sábado, maio 09, 2020

Faleceu ROY HORN


Vitimado pela COVID-19 faleceu Roy Horn da célebre dupla de mágicos Siegfried and Roy, que, durante décadas, foram super-estrelas do mundo do espectáculo em Las Vegas. Paz à sua alma.

A melhor maneira de o homenagear será assistir a uma das primeiras aparições da dupla no pequeno ecrã. 


sexta-feira, maio 08, 2020

CONDE D'AGUILAR


Mais um "tesourinho" que descobri nos Arquivos da RTP. 

Neste video (a partir do minutos 19:46) pode ser vista um breve entrevista (intercalada com excertos de actuação)  realizada a Conde d'Aguilar que, em meados do Século XX era o ilusionista português mais conhecido. 

Aos minutos 4:13 e 4:40 podem ser vistos os posters com que se anunciava a sua presença no elenco do Circo Americano.


quarta-feira, abril 29, 2020

THE PRESENT esgotou... antes de estrear!


Esgotado (antes de estrear...) no primeiro dia em que os bilhetes foram postos à venda!


terça-feira, abril 28, 2020

THE PRESENT



Momentos do passado que suportam THE PRESENT.

segunda-feira, abril 27, 2020

ILUSIONISTA PORTUGUÊS HELDER GUIMARÃES CRIA ESPETÁCULO VIRTUAL E INTERATIVO EM LA

 

Este é o título da notícia da Lusa publicada ontem no website da RTP e que pode ser vista aqui. Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, o respectivo conteúdo.

Ilusionista português Helder Guimarães cria espetáculo virtual e interativo em LA

por Lusa

O ilusionista português Helder Guimarães vai lançar, a 7 de maio, o seu novo espetáculo "The Present", criado para a Geffen Playhouse, em Los Angeles, num formato `online`, ao vivo a partir da sua casa.

Com duração de 45 a 50 minutos e limite de 25 bilhetes por sessão, "The Present" combina elementos de peça de teatro com espetáculo de magia, em que Helder Guimarães conta histórias e interage com a audiência através de uma plataforma `online` segura.

"O objetivo era desafiar a ideia de que tínhamos de estar no mesmo espaço para partilhar a sensação [de um espetáculo de magia]", disse à Lusa o mágico português. "Vai haver um cuidado estético, luz, som, todos os elementos que fazem parte de uma peça de teatro estão a ser trabalhados da mesma forma, mas num ambiente alternativo".

A Geffen Playhouse, que albergou o espetáculo anterior de Helder Guimarães, "Invisible Tango", tem em funcionamento a iniciativa Geffen Stayhouse para manter a conexão entre os artistas e o público durante o confinamento provocado pela pandemia de covid-19.

Esta é a primeira produção de longa duração do formato e o calendário inicial prevê oito sessões semanais durante um mês.

A intenção, porém, é alargar o conceito a audiências internacionais e com isso estender o tempo em que o espetáculo estará em cena. Tal não acontece para já por questões logísticas, uma vez que "The Present" não é apenas um evento `online`: cada pessoa que comprar bilhete vai receber um pacote mistério pelo correio para abrir na hora do espetáculo.

"Há outros elementos que não é só o que se está a ver no ecrã e não só o facto de se poderem conectar", explicou o ilusionista. "Estamos a trabalhar para fazer isto noutros horários e para outras zonas do mundo".

A realização está a cargo de Frank Marshall, um peso-pesado de Hollywood com várias nomeações aos Óscares no currículo, e o cenário tem a mão de François-Pierre Couture, com dramaturgia de Amy Levinson.

A inspiração para o espetáculo veio de um momento importante na infância de Helder Guimarães, depois de ser atropelado aos 11 anos. "Tive um ataque epilético assim que sofri o acidente e nessa altura tive de ficar em casa durante um mês, até fazer testes e eles perceberem que eu não tinha consequências a nível definitivo".

Esse mês de quarentena marcou-o e foi com essa experiência em mente que escreveu "The Present", um espetáculo que "tem a mesma dinâmica que uma peça de teatro, é uma história e há magia pelo meio".

Os bilhetes serão postos à venda na próxima semana, por 60 dólares cada, e a Geffen Playhouse já tem "muitas pessoas interessadas em comprar", incluindo empresas e grupos que querem vivenciar o espetáculo juntos - de forma virtual.

