sexta-feira, abril 07, 2006

Escola de magia

 

Através da notícia publicada no "Correio do Vouga" tomei conhecimento que vai ser criada uma Escola Nacional de Magia de Portugal, cujo curso integrará 27 temas curriculares e que terá como primeiro formador o professor Vasco Esperança.

Com os meus votos de amplo sucesso para a iniciativa, seguidamente reproduzo a notícia completa.




sábado, dezembro 03, 2005

BARAKALDO 2005


Esta reportagem foi publicada, em Novembro de 2005, na revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo, MAGICAMENTE.

BARAKALDO 2005

Dado que o 27º Congreso Nacional de Magia de Espanha decorreu entre 23 e 26 de Junho “vi-me obrigado”, pela primeira vez, a passar o S. João fora da minha cidade natal. Passei-o em Barakaldo, pequena cidade dos arredores de Bilbao. É caso para dizer: Magia, a quanto obrigas!

Concursos

Os concorrentes presentes nas diversas modalidades tiveram, na generalidade, um bom nível e apenas relembro um concorrente, na modalidade de Grandes Ilusões, que foi francamente mau. Alguns deles não atingiram o nível “óptimo” porque as boas ideias apresentadas não estavam totalmente “amadurecidas”. As classificações atribuídas pareceram-me, na generalidade, ajustadas aos desempenhos nos concursos.

Gala de Apertura

Esta gala foi apresentada por Jorge Blass e teve a participação de Arkadio, Yunke, Miguel Angel Gea e Banachek. Este último não teve o impacto que o seu nome faria supor. Admito que uma boa parte da justificação se prenda com a perda de “timing” provocada pela necessidade de tradução.

Gala de Magia de Calle

Contrariamente ao que o nome fará supor, não se tratou de uma “Gala de Magia de Rua”, mas sim de uma Gala de Magia na rua. Decorreu na Herriko Plaza (uma praça ao lado do Teatro Barakaldo) e foi um espectáculo que esteve a cargo de Bertran Lotth e da sua companhia. Basicamente constituído por grandes ilusões (muitas delas, clássicas) este espectáculo tira partido de ser realizado num palco com todas as condições para Magia, pois é propriedade do próprio artista. 

Gala Internacional de Magia de Cerca

Numa sala com boas condições para este tipo de espectáculo, esta gala foi bem apresentada por Luigi (que também serviu de tradutor a quem se expressava em inglês) e teve a participação de Shoot Ogawa (boa técnica, mas um tipo de apresentação que não me tocou), José Quesoyyo (excelente), Miguel Ajo (que formou uma excelente“dupla mágica” com o José Quesoyyo, após este terminar o seu número “a solo”), Pit Hartling (excelente, mas de quem esperava algo de novidade, o que não aconteceu), Jason Latimer (com a rotina do Grande Prémio FISM e na, minha opinião, muito melhor que em Haia) e Armando Lucero. Posso dizer que este último me desiludiu. Talvez porque tinha uma expectativa muito alta, devido às multidões que, na FISM 2003, o rodeavam quando actuava de surpresa numa mesa do bar. Ou talvez por saber que ia dar uma conferência privada apenas para quem pudesse (e quisesse) pagar um balúrdio. Ou talvez por me parecer que sabia expressar-se em espanhol e preferiu falar em inglês. Ou talvez porque ele estava num “dia não”e os seus números são construídos apenas para realçar uma técnica excelente que possui, mas que não é totalmente infalível (como se viu…).

Gala Internacional de Magia de Escena

Esta gala realizou-se no Palácio Euskalduna Jauregia (Bilbao) e foi uma gala com a presença de público leigo. Teve apresentação de Luís de Matos, que esteve bem numa fluente apresentação em castelhano. Actuaram Mirko, Marcel, Omar Pascha, Arno e Jeff McBride. Todos estiveram ao nível a que nos habituaram, pelo que, daí resultou uma excelente Gala de Magia para público leigo, mas sem surpresas para quem é “habitué” de galas de congressos.

Gala de Clausura

Esta Gala que serviu para revelar os premiados dos concursos teve apresentação de Enric Magoo (esteve muito bem na função). Actuaram, como convidados, Jason Latimer (com a sua rotina de palco que, fica, em minha opinião, alguns furos abaixo da rotina de close-up) e Magic Nima. Também actuaram alguns premiados com as respectivas rotinas de concurso. Sob pena de falhar a referência algum actuante (pois não tirei notas escritas para esta breve reportagem) relembro Nacho Diago (1º prémio de Magia Geral), Edama (1º prémio de Grandes Ilusões) e Rubiales (1º prémio de Micromagia).

Conferências

As conferências foram diversificadas. Pepelu  e Justo Thaus apresentaram uma conferência sobre Fiscalidade, à qual não assisti. Ir para férias e ouvir falar de IRS estraga as férias a qualquer um… 

Banachek apresentou uma boa conferência constituída por alguns números de mentalismo que integram os seus DVD’s. 

Bebel apresentou uma conferência de cartomagia constituída por um desfiar de rotinas com toques pessoais mas todas elas mais ou menos clássicas. Não pareceu ter um guião estruturado da conferência e foi fazendo rotinas do seu repertório até esgotar o tempo da conferência. Como todas as rotinas eram tecnicamente rebuscadas a única maneira de as lembrar seria comprar as respectivas notas de conferência no final. Eu não o fiz. E como eu, muitos mais, pois é um exagero pedir “uma fortuna”  (creio que eram 25 euros) por 4 folhas fotocopiadas e agrafadas. 

Tamariz apresentou uma excelente charla de homenagem a Pepe Carroll e a José Frakson. Foi uma conferência agendada para o fim da noite e a sala esteve repleta, o que mostra o interesse que este tipo de conhecimento histórico tem para os magos espanhóis… e não só! 

Jeff McBride apresentou uma excelente conferência, a qual foi, basicamente a mesma que lhe vi apresentar, há alguns anos, no Teatro Taborda, em Lisboa. 

Alberto de Figueiredo (que substituiu o anunciado Marko, impedido de se deslocar a Espanha devido a problemas pessoais) apresentou uma excelente conferência de cartomagia. As respectivas notas de conferência eram constituídas por 58 páginas impressas e encadernadas (tipo brochura) e custavam 20 euros. Claro que comprei. E como eu muita mais gente. 

As conferências foram repetidas pois os congressistas encontravam-se divididos em 4 grupos referenciados por cores diferentes. As conferências marcadas para domingo foram realizadas num edifício distinto do Teatro Barakaldo. Acho que não foram acauteladas as condições adequadas para tal efeito. Foi por isso que assisti à última conferência referida numa espécie de sala de aula, onde tivemos que andar a posicionar as cadeiras para nos sentarmos com a melhor visibilidade possível (acabei por ficar de pé junto de uma parede). Para cúmulo houve um problema no sistema de condicionamento de ar e, a dado momento, do tecto caiu um bloco de gelo junto da primeira fila de cadeiras. Em seguida começou a cair chuva do equipamento de condicionamento de ar e houve necessidade de fazer um reajuste no posicionamento de mesa e cadeiras. Sem comentários.

Feira Mágica

A feira mágica estava dividida por dois pisos e contou com cerca de 30 feirantes, alguns dos quais nunca os vi com a banca aberta. É caso para dizer “Lá como cá!”. Do que por lá vi merece-me referência um “microfone que levita”, o qual despertou a especial atenção de um dos mágicos portugueses presentes no evento. 

