”, em três áreas distintas de intervenção, aos seguintes ilusionistas:

Luís de Matos - Magia de palco

Jomaguy - Close-up

Maik Magic - Prestígio mágico

Em tal notícia também está expresso que os troféus seriam entregues aos “premiados no decorrer da Noite de Gala das Comemorações de S. João Bosco, a realizar no dia 3 de Fevereiro pelas 22 horas, no salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses” (sic).

Faz, portanto, hoje 25 anos que subi ao palco do Salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses para receber o troféu que a fotografia documenta. Aconteceu no final da 1ª parte da Gala do Festival São João Bosco 1996 organizado pelo C.I.F. (Secção de Ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses). Tal como os restantes galardoados, no momento da recepção do respectivo galardão, proferi um pequeno discurso de agradecimento.

25 anos depois lembro esse dia com um misto de alegria e tristeza, pois a lembrança feliz correspondente ao recebimento de tal galardão é abafada pela memória triste do infausto acontecimento ocorrido no final da Gala, a morte súbita do mágico Hortiny. Mas este assunto será objecto do post seguinte, que irei escrever como singela homenagem a José Carlos Gomes “Hortiny”.



segunda-feira, fevereiro 01, 2021

TERÁ SIDO UM SONHO?


Ontem a SIC transformou o seu programa da tarde num “Domingão Especial Magia”. Fico feliz por verificar que a Arte Mágica teve honras de protagonismo num espaço tão alargado de programação. É pena que seja só no Dia Mundial do Mágico… Adiante…

Não vou comentar a escolha dos mágicos (e mágicas) intervenientes nem as respectivas intervenções. Apenas lamento que não tenha havido tempo/espaço para falar de associações mágicas e festivais mágicos, ou seja, no fundo, para falar de magia de forma mais global e abrangente. Mas reconheço que, provavelmente, não era o formato ideal de programa para o fazer.

Até aqui, falei de REALIDADE.

Creio ter lido, no Facebook, um “post” de um mágico que divulgava na hora a referida a emissão da SIC dedicada à Magia. Creio que li num comentário (feito por outro mágico) a esse “post” que a SIC deveria pagar aos artistas.

Hoje, já bem acordado, procurei tal “post” (com o referido comentário) e não o encontrei… 

Terá sido um SONHO?


quarta-feira, janeiro 20, 2021

THE FUTURE



Recebi hoje, dos Estados Unidos, o sinal de que um bom futuro se aproxima... E que bem que ele fica ao lado de boas memórias de um passado recente!

quinta-feira, novembro 19, 2020

TESTE DE CONHECIMENTOS MÁGICOS - AS RESPOSTAS

 

Há alguns meses deixei aqui um teste. Está na altura de revelar as respostas. Aqui vão elas.

Pergunta 1 
Resposta: C - Savil
(Fonte: Jornal de Notícias - 14/10/1983 - pág.6)

Pergunta 2 
Resposta: A - Joy
(Fonte: Notícias da Tarde - 28/12/1982 - pág.22)

Pergunta 3 
Resposta: B - Conde de Aguilar
(Fonte: Correio da Manhã - 22/10/1982 - pág.27)

Pergunta 4 
Resposta: B - Jodivil
(Fonte: A Capital - 17/11/81 - pág.24)

Pergunta 5
Resposta: B - Prof. Karma
(Fonte: Jornal de Notícias - 14/10/1973)

Pergunta 6 
Resposta: C - O Grande Zény
(Fonte: Jornal de Notícias - 20/12/1985 - pág.27)

Pergunta 7 
Resposta: C - Great Herby
(Fonte: Jornal do Incrível - 3/11/1987 - pág.12)

Pergunta 8 
Resposta: D - Luís de Matos
(Fonte: TV Guia nº832 - 14 a 20/1/1995)

Pergunta 9 
Resposta: D - Anork
(Fonte: Nova Gente - 22 a 28/12/1993)