Depois do lançamento, será averiguado o alargamento internacional e a marcação de mais datas. "Há uma grande possibilidade de isto ser estendido durante algum tempo, até porque a oportunidade de ver espectáculos ao vivo neste momento não existe", frisou o ilusionista. "Ainda não há uma ideia clara de como isso vai acontecer, mesmo quando as restrições forem levantadas. As pessoas não se vão poder sentar lado a lado nem em filas consecutivas", avisou.

Considerando que a Geffen está a ser "pioneira" com este projeto, Helder Guimarães acredita que mais artistas vão "pensar em produções que faça sentido fazer num formato `online`".

O ilusionista vai mesmo participar numa teleconferência com outras pessoas ligadas ao teatro, em Los Angeles, para debaterem o futuro desta arte. "Sinto que, possivelmente, os próximos tempos vão ser de reinvenção do próprio teatro", afirmou.

"Não que depois não voltemos às salas e a querer estar frente-a-frente com as pessoas. É o que me faz levantar de manhã, criar coisas para poder partilhar ao vivo", ressalvou. "Os `performers` ao vivo vão pensar nisso e tentar reinventar-se, cada um na sua forma".

O formato `online` que preparou "é muito interativo", com todos os elementos do público a verem-se uns aos outros e a assistirem às interações de Helder Guimarães com alguns deles. "São 25 pessoas por espectáculo e todas elas vão participar de uma forma ou de outra, vão tomar decisões diretas no espetáculo", referiu. "É importante que seja um grupo pequeno para permitir que toda a gente tenha essa sensação".

"The Present" marca o regresso do mágico, depois da suspensão dos projetos em que estava a trabalhar, por causa da pandemia, e depois da aclamação da crítica e do público no ano passado pelo espetáculo "Invisible Tango".

ARYG // MAG

Lusa/Fim

quarta-feira, abril 22, 2020

THE PRESENT


"THE PRESENT" é o novo espectáculo (virtual) de Helder Guimaraes que estreia brevemente no âmbito da iniciativa GEFFEN STAYHOUSE.




segunda-feira, abril 20, 2020

Um tributo a SLYDINI... com piada.

 

Um engraçado tributo a SLYDINI pode ser visto neste post do Facebook.


quinta-feira, março 19, 2020

FALECEU FERNANDO COIMBRA “JOFERK”


A notícia apareceu-me de chofre num post partilhado no Facebook: faleceu José Fernando Coimbra... Nunca ninguém está preparado para a partida de um amigo com quem se partilhou tantos e tantos momentos mágicos!

Na minha opinião, o Coimbra foi o ilusionista nortenho de mais relevo da sua geração. O seu “savoir-faire” e o seu talento inato para a magia mereceram, sempre, uma quase unanimidade elogiosa por parte dos seus confrades mágicos de norte a sul do país. E a sua vontade de ajudar os “aspirantes a mágicos” que apareciam foi, sempre, inexcedível. Por vezes prejudicava-se a si próprio para ajudar os outros. Grande HOMEM... Mais ainda do que grande MÁGICO!

E o Coimbra nunca reivindicava para si próprio os louros das iniciativas que liderava ou das ideias que lançava para outros brilharem. O Coimbra pode mesmo ser considerado primeiro responsável por haver, em toda a história da FISM, um Campeão Mundial de Magia de nacionalidade portuguesa. De facto, se o Coimbra não me tivesse incutido o gosto pela magia de proximidade, nomeadamente pelos truques com cartas, eu nunca teria podido transmitir tal gosto ao meu filho. Seguidamente transcrevo alguns excertos do meu livrinho “25 ANOS MAGICANDO...”, nos quais é possível ter uma noção da importância que sempre atribuí ao MESTRE JOFERK.

[...]

Creio que não falhei a presença num único desses espectáculos [Pica-Pau], [...]. Foi, nesse programa, que adoptei o meu primeiro ídolo no âmbito do Ilusionismo. Adivinham de quem se tratava? Se responderam JOFERK, acertaram.

[...]

Esse espectáculo que, inicialmente, estava previsto ser integrado, apenas, por artistas amadores principiantes, acabou por registar a presença de vários artistas consagrados, entre os quais aquele ilusionista que era o meu ídolo: JOFERK. Imaginem os sentimentos contraditórios que então me assaltaram: por um lado o júbilo de ir conhecer, pessoalmente, aquele mágico que considerava como modelo de referência e por outro lado o receio de ver a minha actuação menos apreciada ao estar sujeita a comparação com tão excelente ilusionista.

