quinta-feira, agosto 05, 2021

15 ANOS SE PASSARAM…


Faz hoje 15 anos que Helder Guimarães subiu ao palco do Victoria Hall do Centro de Congressos de Estocolmo (Stockholmsmässan) para participar na FINALE CLOSE-UP CONTEST da FISM 2006. E quando o fez já sabia que se sagrara Campeão Mundial de Magia com Cartas, pois era o único concorrente apurado em tão difícil disciplina. Foi, portanto, o primeiro português a obter um título de Campeão Mundial de Magia e, até hoje, continua a ser o único português a poder ostentar tão cobiçado galardão.


Foi aí que o mundo do ilusionismo o descobriu, pois, até então, o Helder era um nome apenas reconhecido na Península Ibérica. E, nestes 15 anos de percurso sustentado, o Helder juntou ao título de Campeão Mundial de Magia outros galardões muito relevantes como, por exemplo, o título de Parlour Magician of the Year que lhe foi outorgado pela Academy of Magical Arts de Hollywood (Magic Castle) em dois anos consecutivos (2011 e 2012).



Nestes 15 anos pós-FISM 2006 Helder criou e apresentou diversos espectáculos públicos em que o sucesso se mediu pelas sucessivas sessões esgotadas e pelos prolongamentos das temporadas inicialmente previstas. Assim aconteceu, por exemplo. com “NOTHING TO HIDE”, “BORROWED TIME”, “VERSO”, “RETRATO CLANDESTINO” e “INVISIBLE TANGO”. 


E quando, após a prolongada carreira de lotações esgotadas de “INVISIBLE TANGO” em Los Angeles (Geffen Playhouse), Helder estava a negociar a apresentação de tal espectáculo em Nova Iorque, tudo ficou adiado sine die por força da pandemia COVID-19. Mas Helder reagiu rapidamente e criou o espectáculo online "THE PRESENT", com o qual realizou mais do que 250 apresentações.


Foi precisamente o êxito deste projecto inovador que contribuiu para obter o reconhecimento da Associação Portuguesa de Ilusionismo que lhe atribuíu o TROFÉU API 2020, o qual se foi juntar ao TROFÉU API 2006 que granjeara com a supracitada vitória no Campeonato Mundial de Magia 2006.




Mas o valor do espectáculo “THE PRESENT” não foi reconhecido apenas a nível nacional, pois mais dois importantes prémios vieram enriquecer um currículo invejável:


- The Webby Awards 2021 (Ver aqui)


- 2021 Allan Slaight Award na categoria Sharing Wonder (Ver aqui). Este é um prémio que é tido em grande conta no meio mágico, bastando, para tal, verificar que, em 2020, o vencedor na mesma categoria tinha sido Derren Brown.


Foram 15 anos preenchidos com muitos sucessos. Venham mais quinze!


quarta-feira, junho 30, 2021

Mágico Helder Guimarães troca as voltas a José Alberto Carvalho

 

Hoje, o fecho do Jornal das 8 da TVI foi assim.


COINCIDÊNCIA...


Um antigo catálogo alemão da casa de artigos de magia ZAUBERKÖNIG ("O Rei da Magia"), fundada em 1884, veio parar às minhas mãos.


A identificação do nome do proprietário levou-me a tentar encontrar mais dados referentes a Arthur Kroner, pois a minha memória não o lembrava como vendedor e/ou mágico.

E encontrei, na internet, uma pequena biografia que relata a desdita da família judia Kroner na Alemanha de Hitler. Tal biografia pode ser lida aqui.

Terminada tal leitura, senti o tilintar característico da caixa de correio a abrir e fechar, sinal de que o carteiro acabara de depositar algo na mesma. 