Pergunta 10 
Resposta: A - Maik Magic
(Fonte: Sete nº842 - 5 a 11/10/1994)

Pergunta 11 
Resposta: D - Damião
(Fonte: Nova Gente - 18/10/1989)

Pergunta 12 
Resposta: A - Luís de Matos
(Fonte: O Público - 14/8/1993 - pág.23)

Pergunta 13 
Resposta: B - Paul Daniels
(Fonte: TV Guia nº709 - 5 a 11/9/1992)

Pergunta 14 
Resposta: C - Rovit
(Fonte: TV Guia nº507 - 22/10/1988 - pág.36)

Pergunta 15 
Resposta: A - Mr. Lapin
(Fonte: TV Guia nº507 - 22/10/1988 - pág.35)

Pergunta 16 
Resposta: A - David Copperfield
(Fonte: TV Guia nº512 - 26/11/1988 – pág. 43)



domingo, novembro 01, 2020

UMA VERGONHA...


É uma VERGONHA o que acabo de ver no Primeiro Jornal da SIC. 

Parece impossível que façam uma reportagem sobe o ÚNICO mágico português que conseguiu sagrar-se Campeão Mundial de Magia (FISM 2006) e NÃO consigam saber, sem qualquer sombra de dúvida, o respectivo nome correcto!... 

É uma VERGONHA referirem-se ao Helder Guimaraes como Helder Rodrigues! Uma total FALTA DE RESPEITO pelo entrevistado e FALTA DE PROFISSIONALISMO dos jornalistas responsáveis por tal ERRO COLOSSAL!... 

E nem sequer podem desculpar-se com o facto de ser uma peça jornalística de última hora. Como pai do Helder Guimaraes sei que a entrevista foi gravada há mais do que uma semana!

Aqui deixo a gravação de tal reportagem.


Entretanto, a reportagem apresentada online na SICNotícias foi encurtada para suprimir os erros detectados, conforme pode ser visto aqui.


segunda-feira, outubro 19, 2020

MÁGICO DO PORTO SURPREENDE HOLLYWOOD


Este foi o título da notícia (que pode ser lida aqui) da autoria de João Tomé publicada online pelo JN, ontem às 21:56. Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, tal conteúdo.

Mágico do Porto surpreende Hollywood


Foi na madrugada de sábado para domingo que Hélder Guimarães, originário do Porto, mas a trabalhar na Califórnia, fez história no mundo da magia.

Com o seu espetáculo "O presente", transmitido através da plataforma Zoom, conseguiu ter 6250 famílias a assistir e a pagar bilhete: 43 euros para os que receberam previamente em casa uma caixa de magia, ou 21 euros para quem não queria interagir, mas apenas assistir.

Com dois óscares da magia no currículo e fãs absolutos vindos de Hollywood - de JJ Abrams a Helen Mirren, passando por Neil Patrick Harris, Ryan Gosling e Woody Allen -, Hélder Guimarães concluiu esta madrugada o espetáculo "The Present" ("O presente"), que criou para tempos de pandemia, com mais de 6250 pessoas a assistir e interagir ao vivo, em direto e online.

O que é que podemos aprender com a pandemia e com a quarentena e distanciamento social que tem sido necessário? O espetáculo de Hélder Guimarães, o mágico do Porto que tem espantado Hollywood e os EUA em geral há alguns anos, dá várias respostas, mas surge também como prova que os espetáculos (de teatro, magia e companhia) podem sobreviver, reinventar-se e distinguir-se também no formato online. Basta um pouco de criatividade, um público atento e sedento por algo que o surpreenda e, claro, várias pitadas de magia.

Criado durante a pandemia

O mágico português criou em abril - e tendo a pandemia e a quarentena como ponto de partida -, o espetáculo online "The Present". Inicialmente era feito a pensar no público da Califórnia, onde reside e trabalha há já alguns anos - já fez inclusive consultoria em magia para séries de TV e filmes (ensinou alguns truques a Sandra Bullock e Cate Blanchett em Oceans 8). Depois alargou para o resto dos EUA e, mais tarde, para o resto do mundo.