[...]

Como era habitual no final de tal tipo de espectáculo houve um convívio entre os artistas intervenientes e foi aí que me apaixonei pelo... close-up. Foi decididamente um caso de amor à primeira vista fruto de uma impecável exibição informal de JOFERK, de que ainda recordo o “Chop Cup” e a “Carta Polaroid”. O que aí presenciei em cartomagia nada tinha a ver com os enfadonhos truques de cartas que, até essa altura, se haviam cruzado comigo nas minhas leituras mágicas. Também o JOFERK me convidou a aparecer no CIF, depois de passar o Verão.

[...]

A partir do último trimestre de 1972, sempre que os estudos permitiam, aparecia nos Fenianos e na respectiva filial de Mouzinho da Silveira: A Fogueira das Meias. Atravessei uma fase de descoberta do Ilusionismo e aprendizagem constante em que o contributo do Coimbra foi, como sempre reconheci, fundamental.

[...]

A partir de hoje, com a partida do Coimbra, a Magia portuguesa fica, irremediavelmente, mais pobre.

PAZ À SUA ALMA.


TESTE OS SEUS CONHECIMENTOS MÁGICOS


Vivemos hoje numa época em que a informação que nos invade é em tão grande quantidade que temos, por vezes, dificuldade em separar a que deve ser retida daquela que é supérflua.

Entretanto, com o isolamento social que estamos “obrigados”, sobra-nos tempo suficiente para testar os nossos conhecimentos e a nossa capacidade de retenção da informação a que temos acesso. É essa a proposta que hoje aqui trago, suportada num teste que elaborei, exclusivamente, com informações obtidas em jornais e revistas de ampla divulgação. Faço votos que se divirtam na respectiva resolução.

TABELA PARA CLASSIFICAÇÃO

- Com 13 a 16 RESPOSTAS CERTAS

A sua capacidade de retenção ultrapassa os limites do razoável. Pode ter problemas por reter informação que não lhe serve para nada. Tenha muito cuidado.

- Com 9 a 12 RESPOSTAS CERTAS

A sua memória apresenta pouca selectividade na escolha da informação a reter. Deverá esforçar-se em aumentar a sua capacidade de filtragem da informação que lhe chega.

- Com 5 a 8 RESPOSTAS CERTAS

Demonstra já uma elevada preocupação na selecção da informação que lhe é útil. No entanto por vezes é traído pelo seu lado coscuvilheiro. Deve precaver-se.

- Com 0 a 4 RESPOSTAS CERTAS

Parabéns. Está no caminho certo. É suficientemente selectivo na memorização de informação que lhe é proporcionada. Não se descuide.

Daqui a alguns dias (de certeza antes de terminarmos esta fase de isolamento social), deixarei a listagem das respostas certas, para satisfação da vossa curiosidade. Depois poderão avaliar o vosso grau de retenção de informação, de acordo com as respostas certas dadas.

Votos de boa saúde, mantenham-se em casa e passemos ao teste.

TESTE

1. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “A gente nova começa a interessar-se pela magia. Aderem facilmente e procuram aprender rapidamente as coisas que eu e os meus colegas, mais velhos que eles, temos para lhes ensinar.”

a) Cardinal

b) Joferk

c) Savil

d) Saiur

2. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Queremos fazer dessas jornadas momentos inesquecíveis de fascínio, envolver o público nos fluidos de sortilégio e sedução que são a regra de ouro da tantas vezes maltratada mas sempre lídima arte ilusionista.”

a) Joy

b) Fred Allen

c) Rovit

d) Martorelly

3. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “O importante é saber-se dominar o público, ser-se rápido e estar-se à vontade.”

a) D. Aguinaldo

b) Conde de Aguilar

c) O Grande Zény

d) Mr. Feller

4. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “O meu sonho é fazer desaparecer do palco um elefante.”

a) Damião

b) Jodivil

c) Anork

d) Atsoc

5. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Há no meu trabalho ciência, muitos anos de estudo de psicologia, mas aliada à arte. Só destes dois elementos é que sai o espectáculo, que é fruto de vinte e cinco anos de trabalho.“

a) Cardinal

b) Prof. Karma

c) Dr. Cardoso

d) Prof. Herrero

6. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: ”Nós não inventamos nada, os números compram-se e depois o que é preciso é muita destreza e gosto. Há tipos que têm óptimos aparatos e nunca conseguem fazer nada de jeito...”