Na minha perspectiva foi um congresso com nota muito positiva, em que há que destacar a pontualidade de todos os actos do programa (concursos, incluídos!). Até julguei que estava em Inglaterra.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

4 DIAS DE MAGIA EM SARAGOÇA

(Reportagem publicada no Boletim Informativo API Nov./Dez.2004)

O leit-motiv deste Congresso Nacional Espanhol, realizado em Saragoça de 1 e 4 de Julho de 2004, foi o permanente atraso de todas as actividades programadas, começando logo na recepção aos congressistas na manhã de 1 de Julho, programada para as 10 horas locais... Como ainda tinha o meu relógio pela hora portuguesa, quase nem me apercebi do atraso…


GALAS 

A GRAN GALA DE APERTURA, prevista para as 15 horas, começou às 16:15, devido a problemas técnicos, que não foram resolvidos pois o sonido esteve muito mau e as luces estiveram muito pior!!! 

SERGI BUKA teve uma "falsa partida", pois a música não arrancou em paralelo com a projecção no ecrã. Acho que tal situação afectou a respectiva actuação. 

CARLOS Y ANA apresentaram Grandes Ilusões. Começaram com a ORIGAMI e quando iam apresentar a LEVITAÇÃO, o pano fechou pois algo não funcionava. O pano reabriu para executarem, então, a LEVITAÇÃO, com apresentação bem mais conseguida do que a da ORIGAMI. 

Seguiu-se ARSENE LUPIN, com o (antigo) número de produção de jóias. Revelou alguma falta de timing nas cargas e a carga final pareceu-me ''descarada". 

Fechou a gala PEDRO III, com um número de Grandes Ilusões com bom ritmo, onde realço uma Metamorfose muita rápida. 

As luzes cometeram várias "atrocidades", prejudicando os artistas. O apresentador JANDRO salvou a GALA, sem "roubar" o protagonismo aos artistas. Nota máxima. 

No segundo dia tivemos a 1ª GALA DE CERCA, apresentada por DANI DAORTIZ, que fez um trabalho acertado. 

BORIS WILD esteve ao seu (bom) nível tendo a preocupação de não repetir efeitos da conferência do dia anterior. 

ANDREW WIMHURST não teve essa preocupação (ou então a culpa é minha e todos os efeitos de cartomagia com técnicas de batota me parecem iguais...) e a sua actuação pareceu-me mal estruturada. 

Seguiu-se uma singela homenagem a PEPE CARROLL, constituída por um pequeno filme projectado no ecrã gigante e uma actuação de MIGUEL ANGEL GEA com uma espécie de medley de rotinas de Pepe Carroll, desenvolvido para uma homenagem promovida na SEI. Miguel Angel Gea não esteve bem, pois a sua actuação não estava prevista e foi "convocado" em cima da hora. 

MIGUE apresentou a rotina que lhe valeu o 1° prémio na última FISM. Não esteve tão bem como na FISM. 

A CENA-ESPECTÁCULO para a qual não me inscrevi, pelos comentários ouvidos, correu bem. 

No sábado tivemos uma 2ª GALA DE CERCA, também apresentada por DANI DAORTIZ.

MANOLO TALMAN apresentou com mestria o seu número premiado no congresso anterior e no Memorial Ascanio. 

NICHOLAS EINHORN esteve muito bem. Uma rotina onde enlaça 3 anéis emprestados por 3 espectadores deixou-me pensativo até à conferência. 

JEAN PIERRE VALLARINO apresentou o seu número tradicional de cartas, moedas e copos de brandy. O estilo não me agrada em especial mas esta foi a vez que mais gostei de o ver actuar. 

ROBERTO GIOBBI fechou a gala com chave de ouro. Perfeito, brilhante e outros adjectivos similares expressam, por defeito, a minha opinião. 

O dia terminou com a GRAN GALA INTERNACIONAL, aberta ao público e primeira actividade do programa com atraso inferior a 15 minutos! 

NORBERT FERRÉ mostrou porque foi Grande Prémio na FISM 2003, RAFAEL foi um excelente número cómico e JUAN TAMARIZ encerrou a primeira parte com algumas cartas de jogar e MUITÍSSIMO TALENTO, o que não foi surpresa para ninguém. 

Juan Mayoral e Mirko Callaci não puderam estar presentes por motivos de doença e familiares e foram "substituídos" por JULIUS FRAK, que apresentou o seu excelente número. 

ARSENE LUPIN apresentou o número das cadeiras, premiado na FISM. Esteve muito bem, mas acho que o facto de não ter havido tradução simultânea (o número é em inglês) prejudicou o impacto no público leigo. As suas partenaires agradaram aos leigos tanto como tinham agradado aos mágicos na conferência. 

RICHARD McDOUGALL apresentou o seu excelente número minimalista de manipulação e mímica. Para quem estava mais longe do palco foi um número pouco visível. E o técnico de luzes ainda lhe fez black-out antes do número terminar... 

YUNKE fecharam a gala com o seu número de Grandes Ilusões e estiveram no padrão de qualidade habitual. 

A apresentação da gala esteve a cargo de MIGUE. A apresentação sóbria não comprometeu, mas pareceu-me pouco preparada. Esperava mais, mesmo sem ter que arrebatar a gala, como aconteceu, há anos, no Congresso de Málaga. Nem oito nem oitenta. 

No dia 4, o congresso encerrou as actividades com a GRAN GALA DE PREMIADOS. Além de diversos premiados, actuaram RIVERSON Y SALLY em Grandes Ilusões. 

Não gostei da apresentação, que este a cargo de MAGIC ANDREU. Tem muito traquejo e domina as tábuas (do palco), mas por vezes ultrapassa os limites da decência e torna-se grosseiro e inconveniente. O cabelo grisalho ajuda a que o aceitem assim, penso eu de que... 


CONFERÊNCIAS 

A primeira conferência, de BORIS WILD, foi diferente da que lhe conhecia e vi-a com muito agrado, não só pelo conteúdo como pela personalidade do conferencista. 

O primeiro dia terminou com a conferência de ANDREW WIMHURST. Foi uma conferência sobre cartomagia com técnicas de batota. Um tema demasiado específico com um alinhamento ad hoc, aliado à hora tardia a que a conferência se realizou, levam-me a considerá-la como a menos interessante de todas. 

A primeira conferência do 2° dia de congresso esteve a cargo de DAN1 DAORTIZ y MANOLO TALMAN. A primeira parte foi muito interessante - Dani DaOrtiz explicou um princípio teórico, dando exemplos práticos. A segunda parte foi maçadora pois foi uma palestra de Manolo Talman sobre como abordar a presença em concursos de Magia. Os conceitos transmitidos, fruto de uma larga experiência como concorrente, eram muito valiosos, mas Manolo Talman não é um orador que cative sem o apoio das suas técnicas mágicas. 

Neste 2° dia tivemos, mais uma vez, o prazer de apreciar JUAN TAMARIZ num SHOW UNIPESSOAL e CONFERÊNCIA. A conferência abordou a forma de ligar humor e magia sem "prejudicar" o impacto desta última. Como sempre, esteve SOBERBO. 

