segunda-feira, julho 09, 2012

SEMANA "QUASE PORTUGUESA" DE MAGIA (Magic Castle) - Alteração no elenco


O elenco inicialmente divulgado para a programação da semana "quase portuguesa" do Magic Castle foi alterado com a substituição de João Blümel por Leandro Morgado conforme se pode ver em http://www.magiccastle.com/schedule/index.cfm.



OPEN PREDICTION no Facebook


O mentalista João Blümel expressou no Facebook uma previsão relativa aos resultados da participação dos mágicos portugueses no Campeonato Mundial de Magia FISM 2012. Aqui se reproduz tal previsão com a devida vénia.



FISM 2012 (Blackpool) começa hoje


Começa hoje o Campeonato Mundial de Magia FISM 2012 que conta com vários concorrentes portugueses, em representação de associações mágicas portuguesas e não só, conforme já referi em post colocado no passado dia 14 de Maio.

Contrariamente ao que referi nesse mesmo post, Frederic Da Silva vai estar presente a concurso em representação de França (e não em representação de Portugal conforme anunciara numa das suas presenças num programa de TV).

A informação errada que coloquei em tal post não é da minha responsabilidade, pois, nessa altura, na lista de concorrentes providenciada no website da organização, não constava o nome de Frederic Da Silva entre os concorrentes de Mentalismo, conforme se por ver na seguinte imagem:

Tal informação foi, entretanto, alterada e, hoje, pode ler-se o seguinte:



sexta-feira, julho 06, 2012

Helder Guimarães na Austrália


Helder Guimarães está a actuar, na Austrália, no Melbourne Magic Festival. Informação mais detalhada pode ser vista em http://melbournemagicfestival.com/2012-programme/family-shows-2/special-international-guest-magician/.


domingo, julho 01, 2012

Conferências na semana "quase portuguesa" de magia (Magic Castle)


A completar a semana "quase portuguesa" de magia que vai ter lugar no Magic Castle foi anunciada a conferência da semana nos seguintes termos:


Destaque positivo: Este ano foram atempadamente anunciados os nomes de ambos os conferencistas. No ano transacto, o Pedro Lacerda não teve a mesma "sorte" que, este ano, tocou ao Rafael Baltresca.

Destaque negativo: Ao escrever-se "This is a double-header from Portugal" os leitores inferem, naturalmente, que o Rafael Baltresca é português.


segunda-feira, junho 25, 2012

O complexo da crítica construtiva


Inúmeras vezes tenho deparado com mágicos que, perante críticas que lhes são desfavoráveis, reagem como "virgens ofendidas" dizendo: "Essa crítica não é construtiva!"

Não vou retomar aqui opiniões que já expressei sobre tal assunto. Apenas quero deixar esta ligação  que permite aceder a um crítica da autoria de Ricky Jay, publicada no Wall Street Journal, a propósito do livro FOOLING HOUDINI (Autor: Alex Stone).


quinta-feira, junho 14, 2012

SEMANA "QUASE PORTUGUESA" DE MAGIA (Magic Castle)


A previsão que efectuei no post colocado no passado dia 18 de Maio não se confirmou na totalidade, como se pode verificar pela programação divulgada no website do Magic Castle, do qual, seguidamente se reproduz uma imagem parcial.


De facto a presença de Rafael Baltresca no elenco (em substituição de Pedro Lacerda, que actuou em 2011) torna menos portuguesa a programação da semana em 2012 relativamente à efectuada no ano transacto. (NOTA: Não está, de forma nenhuma, em causa o valor artístico de Rafael Baltresca para integrar este elenco.)