a) San Martiny

b) Ferkar

c) O Grande Zény

d) Maury

7. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Eu olhava mais à parte do espectáculo do que propriamente à técnica porque nunca fui um artista de muita técnica, porque o meu género era cómico. A magia cómica não se presta muito a técnica. Um manipulador é mais mágico que um indivíduo de magia cómica.”

a) Mr. Lapin

b) Manolo

c) Great Herby

d) Prof. Virgolino

8. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Como tenho dito repetidamente, nada é feito com truques de câmaras.”

a) David Copperfield

b) Paul Daniels

c) Siegfried (and Roy)

d) Luís de Matos

9. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Penso que se tivesse milhares de contos, como ele [David Copperfield], faria proezas semelhantes, como fazer desaparecer o Castelo de S. Jorge ou a Estátua do Rossio!”

a) Serip

b) Damião

c) Luís de Matos

d) Anork

10. Identifique o ilusionista que tem um cachet de 1200 contos em época baixa.

a) Maik Magic

b) Luís de Matos

c) Serge & Faty

d) Aquiles e Hortense

11. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Não tenho tempo para ter namoradas.”

a) Luís de Matos

b) Helder

c) Ricardo

d) Damião

12. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “As pessoas mudam de canal assim que lhes aparece um programa de magia porque a associam à imagem de um senhor vestido de preto e asa-de-grilo que faz aparecer caixas e lencinhos e se calhar faz aparecer quatro lenços de um sítio onde cabia perfeitamente um elefante.”

a) Luís de Matos

b) Joferk

c) Fred Allen

d) Mr. Lapin

13. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Navego no reino da espontaneidade, do imprevisto e, tudo quanto acontece no espectáculo é fruto da criatividade do momento.”

a) Jeff McBride

b) Paul Daniels

c) Manolo

d) Juan Tamariz

14. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Sou capaz de fazer desaparecer um ‘Jumbo’ da TAP.”

a) Jodivil

b) Anork

c) Rovit

d) Hortiny

15. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “Pode ser-se muito rápido, muito hábil, muito esperto, mas se não se for inteligente, não se pode ser um bom ilusionista.”

a) Mr. Lapin

b) Rovit

c) Joferk

d) Salguery

16. Identifique o ilusionista que disse o seguinte: “A magia sempre me maravilhou, mas sempre a entendi como algo mais do que o simples fazer saltar de um chapéu meia dúzia de coelhos ou transformar um lenço numa pomba.”

a) David Copperfield

b) Pedro Lacerda

c) Luís de Matos

d) Paul Daniels



segunda-feira, março 16, 2020

Uma mensagem mágica

 

Helder Guimarães gravou uma mensagem mágica em tempos de pandemia. Ela pode ser vista aqui.


sexta-feira, outubro 11, 2019

Quando DAVID COPPERFIELD era DAVINO

 

m texto sobre os primórdios da ligação de David Copperfield à Arte Mágica pode ser lido aqui.


INTERPRETING MAGIC de David Regal



INTERPRETING MAGIC é o mais recente livro da autoria de David Regal, o qual inclui mais do que 30 conversas com mágicos com contributos significativos para a Arte Mágica. 

A lista de entrevistados (nos quais está incluído Helder Guimarães) pode ser vista no índice do livro, o qual pode ser visto aqui.

The Other Side Of Magic

 

Série de mini-documentários dedicados à Magia dirigidos pelo ilusionista italiano Marc Casellato.

Seguidamente se apresenta o primeiro episódio dedicado a Howard Thurston.



quarta-feira, setembro 11, 2019

Humor para mágicos

 

Um video com humor para mágicos!


sábado, julho 13, 2019

A OPEN HOUSE PORTO 2019 E O CIF


Realizou-se, no fim de semana 29-30 de Junho de 2019, o evento OPEN HOUSE PORTO. Tendo presente as críticas que teci à participação do Clube Ilusionista Fenianos na edição 2018 de tal evento, tive curiosidade em verificar se as mesmas tinham “caído em saco roto” ou se, pelo contrário, o ano que mediou entre as duas edições do evento teria sido aproveitado para elaborar uma participação à altura da importância histórica que o CIF tem no panorama do Ilusionismo nacional.