O dia 3 de Julho começou com a conferência de ARSÈNE LUPIN. Apresentou alguns efeitos de Magia Geral interessantes, mas não tão interessantes como as 2 (duas!) partenaires, a fazer fé na reacção da sala sempre que elas apareciam... Apresentou um efeito mágico baseado num puzzle que deixou rendidas as mentes mais matemáticas mas o puzzlezito custava a módica quantia de 90 euros... (sem as partenaires). 

À tarde tivemos duas conferências. A primeira, a cargo de JEAN PIERRE VALLARINO foi uma explicação salteada de truques da sua rotina e dos seus vídeos. Sem estrutura de conferência, parecia estar a cumprir uma cláusula contratual. Teve alguns momentos interessantes 

A última conferência do dia foi a de ROBERTO GIOBBI. Estupenda, magistral e outros adjectivos similares é o mínimo que se pode dizer deste mestre contemporâneo. Quando o vejo palestrar fico convencido que afinal a MAGIA até é muito simples... 

No domingo, a conferência de NICHOLAS EINHORN foi uma conferência de explicação de bons efeitos mágicos de sua autoria. Explicou duas versões diferentes do tal enlace de anéis emprestados e (claro!) executou o efeito Spooked, que comercializa, sem o explicar. 


CONCURSOS 

O congresso incluiu 4 sessões de concurso: duas de "escena" e duas de "cerca". O nível do concurso de mesa foi superior ao do palco (como é de esperar em Espanha...), o que acabou por se "materializar" no GRAN PREMIO de MIGUEL ANGEL GEA, que concorreu em Cartomagia. 

No palco, nenhum dos concorrentes de Magia Cómica me fez esboçar um sorriso, mas o júri lá conseguiu desencantar piada num deles para lhe atribuir um prémio. Na lª sessão do Concurso de Palco actuaram, em Manipulação, os "nossos" BRUNO e MIGUEL CAMPOS. Estiveram bem com as rotinas que lhes conhecemos. A rotina de Bruno beneficiou, a meu ver, com a troca das "cartas espelhadas" por "cartas normais" e com a utilização de bolas de papel na sequência manipulativa. Achei, no entanto, que alguma da movimentação cénica foi desadequada. Miguel Campos esteve melhor do que em anteriores actuações que presenciei. Esteve alegre e confiante e convenceu o Júri (que é quem interessa nos concursos). No entanto, as produções de CD's feitas junto do corpo continuam a não conseguir criar-me ilusão. 

Na 2a sessão do Concurso de Palco actuaram os "nossos" DIMAS (Magia Geral) e ANDRÉLY (Manipulação). Dimas apresentou uma nova rotina (de teor romântico lembrando a de Juan Mayoral). O cenário é lindíssimo mas a rotina necessita de afinação: há efeitos que, como foram apresentados, me parecem sair do contexto da rotina. Andrély apresentou a sua conhecida rotina. Esteve seguro e muito bem nas produções de rolas. Deverá alterar (ou retirar) a sequência de cachimbos pois, tal como está, não transmite Magia. 

No Concurso de Mesa não houve concorrentes portugueses nem avalizados pela API.

segunda-feira, outubro 25, 2004

MEMORIAL ASCANIO 2004

 

BREVE REPORTAGEM

Pelo 2º ano consecutivo estive presente neste evento mágico que o Círculo de Madrid da SEI promove anualmente. O modelo adoptado para este evento permite aos participantes uma óptima relação entre “magia absorvida” e “tempo despendido”, pois entre as 10 horas de sábado (23 de Outubro) e as 19 horas e 30 minutos de domingo (24 de Outubro) permitiu apreciar:

  • Um concurso de Magia de Mesa com 7 concorrentes;
  • Um concurso de Magia de Palco com 3 concorrentes;
  • Duas conferências de VITO LUPO;
  • Uma conferência e um oficina (workshop) de TONY CACHADIÑA;
  • Uma Gala Mágica com 5 artistas convidados: MURPHY (apresentador), ALEJANDRO FURNARDJIEW, RAHMA KHAN, HECTOR e ARESON;
  • Uma Gala mágica de encerramento com 7 artistas convidados: PEPE REGUEIRA (apresentador), JOE BURK, GEA, TONY CACHADIÑA, HECTOR, ARESON e VITO LUPO; apesar de não estar previamente indicado no programa esta gala também incluiu 2 artistas premiados: HELDER e KARIM;
  • Um Cocktail Mágico com 4 artistas convidados: IVAN, DAVO, JOSE "QUESOYYO" e MIGUELAJO.

A primeira conferência de VITO LUPO foi teórica e nela transmitiu muitas ideias fundamentais à prática de BOA magia, fruto da sua experiência pessoal e da sua permanente aprendizagem em áreas artísticas variadas (teatro, mímica, etc.). EXCELENTE! A segunda conferência, embora, aqui e ali, aflorasse alguns pontos teóricos foi mais prática, com explicação de técnicas e truques que, na maioria, já lhe tinha visto numa conferência realizada em Portugal, “há séculos”. Nesta segunda intervenção também esteve bem, mas como conferência foi menos conseguida que a anterior. 

Devido ao atraso com que se iniciara o Concurso Ascanio, a conferência de CACHADIÑA teve que ser compactada. Percebeu-se que a ideia estruturante da mesma era homenagear Arturo de Ascanio pondo e evidência a aplicação das suas ideias teóricas em rotinas que desenvolveu. Mas como passou “a correr” a parte teórica a fim de ter tempo de apresentar todas as rotinas que trazia preparadas, a conferência transformou-se numa exibição e explicação de truques. Teria sido preferível retirar uma ou duas rotinas da conferência e desenvolver melhor os aspectos teóricos nas que fossem apresentadas. A oficina versou “efeitos com notas de banco”. Não foi uma oficina no sentido exacto do termo, mas uma palestra informal com participação de alguns dos presentes. Aliás a extensão do material recolhido por CACHADIÑA dava para uma oficina de… 2 dias!

As galas mágicas foram boas. Na primeira destaco negativamente a prestação de ALEJANDRO FURNARDJIEW, que esteve numa tarde de azar (deduzo eu, pois o Prémio na recente Flasoma diz algo do seu valor). A primeira parte da rotina de cartas foi um desastre. Quando se apercebeu que lhe tinha ficado indevidamente baralhada a montagem, não deveria ter insistido em continuar. E destaco positivamente RAHMA KHAN que continua a ser um faquir cujo trabalho mostra a mesma classe que lhe vi na Figueira da Foz, no século passado.

Na Gala Mágica de Encerramento há que destacar negativamente o apresentador. PEPE REGUEIRA tem muita experiência e muita graça, mas transformou a gala no “seu” espectáculo com a inclusão de alguns convidados. Apresentações muito demoradas entre os artistas levaram a gala a terminar a horas impróprias. Como tinha que sair às 19 horas (a IBERIA “recusou-se” a retardar a partida do avião…) não vi a actuação de VITO LUPO. Também não se entende que HECTOR tenha participado em ambas as galas apresentando parcialmente a mesma rotina. Nesta gala não actuou JOE BURK por se encontrar internado num hospital, em situação clínica complicada. Foi-lhe prestada uma homenagem com projecção de referências à sua carreira e, no final. Foi-lhe tributada uma forte ovação.