Apressei-me a ir recolher o correio e deparei com o exemplar da revista GENII relativo ao mês de Junho, cuja capa é dedicada a KALANAG, o mágico de Hitler. (No seu interior, a revista apresenta um desenvolvido artigo de 38 páginas sobre Kalanag) 


E ainda há quem não acredite em coincidências...


domingo, junho 27, 2021

Carta aberta à jornalista Alexandra Tavares-Teles


Estando envolvido na arte do ilusionismo há mais de 50 anos, mantenho um interesse permanente na leitura de tudo o que se escreve sobre tal matéria.Foi, portanto, em tal contexto que, hoje, me concentrei na leitura da entrevista efectuada a Luís de Matos, publicada na revista Notícias Magazine.


E devo dizer que me espantou sobejamente a formulação de uma das perguntas nos exactos termos em que está feita… Concretamente, refiro-me à seguinte questão: “Durante anos foi o único nome - e ainda é - na magia portuguesa. Tem sido um promotor da magia ou o seu eucalipto?” (sic)


O “e ainda é” publicado numa semana em que vem a público a notícia de um ilusionista português que obteve um prémio de relevância internacional (https://sicnoticias.pt/cultura/2021-06-24-Helder-Guimaraes-e-o-primeiro-ilusionista-portugues-a-vencer-um-Allan-Slaight-Award-0e5734d3?) parece querer gozar com a ignorância dos leitores menos esclarecidos… 


E se atentarmos que este galardão é o segundo ganho, este ano, pelo mesmo mágico, mais descabido o seu “e ainda é” se revela! (Nota: Pode ver a referência ao tal outro prémio a partir do momento 1h 16m 16s de https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-da-uma/53c6b2633004dc00624392e1/video/60b4e98c0cf29ea860550cb1).


Uma breve pesquisa permitir-lhe-á ficar a saber que tal mágico (Helder Guimarães) é o ÚNICO português que até hoje se sagrou Campeão Mundial de Magia. 


Acha que, depois de tomar conhecimento destes factos, ainda consegue balbuciar aquele “e ainda é”? Ninguém tem dúvidas que, para os portugueses, Luís de Matos é o nome mais conhecido da magia portuguesa, mas daí até se dizer que é o “único nome da magia portuguesa” vai uma enorme distância.


Quanto a uma resposta concreta à pergunta formulada, não me parece que o entrevistado fosse a pessoa mais indicada para a dar, pois ninguém é bom juiz em causa própria. Por isso reproduzo o que escrevi, em 28 de Maio de 2020, no meu blogue NOV@M@GI@:


“Aliás, o Luís de Matos, numa estratégia perfeitamente perceptível de “em terra de cegos quem tem um olho é rei” nunca “puxou” pela valorização dos mágicos portugueses.... “Puxou” sim pela valorização da magia como Arte com a vinda de inúmeros bons mágicos estrangeiros, ajudando a implantar a ideia de que ele, Luís de Matos, era o “oásis no deserto” da magia em Portugal.

[…]

O Luís de Matos sempre teve “boa imprensa” em Portugal. Nunca lhe fazem perguntas difíceis... Mas, se não estou enganado, creio que foi no LISBOA MÁGICA 2006, uma jornalista fez-lhe uma pergunta difícil, a saber, “porque é que não havia mágicos portugueses no cartaz”... Acho que ele foi apanhado um pouco de surpresa, mas lá se desenrascou, afirmando que, em Portugal havia bons mágicos, mas que naquele tipo específico de magia (street magic / magia de rua) não havia especialistas... E ele até desejava que o festival servisse para fazer despertar praticantes para tal modalidade. Foi, naturalmente, uma resposta inteligente, mas a jornalista não tinha todo o “trabalho de casa” bem feito, pois, caso contrário, poderia confrontá-lo com os nomes de diversos mágicos estrangeiros (sem dúvida, excelentes) que ele já havia convidado para trabalharem em magia de rua e que não eram especialistas em tal modalidade. No ano seguinte (2007) ele convidou o Helder Guimarães para trabalhar no LISBOA MÁGICA, não por ser um especialista em tal modalidade, mas por ser CAMPEÃO DO MUNDO DE CARTOMAGIA (FISM 2006), logo um nome que não poderia ignorar…”


quinta-feira, junho 24, 2021

Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award


Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.


Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award

Desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu durante a pandemia e por videoconferência.

Hélder Guimarães é o primeiro ilusionista português a vencer um dos prémios mais importantes do mundo da magia. Vive nos Estados Unidos há quase uma década e, no ano passado, desenvolveu um espetáculo único: “The Present”. Aconteceu no confinamento e por videoconferência. A SIC falou com ele em exclusivo.

Descobriu cedo que queria fazer magia para o resto da vida. Mas a pandemia obrigou-o a adaptar-se e a trocar a intimidade dos palcos pelo ecrã de um computador.


Uma semana antes o público teve acesso a uma caixa com baralhos de cartas, envelopes e números.

Esta quinta-feira, tornou-se no primeiro ilusionista português a vencer um Allan Slaight Award, um dos principais prémios no mundo da magia, que se junta agora às dezenas de troféus do mágico.

O espetáculo gerou mais de 800 mil euros e foi bem recebido pela crítica norte-americana.

A atuação, que durou seis meses, contou com 250 sessões sob a direção de Frank Marshall, produtor dos filmes Indiana Jones ou Parque Jurássico.

Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’

 

Este é o titulo na notícia publicada aqui, a qual seguidamente reproduzo com a devida vénia.

Mágico português Helder Guimarães galardoado com um ‘Allan Slaight Award’


Helder Guimarães foi galardoado com um ‘‘Allan Slaight Award’’, os prémios canadianos atribuídos pela Magicana. O mágico português foi distinguido na categoria de ‘Sharing Wonder’.

Os prémios, equivalentes a um Pulitzer da Magia, reconhecem a excelência da magia e visam distinguir personalidades que fizeram contribuições extraordinárias nesta área.  Em 2020, o vencedor foi o reconhecido mentalista inglês Derren Brown.

Em maio passado Helder Guimarães já tinha sido distinguido com um Webby – na categoria de melhor experiência narrativa, no âmbito de acontecimentos virtuais e remotos, pelo seu espetáculo virtual ‘The Present’, ao lado de nomes como Oprah Winfrey, Gordon Ramsay, Kristen Bell, Dua Lipa ou James Corden, entre outros. Os prémios, conhecidos como os ‘óscares da internet’, são entregues anualmente nos Estados Unidos pela Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais.

‘The Present’, um espetáculo de magia por videoconferência, via Zoom, estreou em maio de 2020, durante o confinamento nos Estados Unidos, chegou a cerca de 14 mil pessoas e atingiu uma receita bruta de cerca de 1 milhão de dólares. Na assistência, Helder Guimarães contou com celebridades como o realizador JJ Abrams, Billy Crystal, Helen Mirren, Hugh Jackman, Jennifer Gardner ou Mel Gibson.

O espetáculo, organizado com o apoio do teatro Geffen, em Los Angeles, sob a direção de Frank Marshall (produtor de Indiana Jones e Jurassic Park), foi feito a partir de casa de Helder Guimarães e chegou a mais de 6200 lares de todo o mundo, num total de cerca de 250 sessões, em seis meses.

‘The Present’ foi muito bem recebido pela critica americana, com artigos e destaques nos principais jornais como NY Times, Washington Post, LA Times ou na revista americana Variety, e tem sido elogiado por personalidades como Laura Dern, Mark Hamill ou Billy Crystal, entre outros.

A ideia de Helder Guimarães surgiu quando ficou em isolamento durante um mês, quando tinha 11 anos, após ter sido atropelado por um carro, altura em que começou os seus primeiros truques de magia. O mágico defende que os espetáculos se devem reinventar e desde o início da pandemia em 2020, Helder Guimarães já realizou mais de 406 espetáculos, virtuais, entre espetáculos públicos e eventos privados.