A propósito do convite que lhe foi feito para integrar este elenco, Rafael Baltresca escreveu, na sua página do Facebook, o seguinte:


terça-feira, maio 29, 2012

PERGUNTA EM CONCURSO DA RTP


Ontem, fiquei surpreendido ao ver esta pergunta na 1ª edição do novo concurso da RTP apresentado pelo Malato.



sexta-feira, maio 18, 2012

SEMANA PORTUGUESA DE MAGIA (MAGIC CASTLE)


Palpita-me que vai decorrer, entre 16 e 22 de Julho de 2012, mais uma Semana Portuguesa de Magia no Magic Castle.

Este palpite não tem nada de extraordinário... Não passa de uma mera dedução pessoal feita a partir de um post existente no mural do Facebook de Frederic Da Silva, onde se pode ler:

"Réengagé a Hollywood au Magic Castle cet été !!! / Performing at the World's famous Magic Castle in Hollywood (July 16-22th) "


segunda-feira, maio 14, 2012

FISM 2012 - Concorrentes portugueses


Já está disponível em http://www.fism.org/web/contestants2012.pdf a lista de concorrentes aos Campeonatos Mundiais de Magia FISM 2012. Nessa lista constatei a inclusão dos seguintes portugueses, em representação de Portugal:

- Mr. Covilhete (STAGE - Comedy Magic);

- Tá Na Manga (STAGE - General Magic); e

- Gonçalo Gil (CLOSE UP - Card Magic).

Também estará presente um outro português, mas em representação de Inglaterra. Trata-se de Michael Neto (CLOSE UP - Micro Magic).

Estranhei o facto de não encontrar o nome de Frederic da Silva na lista de concorrentes, pois ele próprio anunciou, num recente programa de televisão, que fora seleccionado para tal.


sexta-feira, abril 27, 2012

TABELA PERIÓDICA DE MÁGICOS


Uma interessante adaptação publicada, em 25 de Março de 2012, no Facebook, por Tom Crosbie.



quarta-feira, abril 11, 2012

UM ESPECTADOR IMPERTINENTE


Mr. Bean, um espectador verdadeiramente impertinente...




quarta-feira, abril 06, 2011

TALENTO PARA... COPIAR?


O concurso PORTUGAL TEM TALENTO é uma treta. Fiquei a saber que, após a passagem da 1ª eliminatória, a produção do programa mostra a alguns participantes actuações de artistas que concorreram ao mesmo formato deste concurso realizado noutros países, para que eles repliquem tais actuações.

Não deveria, então, o concurso chamar-se... PORTUGAL TEM TALENTO PARA COPIAR?

quinta-feira, janeiro 21, 2010

TEORIA DAS PISTAS ÓBVIAS


As actuações de alguns mágicos levam-me a pensar em Juan Tamariz. Este enunciou a "Teoria das Pistas Falsas", mas eles preferem aplicar a "Teoria das Pistas Óbvias"...

terça-feira, janeiro 12, 2010

WORLD CHAMPIONSHIPS OF MAGIC TV SHOW 2006


A RTP1 vai emitir no próximo domingo, 17 de Janeiro, pelas 11h 30m, o programa de ilusionismo «WORLD CHAMPIONSHIPS OF MAGIC TV SHOW 2006». 

No seu website a RTP promove tal programa com o seguinte texto: 

"O Campeonato Mundial de Magia, que se realizou em Estocolmo, atraiu à capital sueca mestres mundiais da arte do ilusionismo, magos, aspirantes e amantes de magia. Entre os 500 magos que disputaram o prémio do campeonato estão o americano Ray Karch. Alan Wong de Hong Kong, Joppe Bossnyt da Bélgica, com apenas 11 anos e o espanhol António Romero, só para citar alguns." 

É uma VERGONHA que a RTP esqueça os dois portugueses que foram premiados na FISM 2006 (HELDER GUIMARÃES e DAVID SOUSA) e dê realce a nomes de mágicos que não foram premiados.