O cocktail mágico permitiu ver mesmo Magia de Cerca, pois na sala em que decorreu o cocktail foram instaladas 2 mesas em cantos opostos onde os 4 convidados se revezaram na apresentação das suas rotinas. Apesar de afastadas, as mesas não ficaram imunes a interferências mútuas nos momentos de aplausos e outras reacções dos respectivos públicos.

Para culminar este fim de semana de muita (e BOA!) magia, este ano os concursos tiveram um sabor muito especial para nós, portugueses, pois os nossos 2 compatriotas que se apresentaram nos concursos foram galardoados: HELDER ganhou o Prémio Ascanio e MIGUEL CAMPOS ganhou o Prémio Páginas do Concurso Frakson. PARABÉNS A AMBOS.

Os prémios ASCANIO e FRAKSON são atribuídos por decisão de um "duplo júri": júri técnico e júri artístico. Este ano o júri técnico foi constituído por: Camilo Vasquez, Luis Boyano, Augustin Leal, Miguel Gómez e Jorge Blass. O júri artístico foi constituído por um conhecido (em Espanha, naturalmente) actor de Teatro, Cinema e Televisão e por um Actor/Encenador teatral, dos quais não recordo o nome.

Os prémios Páginas são atríbuídos por votação secreta dos presentes, com a seguinte condição expressa: caso o mais votado coincida com a decisão do júri, o prémio é atribuído ao segundo mais votado.

Nas conversas de corredor que mantive (antes de serem conhecidos os resultados) com diversos magos espanhóis pareceu-me haver concordância quase generalizada com a decisão do júri relativamente à atribuição do Prémio Ascânio ao HELDER. O mesmo não me pareceu acontecer relativamente ao Prémio Frakson, onde diversas opiniões apontavam para MIGUEL CAMPOS como merecedor de tal prémio. Eu partilho desta opinião, embora goste bastante da rotina apresentada por KARIM (vencedor do Prémio Frakson). No entanto KARIM teve algumas falhas que no meu ponto de vista o deveriam ter penalizado mais do que parece ter acontecido.


domingo, dezembro 28, 2003

Carta ao PAI NATAL


É quase um lugar comum dizer que a época de Natal é uma... época mágica. Que mais não seja porque, com os constantes apelos ao consumismo (que nos “assaltam” no dia a dia), é, para a maioria dos portugueses, verdadeiramente mágico conseguir esticar o orçamento para as prendas da praxe. 

Mas claro que estas prendas trocadas, quer seja por um gesto de amizade quer seja por mera “obrigação social”, não encerram a mesma “magia” que as prendas tinham na nossa meninice quando apareciam “magicamente” na chaminé... 

E como era emocionante escrever a carta ao Pai Natal (ou ao menino Jesus) e esperar pela madrugada dos 25 de Dezembro para saber se ele correspondera (ou não) ao nosso pedido... Por isso foi com redobrada alegria que li a carta que o meu velho amigo Afonso (da célebre dupla Serafim e Afonso...) escreveu ao Pai Natal. Com autorização do autor aqui fica a respectiva transcrição. 


Meu caro Pai Natal 

Deves ficar espantado ao receber esta carta minha, pois já não te faço pedidos há alguns anitos. E se este ano decidi, novamente, escrever-te, tal não significa que te venha pedir algo para mim. Nem pensar! Com tanta gente necessitada (que há por aí) e com a contenção orçamental que a Dra. Manuela, quase de certeza, te impôs, acho que só faz sentido satisfazeres necessidades inadiáveis. 

Portanto resisti ao egoísmo de te pedir algo para meu usufruto pessoal Aqui te deixo algumas das necessidades que detectei nos últimos tempos para colmatares na medida das tuas possibilidades: 

- Um boião de coragem para aqueles cuja cobardia apenas permite manifestar opiniões através de cartas e e-mails anónimos; 

- Um dentífrico ultra-forte para quem manda os outros lavar a boca sem antes cheirar o seu próprio hálito; 

- Um frasco de “percebas” para quem atribui a uns o que outros escrevem; 

- Uma caixa de cotonetes para quem “emprenha pelos ouvidos”; 

- Outra caixa de cotonetes para quem só ouve o que lhe convém; 

- Uma embalagem de educação e bom senso para todos os já referidos... e mais alguns. 

Com tudo isto acho que já tens trabalho que te chegue... e sobre! Se calhar, vais deixar de ser aquele indivíduo que tem o melhor emprego do mundo, pois só trabalha um dia por ano, e vais ter que fazer horas extra... Contingências da crise... da crise de valores, claro! 

Um abraço 

Afonso 

P.S.: Já agora aproveita e deixa no sapatinho de cada mágico uma embalagem com... A TRIPLA FANTASIA!


E NÃO HAVIA BOLINHOS DE BACALHAU COM ARROZ DE FEIJÃO...


5 de Dezembro, 13 horas e 30 minutos. 

Entro num snack bar da baixa portuense onde almoço com frequência, após uma breve paragem para consultar a ementa afixada na respectiva porta envidraçada. A decisão estava tomada: bolinhos de bacalhau com arroz de feijão. 

Sento-me ao balcão e, imediatamente, me apercebo que algo de estranho se passa no outro extremo do mesmo, mais propriamente, na chamada “zona de serviço”. Faço o pedido ao empregado, mas sou confrontado com a triste realidade... dos bolinhos de bacalhau com arroz de feijão já se terem eclipsado! Opto pelo lombo assado e, enquanto espero pela correspondente meia dose, tenho oportunidade de me aperceber do imbróglio que despertara a minha atenção. 

A situação relata-se em duas penadas. Um cidadão de nacionalidade estrangeira (talvez, ucraniano) que tinha vindo comprar comida na opção take away, reclamava que o troco não estava correcto, pois tinha entregue 50 euros (para pagar um montante situado entre 10 e 15 euros) e, além de algumas moedas, recebera uma nota de 5 euros, uma nota de 10 euros e uma terceira nota, também esta de 5 euros. Numa primeira reacção o gerente (o sr. Jorge) foi à caixa registadora para “desfazer” o engano, mas, logo que a abriu, ficou seguro de que não houvera engano. De facto ele tinha a certeza que, antes de atender tal cliente, só tinha uma nota de 20 euros na caixa registadora. Como, nesse momento, já lá não tinha qualquer nota desse valor, era óbvio que teria que a ter entregue ao dito cliente. E, num flashback imediato, relembrou-se de uma cena perfeitamente idêntica passada algumas semanas antes, com o mesmo indivíduo. 

Não tendo dúvidas que estava perante uma tentativa de burla, recusou-se a entregar-lhe o montante reclamado como estando em falta. Entre frases proferidas num inglês mal arranhado e um mostrar dos bolsos do casaco, o citado cliente ainda tentou convencer que estava a falar verdade, mas o sr. Jorge aconselhou-o a chamar a polícia e ele achou por bem, retirar-se. Entretanto chega o lombo assado e, enquanto me entretenho com ele, assisto à conversa do sr. Jorge com dois clientes habituais da casa, que já haviam terminado o respectivo almoço. Para além do relato circunstanciado da ocorrência e da lembrança que tinha da burla anterior com que o mesmo sujeito o enganara, o sr. Jorge disse algo do género:

- Mas é fantástica a habilidade com que ele trocou a nota! Ele quase nem se virou, logo voltou para trás e a nota já estava trocada. 