O espetáculo, para ser interativo (com participação do público) e íntimo, costuma ter só 25 participantes que recebem por correio uma caixa com artigos para eles próprios fazerem magia nas suas casas. Depois de mais de 250 espetáculos feitos online, a partir da sua casa em Los Angeles e de centenas de elogios de críticos reputados dos principais jornais dos EUA e de atores e realizadores famosos em Hollywood, "The Present" teve o seu último espetáculo este sábado (madrugada de domingo em Portugal).

E o Grand Finale teve uma novidade também ela criativa. Para além dos 25 participantes por Zoom, foram vendidos bilhetes para uma versão com transmissão de streaming em direto com duas modalidade: os que receberam também no correio uma versão mais pequena da caixa mágica, para fazerem magia nas suas casas (preços a rondar os 50 dólares/43 euros), e aqueles que compraram bilhete já em cima da hora só para ver o espetáculo sem adereços incluídos (bilhetes a 25 dólares/21,3 euros, neste caso).


Resultado? Mais de 6250 casas de família (já que em cada janela de Zoom víamos casais e famílias inteiras a assistir) espalhadas por todo o mundo - o espetáculo é em inglês - estiveram sintonizadas online a ver e participar (quem tinha o kit). Isto além dos 25 que puderam interagir e tentar influenciar a magia de Helder Guimarães (alguns dos participantes nesta última sessão eram atores e argumentistas de séries da moda nos EUA).

Cartas são a especialidade do portuense


O portuense, que se considera um mágico alternativo, até porque a sua área de especialidade são as cartas (ganhou dois Óscares da magia nessa categoria), dá um espetáculo bem mais amplo do que golpes de mestre de magia que surpreendem e deixam atónitos, de boca aberta e, em alguns casos com as mãos na cabeça, o seu público. Hélder mistura stand up comedy, com introspeções pessoais que acertam em cheio no bizarro presente que todos vivemos em pandemia - é dirigido pelo famoso produtor e realizador Frank Marshall, parceiro de Steven Spielberg em várias produções.

O performer português toma como ponto de partida a sua vida, quando aos 11 anos ficou em isolamento após um acidente que o deixou uns dias em coma e, confinado em casa por ordem do médico, acabou por se relacionar como nunca com o seu peculiar avô. É assim que começamos a perceber que este não é só um espetáculo de magia surpreendente e incrível, é também um espaço que nos deixa várias reflexões humanas pertinentes sobre o momento pandémico que vivemos e o que podemos tirar dele.

A lição final talvez seja mesmo que devemos usar o distanciamento físico necessário e a quarentena para expandir os nossos horizontes, ligarmo-nos a quem nunca nos tínhamos ligado e aprender algo que nos será útil para o resto da vida. Uma espécie de carpe diem, do Clube dos Poetas Mortos, versão mágica e de tempos de pandemia.


O lado mágico é mais difícil de descrever por palavras, já que tantas vezes são as emoções e entusiasmo que acaba por surgir. Em primeiro lugar há as interações com os 25 participantes por Zoom, que tentam tomar decisões para ver se dificultam as várias tarefas mágicas de Hélder - cujas reações vamos vendo e também enriquecem o espetáculo (um bom trabalho de realização, mesmo por Zoom, da organização - que é do famoso Geffen Playhouse, de Los Angeles). Depois, mesmo os restantes 6250 que veem tudo em streaming em direto - neste caso, os que têm o kit enviado por correio - também têm o seu espaço para ver magia acontecer nas suas próprias mãos, nomeadamente com algumas cartas que foram enviadas e acabam rasgadas por um motivo 'mágico' (só custa é no início rasgar cartas bem bonitas por sinal).

No final, com o "The Present" entregue e finalizado - mais de 250 espetáculos esgotados depois e três extensões de datas -, sobrou tempo para anunciar o "The Future" ("O futuro"), o próximo espetáculo por Zoom de Hélder Guimarães, com data marcada já para 4 de dezembro. E que promete, sem surpresa, abordar o futuro - as surpresas, como sempre, ficam para a performance.