P.S.: Depois do "barulho" que eu fiz no Facebook (e não só...) o website da RTP alterou o texto para: 

"Entre os 500 magos que disputaram o prémio do campeonato estão os portugueses Helder Guimarães (Campeão Mundial de Magia com Cartas) e David Sousa (2º Lugar em Manipulção)".



terça-feira, agosto 05, 2008

FESTA DA PRIMAVERA


Esta reportagem foi publicada, em Julho de 2008, na revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo, MAGICAMENTE.


FESTA DA PRIMAVERA

Uma óptima simbiose de boa magia e excelente convívio


No âmbito da programação de actividades da nossa associação decidiu a Direcção da API realizar, no passado dia 12 de Abril, um evento que designou Festa da Primavera. E em boa hora o fez, pois foi uma salutar jornada de convívio repleta de boa magia.

Mas valha a verdade que o evento correu sérios riscos de adiamento devido a um violento “terramoto” que afectou uma parte significativa da capital. Felizmente que o dito “terramoto” (que atingiu o grau 0-3 na escala da Briosa) apenas afectou uma parte restrita de Lisboa, junto à segunda circular…

Quando cheguei ao Hotel Diplomático já lá estava o “Sôr Presidente” atarefadíssimo na resolução dos últimos “berbicachos” que todas as organizações apresentam. À medida que diferentes confrades e amigos iam chegando foi-se estabelecendo um convívio informal e amena cavaqueira entre os presentes. Este espírito descontraído apenas era perturbado de vez em quando por um “tripeiro”que insistia em mostrar a cada “alfacinha” que chegava a notícia do “terramoto” na primeira página do jornal desportivo “O Jogo”. Foi preciso ter paciência … e foi obra do Paciência (o Domingos) o dito cujo “terramoto”.

O primeiro momento mágico da Festa da Primavera foi protagonizado por Miguel Gómez que nos apresentou o seu livro “EL PLACER DE LA MAGIA” e nos deliciou com uma excelente conferência executando e explicando algumas “pérolas mágicas” contidas no seu livro. Ouvir Miguel falar de magia e vê-lo executar algumas rotinas do seu reportório permitiu a todos os presentes perceber que o título do livro não podia ser melhor escolhido. Miguel Gómez mostrou, em cada momento, todo o prazer que lhe proporciona fazer magia, mostrar magia, falar de magia. E todos sentiram que aquela hora (e picos) passou demasiado depressa. Como diz o povo na sua infinita sabedoria: “o que é bom, acaba depressa”.

Seguiu-se um lanche/cocktail muito bem servido que permitiu para entreter os estômagos dos assistentes enquanto os artistas ultimavam os preparativos do espectáculo programado.

O espectáculo teve apresentação de Leandro Morgado, cujo trabalho desconhecia. Apresentou alguns excertos do seu espectáculo “A Fraude” e, quanto a mim, esteve muito bem, num registo humorístico que conquistou a plateia. Fiquei desejoso de ver o espectáculo “A Fraude” na sua totalidade.

Gonçalo Jorge e Pedro Teixeira apresentaram uma rotina a duo. Também estiveram bem, mas aqui e ali, o número pareceu-me que precisava de mais ritmo. Mas é de incentivar esta busca de novas abordagens na forma de apresentar magia. É que já chega de “sempreseislencinhosquemudamdecoremjeitodetriplafantasia” apresentados por “mágicosvestidosdepretotentandoclonarluísdematos”.

Bruno apresentou uma rotina de empilhamento de dados com à-vontade e num bem conseguido registo de humor muito natural, que agradou aos presentes. 

Gonçalo Martins apresentou uma rotina de cartas. Com o seu habitual humor (por vezes desconcertante) conquistou a plateia e uma ou outra hesitação durante a execução não deslustram a sua intervenção.

Miguel Gómez encerrou o espectáculo com o “savoir-faire” próprio de um verdadeiro mestre. 

Resumindo e concluindo: está de parabéns a direcção da API por mais uma jornada de boa magia e excelente convívio.


segunda-feira, junho 04, 2007

OBRIGADO, HELDER!