E, ao mesmo tempo que exemplificava um empalme foleiro da nota dobrada, rematou: 

- Se calhar escondeu-a, assim, na mão. 

De imediato, um dos seus interlocutores sentenciou: 

- É como um ilusionista. É como o Luís de Matos. 

Acreditem que esta afirmação me entristeceu bastante mais do que o eclipse dos bolinhos de bacalhau com arroz de feijão, mas, infelizmente, a nossa Arte continua a ser objecto deste tipo de associação de ideias... E parece-me que tal só acontece com o Ilusionismo... Pelo menos, eu nunca ouvi ninguém dizer (para comentar um homicídio cometido com arma branca): - Pela precisão do corte parecia mesmo um médico cirurgião de bisturi em riste. 

Triste sina, a dos mágicos: ser bitola de comparação com conotações bastante negativas. Quando conseguiremos alterar esta situação? 

5 de Dezembro, 14 horas e 15 minutos. 

Saio do snack bar após pagar a conta, sem burlar o sr. Jorge, triste por não ter podido comer bolinhos de bacalhau com arroz de feijão. Por isso e não só... 

P.S.: Para permitir a alguns leitores uma total compreensão do texto, informo que, em dialecto alfacinha, diz-se "pastéis de bacalhau" em vez de "bolinhos de bacalhau"...


DRAGÕES DESILUDIDOS... PERDÃO, DESILUSIONADOS!


O passado mês de Novembro trouxe à Magia alguma visibilidade e destaque em meios de comunicação social onde, escassas vezes, haverá razões para ser citada. Já entenderam que me estou a referir aos media ligados ao fenómeno desportivo e à escolha de um espectáculo mágico (protagonizado por Luís de Matos) para integrar a inauguração do Estádio do Dragão. 

Devido a compromissos do foro mágico assumidos anteriormente não me foi possível estar presente nesse evento, situação que correspondia desde logo, à partida, a uma dupla tristeza (a do mágico e a do portista). Tive portanto apenas oportunidade de ver a gravação do que a RTP transmitiu. 

Quando foi anunciado o efeito da previsão do resultado do jogo, tive, imediatamente, a sensação de dejá vu. E, simultaneamente, a sensação de um anti-climax relativamente à previsão do totoloto. Na realidade, um espectador leigo, mas de raciocínio lógico-matemático medianamente desenvolvido, chegará à conclusão que é muito mais fácil prever o resultado de um jogo de futebol do que uma chave de totoloto. De facto, se considerarmos que, num jogo entre Porto e Barcelona, cada uma das equipas conseguirá marcar, no máximo, 6 golos (o que pessoalmente já acho que é um exagero), o universo possível de resultados distintos será limitado a 49 possibilidades, infinitamente menor que o número gigantesco que corresponde a combinações de 49 elementos, 7 a 7. Mas, mesmo assim, tal previsão foi o que mais terá ilusionado as pessoas e os jornalistas. Visto pela televisão também não teve as características de permanente controle da caixa da previsão que colocaram a «operação totoloto» num outro nível de impossibilidade. 

A fazer fé nas descrições e conclusões de algumas pessoas conhecidas (leigas sob o ponto de vista mágico) que estiveram presentes no estádio, as ilusões do desaparecimento de Luís de Matos de uma caixa suspensa e do aparecimento da equipa do F. C. Porto não os enganaram, o que me deixou triste. Para completar tal estado de espírito, no dia seguinte ao evento, antes de ter visto a gravação televisiva e estando a almoçar num snack-bar portuense, fiquei a saber o processo utilizado para fazer aparecer a equipa portista em cima de um estrado. Foi dito, em voz alta, por quem tinha assistido ao vivo. Dias mais tarde vi a mesma descrição feita numa notícia de jornal, tendo o jornalista revelado que confirmara tal dedução com um dos jogadores que participara na ilusão… 

Será que… ilusões que não ilusionam são Magia?


quarta-feira, dezembro 03, 2003

Chegou o ILUSORIUM


E perguntarão os poucos que ainda não o conhecem: o que é o ILUSORIUM? 


O ILUSORIUM é o novo portal português de MAGIA, que acaba de nascer pela vontade de 3 mágicos portugueses (o VLAD, o RUI MORGADO e eu), mas que foi, desde a primeira hora, apoiado por muitos outros. 

O neófito (ainda só tem 3 dias, portanto, só gatinha...) será, a partir de agora, o porto de abrigo destas palavras que vou alinhavando, mas isso não impede que vá manter este blog, seja com reproduções a posteriori de alguns textos já publicados, seja com a publicação de textos inéditos que, eventualmente, não se enquadrem no referido projecto. 

Entretanto, se visitarem o portal em www.ilusorium.com poderão ler, na coluna NOVAMAGIA, a crónica «Dragões desiludidos… perdão, desilusionados!»


terça-feira, novembro 04, 2003

SERÁ A MAGIA UMA ARTE EM DECLÍNIO?


Nos últimos tempos o Ilusionismo tem sido mencionado, nas páginas do Jornal de Notícias, com alguma assiduidade e relevo. No passado domingo mais uma vez tal aconteceu, não propriamente nas páginas do conhecido matutino portuense, mas sim na revista NOTÍCIAS MAGAZINE que acompanha, fielmente, a edição dominical do JN… e não só! 

O artigo intitula-se "Ilusionistas - A ARTE DA FUGA" e foi incluído na secção "COISAS QUE FASCINAM" da citada revista. Escolha acertada, na minha opinião, pois nada me fascina mais do que a nossa querida ARTE MÁGICA. 

No artigo em questão, a sua autora (Carla Maia de Almeida) dá a sua visão pessoal do fascínio que o Ilusionismo encerra, conseguindo, com alguma frases de belo recorte literário, levar o leitor a recordar experiências mágicas a que assistiu ou a imaginá-las pura e simplesmente. É disso exemplo o seguinte texto, que reproduzo: 

«Nas mãos de um ilusionista, até as coisas mais prosaicas do mundo ganham expectativas irreais, um certo protagonismo que lhes está vedado no quotidiano distraído. Um valete de copas pode não ser só um valete de copas; uma laranja pode não ser só uma laranja. Subtraídas à sua estrita funcionalidade, os objectos integram-se noutra lógica que transforma o banal em fascinante, o aparentemente óbvio em possibilidade insólita.» (sic) 

Digo simplesmente… LINDO! 

No entanto há 3 pontos no citado artigo que me deixaram pouco feliz. 

O primeiro ponto negativo é o próprio título. Parece-me demasiado "redutor" rotular a nossa Arte como A ARTE DA FUGA. Não me restam dúvidas que tal ficou a dever-se à importância que a jornalista encontrou na personalidade de HOUDINI, mas tal fascínio levou-a a cair numa generalização descabida.  

O segundo ponto negativo é o texto inicial do artigo, a saber : «Mágico, inventor, actor, entertainer, jogador, ladrão, sedutor… Na figura do ilusionista convergem uma série de personagens que, a seu modo, fogem às convenções do mundo real e se reinventam numa possibilidade de ficção.» (sic). A inclusão do termo ladrão (e nem sequer usar aspas!) é, quanto a mim, de muito mau gosto e só pode encontrar as suas raízes na "célebre frase" com que muitos de nós já fomos confrontados alguma vez quando somos apresentados como ilusionistas: "Está aqui um ilusionista… Cuidado com as carteiras!"