ALLAN SLAIGHT AWARD



É um orgulho poder partilhar com todos que Helder Guimaraes ganhou mais um prémio de grande relevância no mundo da magia (Sharing Wonder 2021), sendo o primeiro português a conseguir tal feito. 

Sendo assim, Helder Guimarães conquista um galardão que já contemplou os mundialmente conhecidos Derren Brown (em 2020) e Penn & Teller (em 2015).

A listagem global destes prémio pode ser vista aqui.

E a notícia da SICNotícias pode ser vista aqui.


sexta-feira, maio 21, 2021

MÁGICO HELDER GUIMARÃES VENCE `ÓSCAR` DA INTERNET PELO ESPETÁCULO VIRTUAL ESTREADO EM 2020


Este é o título da notícia da Lusa publicada ontem no website da RTP e que pode ser vista aqui. Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, o respectivo conteúdo.

Mágico Helder Guimarães vence `óscar` da Internet pelo espetáculo virtual estreado em 2020

por Lusa

O ilusionista Helder Guimarães venceu o prémio Webby para Melhor Experiência Narrativa na Área de Acontecimentos Virtuais, pelo seu espetáculo "The Present", que estreou `online`, em maio de 2020, anunciou hoje a promotora do artista.

O galardão, atribuído no âmbito da edição de 2021 dos The Webby Awards, os chamados "Óscares da Internet", representa "o reconhecimento da mestria do mágico português" e da sua equipa, ao longo do último ano, tendo lidado com a situação pandémica, lê-se no comunicado da promotora.

"The Present", o espetáculo premiado de Helder Guimarães, surgiu "como um recurso face à inatividade das salas de espetáculo norte-americanas", lê-se no comunicado.

Lançado em maio do ano passado através da Geffen Playhouse, em Los Angeles, Estados Unidos, o espetáculo tinha a duração de 45 a 50 minutos, permitia interação entre o ilusionista e a audiência - os espetadores recebiam um pacote misterioso em casa, apenas para abrirem na hora do evento - e as suas sessões esgotaram, ao fim de poucas horas de venda de acessos, e durante meses, incluindo as edições internacionais.

The Washington Post, The New York Times e Los Angeles Times foram alguns dos jornais que elogiaram.

Em entrevista à agência Lusa, em agosto do ano passado, quando as sessões estavam esgotadas até outubro, Helder Guimarães disse que este espetáculo "tem coisas que são mais únicas (...), tem um conceito que é mesmo inovador, esta ideia de as pessoas poderem estar em casa a fazer magia, conectadas numa chamada de vídeo, vendo coisas que não acham possível serem feitas à distância".

"As pessoas são muito surpreendidas porque não têm uma expectativa em relação a isso muito alta", salientou.

A realização de "The Present" esteve a cargo de Frank Marshall, um `peso pesado` de Hollywood com várias nomeações aos Óscares no currículo, e o cenário teve a mão de François-Pierre Couture, com dramaturgia de Amy Levinson.

O calendário inicial era de um mês que, entretanto, se transformou em quase meio ano de sessões.

Guimarães explicou então à Lusa que um dos motivos para o sucesso de "The Present" teve "muito a ver com esta ideia de estarmos isolados, mas ao mesmo tempo conectarmo-nos uns com os outros".

Helder Guimarães disse ter-se inspirado num episódio da sua infância quando, devido a um problema de saúde, se viu obrigado a ficar em casa durante um mês, reconhecendo a importância dos "momentos de lazer e descontração".

Na entrevista então dada à Lusa, Helder Guimarães disse que o espetáculo tinha "uma dinâmica própria do teatro, interligada com magia, desafiando a ideia de que temos de estar no mesmo espaço para partilhar a sensação de um espetáculo ao vivo".