Este artigo foi publicado, em Maio de 2007, na revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo, MAGICAMENTE.

OBRIGADO, HELDER!

Quando em Dezembro de 1997 escrevi um pequeno texto intitulado “LUGAR AOS NOVOS” (ver Revista O MÁGICO nº9 / Dezembro 1997), estava longe de imaginar a dimensão que, passados nove anos, algumas passagens do mesmo iriam atingir. Relembro que nessa altura escrevi:

«É difícil encontrar os adjectivos adequados para qualificar, hoje, aqueles que, caso continuem a trabalhar com empenho idêntico ao demonstrado até agora, merecerão, amanhã, mais desenvolvidos encómios.» (sic)

Relativamente ao Helder, o “amanhã” ali referido encerrava um conteúdo premonitório que se foi, sucessivamente, concretizando ao longo destes últimos nove anos em cada uma das participações em congressos e encontros mágicos até culminar em Estocolmo na FISM 2006 (Nota: ao terminar de escrever esta frase não pude deixar de sentir um breve arrepio a percorrer-me a coluna vertebral, tal como sempre acontece quando relembro aqueles momentos indescritíveis.)

Quando a Direcção da API me pediu uma colaboração sobre o Helder, fiquei “entre a espada e a parede”. Por um lado não poderia negar tal contributo e por outro lado, tal como já escrevera no supracitado artigo publicado em O MÁGICO:

«É difícil dizer bem do próprio filho (…) sem correr o risco de tal ser entendido como um mero exercício de auto-elogio.» (sic)

É óbvio que a proximidade que tenho com o Helder não me permite tecer todos os elogios que ele merece, sem cair na figura de “pai babado”, que já toda a gente sabe que sou. Mas não é só isso que me faz refrear o ímpeto de elogiar: o Rui Fernandes também disse que o número de páginas da revista era limitado!

Mas há algo que é importante ficar escrito. O Helder chegou ao topo por mérito próprio. Eu ajudei-o? Claro que sim! O contrário é que não seria normal. Mas o seu percurso é fruto de decisões pessoais e não de “empurrões paternos”. Eu ensinei-o? Claro que sim! Mas apenas fui o seu “professor primário”. Quando evoluiu para o “ensino secundário”, o Helder já sabia como estudar sozinho e onde encontrar as matérias de estudo necessárias à sua formação. A partir daí acabou-se a relação “mestre e aluno” e passou a prevalecer uma relação de “companheiros de estudo”. Entretanto, como nada é imutável, regressamos à relação “mestre e aluno”, mas de sentido contrário à primeira fase. 

E agora é que eu percebo a sorte que é ter “à mão de semear” um mestre para me aconselhar quando preciso, mesmo que isso me impeça de continuar a dizer: “Eu sou o melhor ilusionista da minha rua". 

OBRIGADO, Helder!


sexta-feira, janeiro 05, 2007

MAGICVALONGO 2006


Esta reportagem foi publicada, em Dezembro de 2006, na revista da Associação Portuguesa de Ilusionismo, MAGICAMENTE.


MAGICVALONGO 2006

Decorreu entre 28 de Setembro e 1 de Outubro de 2006 mais uma edição do Festival Internacional de Magia MagicValongo. Sobre o decorrer do mesmo aqui deixo algumas impressões pessoais.


Gala de Close-Up (28/9/2006)

Manolo este bem na apresentação, a ponto de conseguir “pôr um político a trabalhar”, segundo as suas próprias palavras. É obra!

Boris Wild apresentou boa cartomagia, mas sem beijos, o que “trocou as voltas” a Manolo que usou uma T-shirt especialmente pintada para o apresentar. Achei que Boris Wild está melhor a comunicar com o público do que tinha visto anteriormente. 

David Jade pareceu-me um pouco nervoso, mas, apesar disso, esteve bem. 

Julien Fombaron foi uma agradável surpresa, pois desconhecia o seu trabalho. Nota-se que tem bastante experiência e boas ideias. Foi uma boa aposta num nome pouco conhecido.