O terceiro ponto negativo foi o que me deixou mais pensativo. A determinado passo pode ler-se: «Houdini não viveu para assistir ao declínio da arte que o tornou célebre.» (sic). Esfreguei os olhos e fui ler segunda vez. Não tinha visto mal: era mesmo aquilo que estava escrito!!! Interrogo-me quanto à profundidade da investigação jornalística que permitiu à Sra. jornalista obter tal conclusão? Será verdade? Será a MAGIA uma Arte em declínio? Eu digo um rotundo NÃO!


domingo, outubro 26, 2003

ARTE(?) MÁGICA...


Recentemente o Jornal de Notícias lançou uma iniciativa a que já me referi elogiosamente neste blog. Tratou-se da publicação da ENCICLOPÉDIA MÁGICA da autoria de Luís de Matos. 

Na contracapa de tal publicação pode ler-se um texto da autoria de Luís de Matos do qual transcrevo a seguinte frase: 

«O Jornal de Notícias e eu próprio tudo fizeram para que um tal esforço de divulgação pedagógica ajudasse a entender melhor a complexidade e a riqueza criativa da arte mágica.»(sic) 

Neste momento o Jornal de Notícias lançou uma nova iniciativa designada "Os Grandes Mestres da Arte" que é publicitada, em subtítulo, com a seguinte referência: 

«TODOS OS MESTRES. TODAS AS ARTES. TODOS OS DOMINGOS.» 

Curiosamente (ou talvez não...), nesta sua nova iniciativa, o Jornal de Notícias não inclui a Arte Mágica em TODAS(?) AS ARTES... Ficamos, portanto, na dúvida se o Jornal de Notícias considera a MAGIA como ARTE ou não...


terça-feira, outubro 21, 2003

ÍDOLOS COM PÉS DE BARRO…


Todos nós criamos, numa ou noutra situação, ídolos que, mais tarde ou mais cedo, nos proporcionam a desilusão de verificarmos que têm… pés de barro! Num canto recôndito das minhas mais antigas memórias mágicas guardo um episódio que decidi partilhar convosco, o qual se pode enquadrar nesta classificação. 

Corria o ano de 1972. Ainda eu era um neófito nestas coisas da Magia e começara, havia pouco tempo, a integrar o grupo de mágicos dos Fenianos. Na época era habitual, sempre que um mágico estrangeiro nos visitava (por exemplo para actuar num dos casinos nortenhos), realizar-se um "excursão de mágicos" para o ver actuar e, posteriormente, contactar e conversar sobre Ilusionismo. 

Pois nesse mês de Dezembro de 1972 não tivemos apenas a presença de um mágico estrangeiro entre nós, mas sim de um grupo! Tratou-se do espectáculo intitulado “I FESTIVAL INTERNACIONAL DE MAGIA” liderado por Richiardi Jr. que assentou arraiais no Teatro Sá da Bandeira. No final do espectáculo dirigimo-nos à porta de entrada dos artista do referido teatro para cumprimentar Richiardi Jr. e tentar combinar um eventual encontro posterior. 

Enquanto esperávamos pela chegada do artista comentava-se o espectáculo e "dissecavam-se" algumas das ilusões apreciadas. Entre os presentes estavam alguns mágicos portuenses que, até essa noite, eu só conhecia de nome (pela rubrica MAGIA por Cardinal, publicada semanalmente no Jornal de Notícias) e que imaginava serem "muito conhecedores", verdadeiros “monstros sagrados” para um recém-chegado às lides mágicas. 

Pois a determinada altura, quando se procurava descortinar o truque da cadeira De Kolta (em que Richiardi Jr. era soberbo, diga-se de passagem) um dos presentes (curiosamente, um dos que eu considerava mais conhecedor…) afirmou, peremptoriamente, que conhecia um técnico do teatro e ele já lhe tinha dito como tudo funcionava. E lá deixou esta verdadeira pérola: “Estava tudo muito bem ensaiado e sincronizado. A rapariga saía da cadeira e escondia-se atrás de Richiardi Jr., executando os mesmo passos que ele dava até se aproximar da cortina e poder fugir para os bastidores.” 

Desde logo esta explicação me soou a uma enormidade, até porque, nos poucos conhecimentos mágicos que já conseguira obter até essa data, constava a existência de alçapões… mas fiquei calado, pois seria um verdadeiro “sacrilégio” contrariar tão “douto conhecimento”. Até porque nenhum dos restantes presentes contrariou frontalmente a explicação apresentada. 

E foi assim que, pela primeira vez, vi os pés de alguns ídolos...


sábado, outubro 18, 2003

FALANDO DE... CARTAS DE ILUSIONISMO


Tal é o título de uma pequena publicação de minha autoria, editada, no passado mês de Setembro, pela APENAS LIVROS, LDA. e integrada na colecção BISCA LAMBIDA

Nesse pequeno livrinho (onde não se explicam quaisquer truques...) reuni um conjunto de 3 artigos, publicados na FOLHA MÁGICA (C.I.F.) entre Julho e Setembro de 1995, intitulados FALANDO DE... CARTAS DE JOGAR.


terça-feira, outubro 14, 2003

MAGOMIGUE ESTEVE NO PORTO


MAGOMIGUE, o categorizado mágico espanhol que, no passado mês de Julho, em Haia, obteve o 1º PRÉMIO no concurso de Cartomagia da FISM 2003, esteve no Porto para realizar um espectáculo integrado num evento de divulgação turística de Granada e teve a gentileza de me convidar a assistir. 

Já algumas vezes me questionei, ao assistir a algumas actuações de mágicos que "fazem furor" em congressos e festivais mágicos, se as respectivas actuações obtêm o mesmo impacto quando se apresentam perante público leigo. Relativamente a MAGOMIGUE nunca tive dúvidas que as suas actuações perante público leigo seriam tão bem recebidas (ou melhor, se possível…) como o são quando trabalha para mágicos. Mas se tivesses dúvidas, elas teriam ficado dissipadas, pois a respectiva actuação foi um sucesso que, estou certo, vai perdurar na memória de quem a ela assistiu. 

Mas, mais do que elogiar o respectivo trabalho, trago este assunto ao meu blog para registar a postura de um ARTISTA que, apesar de ser CAMPEÃO MUNDIAL DE CARTOMAGIA, não se isola da comunidade nem vira as costas aos amigos mágicos e continua a ter o mesmo carácter que tinha antes de obter o referido galardão. É inequivocamente a postura de um ARTISTA com "A grande" e um exemplo que muitos deveriam seguir… 

PARABÉNS, MIGUEL! E desejo-te um sucesso cada vez maior na tua carreira.


domingo, outubro 05, 2003

MEMÓRIAS...


A leitura de um recente post no forum ILLUSION MAKERS (http://root.haz.dk/masters.haz.dk/www/phpBB2/index.php) trouxe-me algumas memórias do passado... E como recordar é viver, decidi partilhar convosco, fiéis e ávidos leitores, essas memórias... Aqui vão elas... 

Há uns anitos (talvez mais de uma dezena...) num dia de reunião do C.I.F. apareceu um sócio com uma "novidade". Não era um truque ou ideia nova mas, simplesmente, um baralho de cartas miniatura. Mas era realmente um baralho miniatura de uma dimensão como eu nunca vira antes. Aliás tal baralho estava dentro de uma caixa de plástico transparente que constituía o adorno de um porta-chaves. 