Há que começar por reconhecer que, na sua maioria, as críticas não “caíram em saco roto” pois não se repetiram muitos dos erros, então, apontados. No entanto, a “estratégia” adoptada para não cometer tais erros foi, no meu ponto de vista, a menos indicada. E qual foi essa estratégia? Foi escrever menos e “passar a bola” a outro, reproduzindo (com alguma adaptação/edição) o que havia sido publicado em 1979, ou seja, há 40 anos!… 
Parece impossível que uma agremiação, que completou, precisamente este ano, 60 anos de existência, queira transmitir de si mesma uma imagem suportada, principalmente, no primeiro terço da sua existência. Parece que depois disso, há muito pouco a realçar, mas, curiosamente, merecem amplo destaque as chamadas para direcções do CIF de Ana Maria Meixieira “Niké Bás” (2009 e 2017). Ora como Ana Maria Meixieira faz parte da actual direcção do CIF, parece haver aqui um espírito demasiado egocêntrico na elaboração da história mais recente do CIF.

No entanto, a reprodução adaptada de um texto já publicado leva a cair na esparrela de voltar a pôr “preto no branco” erros existentes na publicação original. 
Por isso, a determinada altura, pode ler-se: “[…] apenas em 1961, em Liège (Bélgica), e em 1976, em Viena de Áustria, se tornou possível a participação do C.I.F. em Congressos da F.I.S.M. Em Liège, por intermédio do Eng. Camacho Barriga e em Viena, através de uma representação constituída por 9 elementos - 6 associados ilusionistas, 3 dos quais se fizeram acompanhar das duas esposas (e suas partenaires).” (sic)
Mesmo que esta asserção fosse verdadeira (e não o é, como adiante mostrarei) comete, no meu ponto de vista, o erro de tratar de forma desigual aquilo que é igual. Então o representante do CIF na FISM de 1961 merece ter o seu nome referenciado e os representantes do CIF na FISM de 1976 não merecem idêntico tratamento?
Não tenho presente elementos que me permitam dizer se houve ou não representantes do CIF nos Congressos FISM de 1964, 1967 e 1970, mas posso garantir que houve 4 elementos a participar em representação do CIF no Congresso FISM de 1973 (Paris), até porque eu fui um deles!
Mas será que esta situação é apenas do conhecimento restrito dos próprios? Seria impossível ao autor do texto de 1979 ou a quem o copiou (e adaptou) em 2019 terem tal conhecimento? A resposta a ambas as perguntas é… NÃO! Na rubrica “Magia por Cardinal” que era, com regularidade, publicada aos domingos no Jornal de Notícias apareceram as seguintes referências:
- Em 1 de Julho de 1973. no artigo titulado “Gente do Porto no F.I.S.M. - 73” estavam referenciados os nomes dos participantes do CIF, a saber, “Joferk, Marques Pinto, Jomaguy e Homero Rocha” (Nota: há um erro nesta lista, pois não foi Marques Pinto que se deslocou a Paris, mas sim Manuel da Costa);
- Em 8 de Julho de 1973 foi publicada a fotografia do Dr. Homero Rocha com a seguinte legenda: “De Rock, ilusionista do C.I.F. (Clube Fenianos), é uma das presenças do Norte no F.I.S.M. - 73, que hoje termina em Paris."
Também no Dicionário do Ilusionismo em Portugal de Camacho Barriga (Jónio) estão referenciados (página 97) os portugueses que participaram no Congresso FISM de 1973. Embora não estejam discriminados os que eram sócios do CIF, é mais ou menos fácil reconhecer os respectivos nomes.
A acrescentar a este erro reproduzido do texto de 1979, há “opção calaceira” de não fazer qualquer investigação quanto à presença de representantes do CIF nos Congressos FISM de 1979 até ao presente. Será assim que se contribui para a dignificação do Ilusionismo e do Clube Ilusionista Fenianos?… Eu acho que não.