Manuel Muerte apresentou a sua rotina premiada na FISM. Sem desiludir esteve uns furos abaixo do seu desempenho habitual. Provavelmente tal ficou a dever-se ao cansaço acumulado de uma tournée de conferências que havia terminado dias antes. Por outro lado o facto da rotina ser falada em inglês (e não ter havido tradução) implicou que apenas parte da plateia conseguiu perceber as piadas do seu discurso e ser envolvida pela misdirection do mesmo.

Pedro Lacerda e Rovit estiveram bem e surpreenderam quem estava à espera da “habitual rotina a dois”.

Em suma, na minha opinião esta gala foi a melhor das 3 galas proporcionadas nesta edição do MagicValongo.


Gala Palco Vallis Longus (29/9/2006)

Esta gala começou com… problemas técnicos. Direi mesmo mais: demasiados problemas técnicos no som. Esta situação levou a “falsas partidas” o que obrigou Andrély (apresentador) e Salazar Ribeiro (elemento da organização) a intervenções improvisadas para “matarem o tempo” enquanto tais problemas técnicos eram resolvidos. Como se compreende há limites para a capacidade de improviso, mas, para os problemas técnicos, não os há. Por isso houve demasiado tempo morto no arranque da gala. Durante estes momentos de espera ouviu-se na plateia a conversa entre os técnicos de palco e os técnicos da cabine e viu-se técnicos a correrem de um lado para o outro. Ah, e também se ouviu o animado “grupo das palmas ritmadas”. O alinhamento dos artistas na gala sofreu alterações de última hora devido a alguns problemas técnicos e isso também não beneficiou a gala.

Dentro dos condicionalismos, Andrély esteve bem na apresentação. Só falhou quando apresentou o mesmo “gag” visual que, logo a seguir, o Manolo também apresentou na respectiva actuação. O apresentador deve informar-se do que os artistas vão apresentar e também dar-lhes conhecimento do que pretende fazer.

James Garibo Xtreme Magix apresentou uma rotina com grandes ilusões ao estilo hansklokiano, o qual não faz parte das minhas preferências.

Junge, Junge & Roemer apresentaram duas rotinas excelentes. Apesar de serem rotinas cuja “magia”, no sentido ilusionístico do termo, é escassa, foram, seguramente as actuações mais mágicas de toda a gala. O ritmo, a coordenação e a energia que põem nas actuações fizeram deles “estrelas” deste espectáculo… tal como o farão de qualquer outro.

Manolo este bem. Boa comicidade no seu estilo habitual de “alguma confusão” em palco. Pecou por “esticar” demasiado a actuação, especialmente o número da guilhotina. Sei que tal “esticar” se ficou a dever a um pedido nos bastidores (para haver mais tempo para resolver alguns problemas técnicos), mas o público não sabe disso.

Solange Cardinali foi outra agradável surpresa. A sua actuação foi muito melhor do que já lhe vira fazer anteriormente. Demonstrou uma notória evolução (naturalmente fruto dos ensaios e espectáculos que tem realizado) e já quase que se conseguiu libertar totalmente do uso de “caixas que cheiram a truque que tresandam” ou de “flores que imitam espanadores”.

Xavier Tapias apresentou o seu número habitual do robot fabricado com lixo. Esteve no seu nível habitual. 

Foi uma gala que, claramente, ficou afectada pelo péssimo início.


Gala de Palco Ermesinde (30/9/2006)

Esta foi uma das piores galas que me lembro de ver em Valongo. Quando me apercebi do (fraco) nível da mesma, nem sequer pude alimentar a esperança de que a gala iria melhorar, pois tratava-se de um espectáculo completo a cargo da dupla Dawson & Parker. Falta de ritmo, palco pequeno para tantas grandes ilusões (algumas das quais, depois de executadas, ficavam parcialmente em palco pois não cabiam totalmente nos bastidores), alguns efeitos tecnicamente mal executados e partenaires sem saberem estar em palco. 