Esse sócio do C.I.F. não tinha qualquer ideia quanto ao "aproveitamento mágico de tal baralho". Desde logo sugeri o seguinte efeito: 

Um espectador seleccionava uma carta num baralho normal e voltava a colocá-la no mesmo. O mágico, usando o porta-chaves como pêndulo, descobria a carta escolhida e, em seguida, mostrava que o pêndulo era realmente mágico, pois a carta do mini-baralho do mesmo valor da carta escolhida estava virada ao contrário no meio das restantes. 

Passado algum tempo esse sócio do C.I.F. passou a vender esse efeito na sua banca. Eu sei que ele teve o mérito (?) de encontrar uma solução para o efeito, mas não seria descabido fazer uma referência a quem tinha sugerido tal efeito em primeira mão... 

Dar os créditos certos na hora própria só dignifica quem o faz. E quem não o faz, mesmo quando não afirma explicitamente que a ideia é sua, deixa que essa noção de paternidade acabe por ficar na mente dos seus leitores. 

Enfim... os anos passam... mas há pessoas que não conseguem mudar de atitude...


quinta-feira, outubro 02, 2003

MAGICVALONGO 2003… ARTISTICAMENTE FALANDO


No plano artístico o MAGICVALONGO 2003 teve momentos de muito elevado nível. 

Em primeiro plano estão por mérito próprio as prestações de:
 - SIMON LOVELL (uma conferência notável e uma actuação na GALA DE CLOSE-UP que simplesmente foi… de arromba!!!); 
- DAN HARLAN (uma conferência muito boa e uma actuação na GALA DE CLOSE-UP onde criou momentos mágicos com uma clareza que me parece inultrapassável); 
- JEROME MURAT (uma actuação na GRANDE GALA INTERNACIONAL que transmitiu a todos os presentes uma sensação de verdadeira Magia).
 
Não me repugna dizer que bastariam os momentos proporcionados por estes 3 ARTISTAS para considerar o MAGICVALONGO 2003 com saldo francamente positivo. Mas também há que registar, outros pontos positivos, a saber: 
- Na GRANDE GALA INTERNACIONAL as boas prestações de SERGI BUKA, ANDY GONZALEZ, PATRICK DROUDE e ARNO
- Na GALA DE CLOSE-UP a boa prestação de HENRY EVANS
- As conferências de PATRICK DROUDE (curiosamente explicou parte da sua rotina de palco), DAN GARRETT e HENRY EVANS
- Na GALA DE JOVENS TALENTOS a boa prestação de DAVID SOUSA

Mas também houve momentos negativos que não podem deixar de ser apontados. 
- A GALA DE JOVENS TALENTOS foi, de um modo geral, fraca. Na minha opinião além do DAVID SOUSA (que já destaquei anteriormente) só o espanhol ÁRESON mostrou justificar a "convocatória". Todos os restantes tiveram actuações que deixaram a desejar (uns mais que outros, é claro…). Até o apresentador (SALAZAR RIBEIRO) que é um "velho talento" na arte da apresentação esteve a léguas daquilo que já mostrou saber fazer… a ponto de deixar o público pensativo com este saboroso naco de prosa: "…um ovo.. oco por dentro…". Ora no final da gala todos se interrogavam como seria um "ovo… oco por fora" 
- A GALA DE CLOSE-UP teve um péssimo alinhamento dos artistas. Posteriormente soube que tal se ficou a dever ao facto de alguns artistas também trabalharem na Gala de Palco que decorria na outra sala (para público leigo)… Mas depois de SIMON LOVELL (segundo artista a actuar) a gala desceu demasiado… 
- MR. LAPIN não esteve bem na apresentação da GALA DE CLOSE-UP. Tem a atenuante de ter sido "convocado" à última hora, como substituto do apresentador previsto, mas acho que, mais do que isso, é que lhe faltava um palco.. e o Manuel Coelho é um "animal de palco". Para cúmulo, SAVIL irrompeu no final da GALA DE CLOSE-UP para distribuir os "prémios de assiduidade" e nem permitiu que os artistas fossem chamados para o aplauso final… Foi uma cena uma bocadinho patética…

terça-feira, setembro 30, 2003

MAGICVALONGO 2003 - MAIS VALE TARDE QUE NUNCA…


Pois é mesmo assim, como diz o povo na sua infinita sabedoria... MAIS VALE TARDE QUE NUNCA

Por isso, nesta primeira apreciação a factos do MAGICVALONGO 2003 não posso deixar de fazer referência a dois aspectos MUITO POSITIVOS que registei no evento e que faço questão de realçar neste meu blog

A primeira situação mostra que a Comissão Organizadora do MAGICVALONGO está empenhada em credibilizar o respectivo concurso. E essa credibilização passava obviamente pelo afastamento de membro do Júri do autor de A SENA DOS 4 TRISTES, cujos plágios desmascarei, oportunamente, perante a comunidade mágica portuguesa. Não tenho a veleidade de pensar que foram as minhas palavras que os sensibilizaram em tal matéria pois sei que há pessoas que preferem as MENTIRAS de outros em detrimento das VERDADES ditas por mim. Mas claro que não poderiam fazer "orelhas moucas" quando as MESMAS VERDADES que eu dissera foram repetidas por outras pessoas mais credíveis... 

A segunda situação tem a ver com um cartaz que dava destaque, em exclusivo, aos mágicos portugueses presentes no evento como convidados. Depois de, em anos anteriores, ter criticado o pouco (em alguns casos nenhum...) destaque que era dado à presença dos ilusionistas portugueses convidados, apraz-me registar esta alteração de atitude. Também neste caso, não tenho a veleidade de pensar que as minhas palavras tenham sido escutadas... mas, tal como diz o povo na sua infinita sabedoria, ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO BATE ATÉ QUE FURA.


quarta-feira, setembro 24, 2003

ENCONTROS MÁGICOS COIMBRA 2003


No passado sábado fui até à Capital Mundial (quiçá mesmo Europeia…) da Magia. Por outras palavras, fui a Coimbra onde tive oportunidade de assistir a um dos momentos de MAGIA DE RUA e à GALA INTERNACIONAL no TAGV. 

O programa geral dos ENCONTROS MÁGICOS COIMBRA 2003 tinha como subtítulos 7º FESTIVAL INTERNACIONAL DE MAGIA DE COIMBRA e 2ª MOSTRA EUROPEIA DE MAGIA SUB-21. Não sendo o programa transparente quanto ao que é o quê no conjunto da programação, não se percebe muito bem a necessidade de atribuir 3 designações diferentes. 

Mas há quem diga (algumas más-línguas, concerteza…) que a designação de festival internacional serve apenas para desmentir a Câmara Municipal de Valongo quando anuncia (ver http://www.cmvalongo.net/cultura.htm) o MagicValongo como “Único Festival Internacional de Ilusionismo existente em Portugal” (sic). E também há quem diga que a MOSTRA EUROPEIA DE MAGIA SUB-21 não é nada. E eu concordo, pois NADA vi que possa ser designado como tal… 

No que se refere a MAGIA DE RUA vi actuar JJ (como apresentador) Rafael Benatar, Mark Mitton, Javier Benitez, Malakatin e Flikto. Peter Wardell, embora estivesse anunciado no programa, não compareceu. Porquê? Não sei porque tal não foi esclarecido aos presentes… Apesar de ser um espectáculo de rua, onde ninguém paga bilhete, se há um programa que é divulgado, tal deveria ser cumprido à risca, penso eu de que… 

JJ apresentou pouca magia, embora se perceba que sabe estar na rua; no entanto está sempre limitado por estar a trabalhar para um público que, maioritariamente, não entende inglês. 