Mas também houve erros que se repetiram do ano transacto. Por exemplo, no painel “História do Clube Ilusionista Fenianos”, por baixo do emblema do CIF estava escrito “Clube Ilusonista Fenianos”. E o pior é que tal erro era replicado no pequeno opúsculo “Venha conhecer as muitas histórias que o Clube Fenianos tem para contar” que era distribuído aos visitantes. E, em tal opúsculo, o erro era a duplicar pois o capítulo dedicado ao CIF tinha como título “A história do Clube Ilusonista Fenianos”. 
Em tal opúsculo foi apresentada como “Fundadores” a mesma foto utilizada no ano passado, que, tal como eu referi, incluía um ilusionista inglês (Victor Peacock) que era apenas visita assídua do CIF e colaborador da revista Magia. No entanto, no painel exposto na sala do CIF, apareciam referenciados cinco nomes como fundadores: Eduardo Franco, Dr. Fernando Pires de Carvalho, Armindo de Matos, Arnaldo Horta (sem foto) e Magalhães Aguiar. Como se costuma dizer: foi pior a emenda do que o soneto! E era totalmente escusado. Bastaria uma consulta ao primeiro boletim do CIF Magia (que foi publicado em Julho de 1959) e não restariam quaisquer dúvidas que o CIF não teve três, nem quatro, nem cinco, mas sim dezassete fundadores, cujos nomes constam nas páginas 12 e 13 do citado boletim. E é fácil verificar que o nome Magalhães Aguiar não se encontra entre os dezassete fundadores.

Num outro painel com o título “Clube Ilusionistas Fenianos” eram apresentadas inúmeras fotografias com destaque, em áreas separadas, para Fundadores e Direcção atual do CIF. Mais uma vez há desleixo na forma de escrever o nome do CIF (que é Clube Ilusionista Fenianos) e repete-se (uma vez mais!) o erro no nome existente por baixo do emblema do CIF.
A referência a Fundadores do CIF repete os erros já referenciados anteriormente. Quanto à colagem das muitas fotografias apresentadas, parece-me não haver qualquer critério, além daquele que é dar uso às fotografias guardadas. De facto há fotografias de mágicos que nunca foram sócios do CIF e faltam fotografias de mágicos que o foram (e com alguma relevância!).

Por último relembro que, no programa apresentado no website OPEN HOUSE PORTO (https://2019.openhouseporto.com) estava referido: ”Secção da Magia e Museu: A História do Ilusionismo no Porto e o CIF”. Já se viu que a a história do ilusionismo no CIF foi muito mal/pouco contada… E a história do ilusionismo no Porto onde estava?… Este ano havia uma referência histórica, num quadro próprio, à Magiarte. Mas onde estavam as mais do que merecidas referências pormenorizadas a David Castro e a Martins Oliveira (I.I.R.S. / Academia Portuguesa de Ilusionismo)? Sinceramente não consegui descortiná-las.


quinta-feira, julho 11, 2019

Opinião de Jaimie Camil


"Eu não conheço nenhum outro show mágico que consiga deixar os espectadores sem palavras e com o coração enriquecido" - Jaime Camil


terça-feira, junho 25, 2019

Temporada de INVISIBLE TANGO, de novo, prolongada!


A temporada de INVISIBLE TANGO foi, de novo, prolongada. 

O que não é de estranhar face às inúmeras opiniões positivas de quem já assistiu ao espectáculo, algumas das quais podem ser vistas aqui.


quarta-feira, junho 05, 2019

Temporada de INVISIBLE TANGO prolongada!

 

Foi, novamente, prolongada a temporada de INVISIBLE TANGO.


terça-feira, maio 21, 2019

FISM BOOK



Este livro é um interessante documento histórico. Infelizmente, tem um ERRO CRASSO no que diz respeito a presenças portuguesas.

De facto, a única vez que um mágico português (Helder Guimarães) obteve o título de Campeão Mundial de Magia na modalidade em que concorreu, não teve direito a ver a sua fotografia impressa junto da respectiva classificação (como aconteceu em todas as outras modalidades), sendo tal fotografia substituída pela de um outro mágico que ganhara (ex aequo) o Prémio de Invenção em palco.

Dir-me-ão: foi um lapso lamentável. É muito difícil “engolir” tal lapso lamentável quando se constata que a foto desse mágico tem escarrapachado o nome Mickael Ross et Bethy sobre um fotografia de uma levitação/suspensão. 


Como é que tal fotografia passa por ser a do Campeão Mundial de Cartomagia é um mistério que nem o Sherlock Holmes seria capaz de resolver…


segunda-feira, maio 20, 2019

INVISIBLE TANGO

 


INVISIBLE TANGO é o nome do novo espectáculo de HELDER GUIMARÃES que está em cena em Los Angeles, no GEFFEN PLAYHOUSE.

Seguidamente reproduzo a crítica do Los Angeles Times sobre tal espectáculo.