E para tornar ainda mais ridícula essa gala, ATSOC, desempenhando, de forma séria e natural, o papel de apresentador/tradutor para o qual tinha sido contratado, foi tecendo sucessivos encómios à prestação da dupla de franceses. Dawson & Parker foram uma péssima aposta para um espectáculo completo.

Esta gala ficou gravada na minha memória de uma forma tão negativa que, referindo-me a ela, afirmei, em jeito de comentário global: “Volta PEKI, estás perdoado!”


Conferências

Boris Wild apresentou uma boa conferência, diferente da que já tinha apresentado anteriormente, a qual versava o “seu” baralho marcado. Mas, no final, não deixou de apresentar um “cheirinho” do mesmo, pois é, obviamente, a sua melhor criação.

Manuel Muerte apresentou a conferência, igual à que lhe vira fazer em Lugo, a qual tem pormenores de timing e misdirection que só ficam bem absorvidos após se assistir várias vezes à respectiva explicação. 

Julien & David apresentaram uma conferência “a duo”. Pecou por ter sido muito longa e por ter havido um intervalo de duração excessiva. Na segunda parte havia menos pessoas na sala, o que leva a supor que algumas pessoas perderam o interesse na conferência. A opção de "actuarem" alternadamente não foi bem trabalhada de forma a garantir uma unidade à conferência. No fundo cada um apresentou e explicou o seu material. Acho que teria sido preferível cada um fazer a sua própria conferência. 

Xavier Tapias apresentou uma conferência com um tema específico: a electrónica. Ninguém saiu da conferência com capacidade imediata de construir robots, mas a conferência cumpriu o seu objectivo: sensibilizar os presentes para os dispositivos electrónicos existentes no mercado que podem ser aplicados em ilusionismo. 

Andrély apresentou uma mini-conferência. Julgo que certos detalhes técnicos pessoais e apresentações próprias não justificam, por si só, a explicação de rotinas de outros mágicos ou de efeitos já comercializados. 


Concursos

Houve 2 concorrentes em Magia de Mesa e 5 em Magia de Palco. O nível da maioria dos concorrentes foi muito baixo, destacando-se, com naturalidade, como únicos a merecerem prémio, os nomes de Rubiales (em Magia de Mesa) e Hector (em Magia de Palco). Nunca antes o júri do MagicValongo tivera a vida tão facilitada para atribuir prémios que não sofressem qualquer contestação.


Notas finais

O MagicValongo continua a ser um evento com “tempo livre” a mais entre as actividades programadas. A Feira Mágica teve, este ano, algumas casas mágicas diferentes das habituais, mas, mesmo assim, não deu para “queimar” todo o tal “tempo livre”. Se calhar havia falta de euros para “queimar”…

A componente gastronómica do MagicValongo manteve o nível a que nos habituou e, felizmente, não acompanhou a descida de nível que a componente artística sofreu. Este ano uma novidade foi introduzida: a “Festa da Francezinha”. Foi uma inovação interessante, especialmente para quem não reside no norte.

Não estive presente na Cerimónia de Abertura realizada na Câmara Municipal (nem na Prova de Biscoitos subsequente), mas na Cerimónia de Encerramento e Distribuição de Prémios voltou-se à “velha fórmula” (que sempre critiquei) de ter na mesa um presidente de uma associação mágica espanhola e nenhum presidente de nenhuma agremiação mágica portuguesa… Sem mais comentários. 


sábado, julho 01, 2006

UMA CORRECÇÃO HISTÓRICA


Reprodução do artigo publicado na revista MAGICAMENTE (API) de Junho 2006.