Mark Mitton dançou muito (e mal, na minha opinião…) e fez pouca magia; algumas “palhaçadas” foram bem recebidas pelo público. 

Rafael Benatar e Javier Benitez são bons mágicos de close-up mas a rua não é o seu ambiente natural, pelo que as respectivas actuações se ressentiram de tal facto. 

Malakatin foi, quanto a mim, o que esteve melhor de todos, pelo ritmo e pela relação estabelecida com o público presente. 

Por fim, Flikto apresentou uma boa ideia para animação mágica de rua, mas o “recheio” de truques utilizado não foi, a meu ver, o mais indicado; também pecou por ser uma actuação demasiado longa. 

Na GRANDE GALA INTERNACIONAL, realizada no TAGV, estavam previstos os seguintes actuantes: Aaron, Kevin James, Laurent Beretta, Magic Wave, Mark Mitton e Peter Wardell e Merche Romero (apresentadora). Além destes também teve um pequena intervenção Topper Martyn, a qual aconteceu no âmbito da homenagem que os Encontros Mágicos lhe tributavam. 

Comparada com Galas de anteriores Encontros Mágicos esta deixou muito a desejar, a começar por Merche Romero. Alto aí! Não se trata desse “desejar” que certas mentes libidinosas estão a pensar… Acontece que Merche Romero não tem presença nem arcaboiço para apresentar uma gala ao vivo. Não basta ter uma carinha laroca e um corpinho “danone” para se ser apresentadora. Este erro é tanto mais grave quanto é verdade que, há 2 anos atrás, aconteceu algo de muito semelhante com Elsa Raposo. Não se entende a repetição dum erro fulcral quando se sabe a importância que uma boa apresentação tem no êxito final de uma gala. E, por falar em final, também não percebi como é escolhido o número de escapismo de Mark Mitton para fechar a gala. Um número de escapismo em que não há qualquer controle das correntes, dos aloquetes, do bidão,… enfim, de nada, não deveria ter lugar na gala. 

Também me pareceu um erro a intervenção mágica de Topper Martyn. Teria sido preferível levantar-se do lugar, ouvir uma salva de palmas e voltar a sentar-se. 

Para terminar a referência aos pontos negativos (na minha opinião) achei demasiado longo o slide show com que se iniciou a gala. Tal foi notório pelo facto de ter sido exibida 2 vezes a mesma sequência de slides

Mas a gala também teve bons momentos. Refiro-me às actuações de Peter Wardell e Kevin James. Relativamente a Peter Wardell, sendo um mágico de rua (que, infelizmente, não tive oportunidade de ver no seu ambiente natural, conforme já referi) encheu o TAGV com a sua magia com covilhetes. Quanto a Kevin James apresentou com mestria algumas das suas criações e deu espaço para o seu ajudante anão brilhar como mimo/clown. Embora esta intervenção, por demasiado brejeira, pudesse ser mal recebida, acho que tal não aconteceu. 

Os restantes actuantes estiveram no nível esperado (goste-se ou não do respectivo estilo) e, a meu ver, não foram as respectivas intervenções que "desvalorizaram" a gala. 

Conclusão: com uma bom apresentador (em vez de uma apresentadora boa…) e um bom número para fechar a gala eu teria saído, no final, com um impressão muito mais positiva. Mas eu é que devo ser muito exigente… pois o público presente tributou um demorada ovação de pé no final da gala, respondendo adequadamente à música estimuladora de tal atitude… Portanto, tudo está bem quando acaba assim. Ou não será?


quarta-feira, setembro 17, 2003

"CAPITALISMO" MÁGICO


Podemos ser um país pequeno, mas não nos faltam CAPITAIS! Calma, Srª Ministra das Finanças, não me refiro a esses capitais… Refiro-me a... CAPITAIS MÁGICAS!!! 

Pois é… 

Em 2000 realizou-se em Lisboa o Congresso Mundial da FISM (Federação Internacional das Sociedades Mágicas), que reuniu mais de 2000 mágicos participantes, pelo que, com alguma propriedade (penso eu de que...), se poderia referir Lisboa como Capital Mundial da Magia

Em 2001 o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Valongo achou que o concelho de Valongo não podia ficar atrás de Lisboa e (...abracadabra...) toca de apelidar Valongo como Capital Mundial da Magia, devido à realização do MagicValongo, um evento que reúne aproximadamente uma centena e meia de mágicos participantes. 

Em 2002, por ocasião de mais um MagicValongo, tivemos de novo, o concelho de Valongo como Capital da Magia, dessa vez sem usar o adjectivo “mundial” ou qualquer outro que delimitasse o “território” afecto à “soberania” de tal capital… Em último caso ninguém poderia contestar que Valongo fosse considerada a Capital Concelhia da Magia… 

Neste momento estão a decorrer os Encontros Mágicos de Coimbra que, segundo o Jornal de Notícias, contam com a presença de cerca de “uma dúzia mágicos provenientes de sete países” (sic). Luís de Matos esteve presente, no passado Domingo, na qualidade de organizador de tais Encontros, no programa “DOMINGO É DOMINGO” da RTP1 e referiu-se a Coimbra como Capital Mundial da Magia. No dia seguinte no Jornal de Notícias o mesmo evento foi “despromovido” para Capital Europeia da Magia… 

Na próxima semana teremos mais um MagicValongo. Será novamente Capital da Magia? Mundial? Europeia? Portuguesa? Distrital? Aceitam-se palpites. 

No meio de tanto “capitalismo” parece haver muita falta de ambição, pois ainda ninguém achou apropriado designar um evento como CAPITAL INTERGALÁCTICA DA MAGIA. E com esta falta de ambição continuaremos a ser um país pequenino…


quinta-feira, setembro 11, 2003

ENCICLOPÉDIA MÁGICA


Afinal a ficha nº 60 da Enciclopédia Mágica, apesar de ser apenas intitulada JOLSON E AGUILLAR, também dedica duas linhas a MARTINS OLIVEIRA. 

É pouco (muito pouco, mesmo!), mas aqui fica a devida ressalva relativamente ao meu anterior post sobre esta matéria.


quarta-feira, setembro 10, 2003

A MAGIA PORTUGUESA DE VENTO EM POPA


Portugal pode orgulhar-se de também já ter o seu mágico... perdão, hipótese de mágico mascarado. 

Somos portanto o segundo país (logo a seguir aos E.U.A.) a estar na vanguarda da construção da "MAGIA" do futuro... Mas como somos um país pequenino o nosso "mágico mascarado" é mais fraquito e... DE MAGIA NÃO PERCEBE PATAVINA. Só sabe escrever e-mails anónimos... 

Portanto... se calhar não lhe deveremos chamar "mágico mascarado"... Talvez seja mais apropriado chamar-lhe... ENERGÚMENO MASCARADO.