Acabou THE PRESENT. Segue-se... THE FUTURE!


"Pode um espectáculo online vender 6250 bilhetes? Mágico do Porto surpreende Hollywood e o mundo" é o título da peça jornalística publicada po Dinheiro Vivo, que pode ser lida aqui.


quinta-feira, outubro 15, 2020

Documentário sobre PEPE CARROLL


Eis o anúncio da estreia do documentário realizado sobre PEPE CARROLL.


quarta-feira, setembro 16, 2020

terça-feira, agosto 25, 2020

THE PRESENT: A Grand Finale for Everyone



No próximo dia 17 de Outubro será realizada a última apresentação do espectáculo de Helder Guimarães, THE PRESENT.

Dado que, nos sucessivos prolongamentos da temporada, o espectáculo esgotou todas as sessões em menos de um par de horas, muitos potenciais espectadores ficaram sem possibilidade de assistir a tal espectáculo. Por isso esta última apresentação (anunciada hoje) terá características diferentes pois permitirá ter muitos espectadores a assistir de qualquer canto do mundo.

Mais informações podem ser vistas aqui.


sexta-feira, agosto 07, 2020

Faleceu GER COOPER


Faleceu ontem GER COOPER, mágico que, em 1979, vi sagrar-se Campeão Mundial de Magia e Grande Prémio FISM com o seu excelente número de manipulação. 

Foi, talvez, a par de TOMMY WONDER, o último expoente de qualidade da consagrada escola mágica holandesa. Paz à sua alma.

Em jeito de homenagem aqui deixo a gravação do seu número ganhador.


sábado, agosto 01, 2020

ESTOCOLMO 2006



Há 14 anos fez-se história em Estocolmo. 

Foi precisamente, no dia 1 de Agosto de 2006, que Helder Guimarães pisou o “palco” da FISM, concorrendo na disciplina de MAGIA COM CARTAS. E foi essa impecável actuação que lhe permitiu arrebatar o 1º lugar nesse concurso e sagrar-se o mais novo CAMPEÃO MUNDIAL DE MAGIA COM CARTAS de sempre. 


E, até hoje, tal facto continua a ser verdade… Tal como continua a ser, até hoje, o ÚNICO mágico português a quem foi outorgado um título de Campeão Mundial de Magia.


Nestes 14 anos, Helder desdobrou-se em projectos diferentes, onde procurou sempre deixar a sua marca. Realço os diversos espectáculos que deliciaram plateias esgotadas (“Nothing to Hide”, “Verso”, “Borrowed Time”, “Retrato Clandestino”, “Invisible Tango”, etc.) e a partilha da sua filosofia artística com a comunidade mágica, através dos DVD “Small Miracles” e “Red Mirror” e dos livros “Reflections” e “Secret Language - Vol.1”.


Mas tudo isto é passado. E, no presente, Helder Guimarães está a disfrutar um merecido êxito com o espectáculo THE PRESENT, ao ver a temporada ser sucessivamente prolongada por “exigência” do público. 
E, com uma carreira assim tão sólida, só se pode esperar que o futuro continue a ser brilhante.

segunda-feira, junho 29, 2020

O POEMA


Na entrada anterior deste blogue fiz referência a um poema rabiscado num guardanapo de papel que encontrei abandonado numa das mesas da esplanada do Café Bom Dia.  Tal como referi, o respectivo título captou a minha atenção e, por isso, o guardei para leitura atenta posterior. Para satisfação da curiosidade dos meus leitores, aqui deixo a transcrição de tal poema.

CONFISSÃO DE UM... COBARDE

Esta minha confissão
Qu’ aqui deixo com alarde
Não tem direito a perdão,
Pois sou um triste cobarde!

A coisa par’cia preta
Pois p’ra rimar com magia,
Como poeta da treta,
Eu só encontrei... bom dia.