CORRECÇÃO HISTÓRICA

Por Jomaguy


“Se, inquiridos a citar o nome do ilusionista português mais categorizado de todos os tempos, os mágicos nacionais apontariam, decerto, para David de Castro” (sic). Foi precisamente com este parágrafo que o saudoso Eng. Camacho Barriga (Jónio) iniciou o artigo sobre David de Castro publicado na revista 4 ASES de Setembro de 1976. Sendo perfeitamente legítimo que muitos mágicos possam discordar do conteúdo de tal asserção, julgo que será consensual a ideia de que David de Castro tem direito a um lugar de grande destaque na história do Ilusionismo português. Por isso julgo apropriado aproveitar a revista que a A.P.I., em boa hora, decidiu publicar para corrigir um erro existente nos escritos de Jónio sobre David de Castro.

No já citado artigo da revista 4 ASES diz-se: “Ao falecer, em data que desconhecemos, [David de Castro] deixou um filho que já morreu, sem deixar descendência” (sic). Mais tarde, no seu DICIONÁRIO DO ILUSIONISMO EM PORTUGAL, publicado em 1978, Jónio aborda esta matéria da seguinte forma: “[David de Castro] Casou-se em 1860, com Silvina da Glória Pinto da Fonseca Rangel, de quem teve um filho, Arnaldo Augusto Borges de Alvim Morais e Castro (1871-1912) que, por sua vez, deixou um único descendente, casado e sem filhos, funcionário superior da Mesiricórdia do Porto. Chamava-se Américo Deolindo Borges de Alvim Morais e Castro e parece não se ter entusiasmado pelo ilusionismo.” (sic)

Nota-se que, na abordagem feita no DICIONÁRIO DO ILUSIONISMO EM PORTUGAL, há uma rectificação relativamente ao conteúdo do artigo publicado em 4 ASES ao reconhecer-se que o filho único de David de Castro afinal tinha tido “um filho”, o qual morrera sem deixar descendentes. Esta nova informação está mais próxima da realidade. No entanto continua imperfeita, pois o filho de David de Castro, além do citado filho Américo Deolindo, teve também duas filhas, Maria Augusta e Maria Isabel, ambas com descendência. Esta informação (que me parece ser totalmente fidedigna) foi recolhida no roteiro da exposição “OS CARRANCAS E O SEU PALÁCIO” (realizada no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1984), publicado pelo Ministério da Cultura – Instituto Português do Património Cultural. É precisamente desta publicação que se reproduz, com a devida vénia, a árvore genealógica relativa a David de Castro, a partir de sua mãe, D. Carlota Rita Borges de Alvim Moraes e Castro, Baronesa de Nevogilde.

Na supracitada exposição estiveram incluídos diversos objectos pertencentes a David de Castro, gentilmente cedidos pelos seus descendentes. Para terminar, reproduzo o texto sobre David de Castro que foi incluído no roteiro da exposição.

“David Augusto de Moraes e Castro é uma curiosa e interessante personalidade característica do «microcosmo romântico» do Porto de Camilo e das tertúlias literárias da época.

Na casa da Rua da Fábrica mostra o seu «museu de armas onde guardava religiosamente aquela bala que entrara um dia pelo quarto do Palácio dos Carrancas em que dormia D. Pedro IV, despedaçando-lhe a cabeceira do leito.

Aí lhe construirá sua mãe o teatro Minerva, para seu entretenimento e dos seus amigos, onde serão frequentes as récitas de amadores de teatro, de poesia e certamente de ilusionismo, matéria que tanto atraía este artista, escritor e poeta, «carácter nobre e cavalheiro muito tratável» no dizer de Pinho Leal.” (sic)


sexta-feira, abril 07, 2006

Escola de magia

 

Através da notícia publicada no "Correio do Vouga" tomei conhecimento que vai ser criada uma Escola Nacional de Magia de Portugal, cujo curso integrará 27 temas curriculares e que terá como primeiro formador o professor Vasco Esperança.

Com os meus votos de amplo sucesso para a iniciativa, seguidamente reproduzo a notícia completa.