Assim nasceu, pois, o título
Duma crónica foleira,
Que mostrou ser um capítulo
Ond’ escrevi muit’ asneira.

Não foi, porém, minha culpa,
Nem sequer foi “overdose”.
Acreditei, “mea culpa”,
No que diss’ o Meia Dose.

Fiz, pois, papel de palhaço,
A verdade é nua e crua,
Quis fazer estardalhaço,
Agora nem saio à rua.

Mais valia estar calado
Do que armar-me em Rui Pinto,
Pois fiquei bem entalado
E só me chamam... Rui Minto!

                    Autor: Cobarde anónimo 

segunda-feira, junho 22, 2020

E O JN JÁ ESTAVA ESGOTADO!...


Hoje, fui, mais uma vez, tomar o meu cimbalino matinal ao Café Bom Dia. Antes de me sentar numa mesa da esplanada que, estranhamente, estava totalmente vazia, passei pelo quiosque para adquirir o habitual JN. E qual não foi o meu espanto ao verificar que o JN já estava esgotado!

Não havia nada a fazer. Tomei o meu café descansadamente, desejando, secretamente, que os meus amigos Serafim e Afonso aparecessem, como era habitual. Já que não havia JN para ler, sempre haveria uma conversa entre Serafim e Afonso para escutar... E como essas conversas são interessantes!...

Mas, definitivamente, hoje não era o meu dia da sorte: Serafim e Afonso tardavam em aparecer. Decidi, então, levantar-me e ir pagar a despesa ao balcão, pois o empregado de mesa parecia ter-se eclipsado. Nesta viagem entre mesas vazias da esplanada, reparei num poema rabiscado num guardanapo de papel que estava abandonado numa delas. Peguei, maquinalmente, no guardanapo, dei-lhe uma olhadela e, como o título do poema era muito sugestivo, dobrei o guardanapo e meti-o no bolso, para uma leitura posterior mais atenta.

Após a despesa paga, saí do Café Bom Dia e rumei ao quiosque do Café Velasquez em busca do JN. Ao passar pela respectiva esplanada deparei, com espanto, que ali estavam, em amena cavaqueira, o Serafim e o Afonso. Dirigi-me a eles, não só para os cumprimentar, mas também para satisfazer a minha curiosidade quanto às razões da mudança de “poiso habitual”.

Afonso não se fez rogado e elucidou-me:

- É verdade, Jomaguy, decidimos mudar de ares... O ar do Bom Dia andava a ficar um bocado poluído... A presença duma certa “geração youtube” que se dá com (e aprova comportamentos de) vigaristas, oportunistas, lambe-botas e quejandos estava a tornar o ar do Bom Dia “irrespirável”. Estamos muito melhor aqui... Pelo menos, por enquanto...

Agradeci o esclarecimento e, após mais algumas palavras de circunstância, despedi-me e entrei no Café Velásquez para me dirigir ao respectivo quiosque. Comprei o JN e saí, passando perto de Serafim e Afonso, que, inevitavelmente, tinham retomado a sua amena cavaqueira. Apenas pude perceber uma frase solta de qualquer contexto, dita por Serafim:

- Pois é como te digo, Afonso, esses meninos não passam do que eu designo por “desperdícios dos espermatozóides paternos”...

No caminho até casa, fui pensando na frase ouvida e no quanto ela tem de verdade em casos que eu conheço de ginjeira. Chegado a casa, calcei as pantufas, sentei-me e embrenhei-me na leitura do JN.
 
Quanto estava quase a terminar a leitura do JN, uma ideia invadiu a minha mente.... O poema... Ainda não tinha lido o poema... Meti a mão ao bolso em busca do guardanapo rabiscado... Nessa altura, a minha mulher chamou-me para ir almoçar... Mais tarde, teria tempo para o poema... O “Bacalhau à Luís de Matos” é que não podia esperar!

P.S.: Portanto, os leitores desta crónica vão ter que esperar uns diazitos antes de lerem o poema... Convém manter os leitores em “suspense”...