"The Present" teve mais 14 mil espectadores, e recebeu críticas positivas de atores de Hollywood como Helen Mirren, Hugh Jackman, Billy Crystal, Jennifer Gardner, Mel Gibson, J.J. Abrams, Busy Philips, Eric Idle, Henry Winkler, Rian Johnson, Darren Aronofsky, Brie Larson e Laura Dern, entre outros. Atores como Jennifer Garner e Billy Crystal também estiveram entre os espectadores.

"Uma das coisas comuns a todas as críticas é mencionarem que este espetáculo foi o mais parecido que eles sentiram a estar num teatro, numa experiência teatral", disse então o ilusionista à Lusa. 

Helder Guimarães, de 38 anos, é natural do Porto e tirou o curso de Estudos Teatrais na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), da cidade.

Em 2004, foi o primeiro português a ganhar o Prémio Ascanio e, em agosto de 2006, com apenas 23 anos, sagrou-se Campeão Mundial de Magia com Cartas, em Estocolmo, sendo o primeiro português a entrar na lista de Campeões Mundiais de Magia.

Em 2012, com 29 anos, Hélder Guimarães ganhou também o prémio Parlour Magician of the Year, um dos maiores galardões na área do ilusionismo, dado pela Academia de Artes Mágicas de Hollywood.

Em 2019, o mágico português realizou o espetáculo "Invisible Tango", em Los Angeles, com a música composta por Moby, que esteve em cena na Geffen Playhouse.

Helder Guimarães vive há mais de dez anos em Los Angeles, e já apresentou espetáculos na Austrália, Japão, Coreia, Brasil, Argentina, Chile, além de Portugal e outros países europeus.


terça-feira, maio 18, 2021

Apenas 5 palavras...

 

Aqui fica o discurso de 5 palavras de Helder Guimarães ao receber o Webby Award.


segunda-feira, abril 26, 2021

Nomeação para um WEBBY AWARD

 

Helder Guimarães foi nomeado para um WEBBY AWARD, conforme pode ser lido aqui.


terça-feira, abril 20, 2021

CONDE D’AGUILAR, ESTRELA EM SALTA (ARGENTINA)


Há 52 anos (Abril de 1969) o consagrado ilusionista português Conde d’Aguilar foi cabeça de cartaz na Semana Internacional de la Magia y la Ilusión, organizada em Salta (Argentina) pelo Círculo Mágico Argentino em colaboração com o Club de Leones de Salta.


Seguidamente reproduzo uma página do respectivo programa, onde se pode ver que Conde d’Aguilar foi distinguido com a honra de encerrar os espectáculos em que participou.



Tal distinção está, naturalmente, de acordo com as referências elogiosas que Conde d’Aguilar mereceu numa das páginas do mesmo programa, a qual, seguidamente, se reproduz.




terça-feira, março 30, 2021

A vida efémera da S.P.I.


Em meados do século passado, houve uma tentativa de criar uma associação de mágicos em Portugal. Chamou-se Sociedade Portuguesa de Ilusionismo e teve vida efémera pois o Ministério da Educação Nacional considerou que o objectivo consagrado nos respectivos estatutos não constituía "expressão de cultura digna de ser considerada" (sic).


Toda a vida da Sociedade Portuguesa de Ilusionismo está resumida no número único do seu boletim O Tesouro da Magia, publicado em Abril de 1957.


Não é irrelevante, para esta decisão do Ministério da Educação Nacional, o regime político vigente em Portugal. No entanto é curioso verificar que, na Alemanha, em 1937 (portanto já com Hitler no poder), era permitida a comemoração do 25º aniversário do Magischer Zirkel com uma larga reunião de mágicos como o video seguinte documenta.

25 Jahre Magischer Zirkel


sexta-feira, março 19, 2021

JOFERK


JOFERK é o nome artístico do conceituado ilusionista português José Fernando Pacheco Coimbra. Nasceu no Porto em 22 de Março de 1939, filho de José Pinheiro Coimbra e Ana da Rocha Pacheco. Faleceu, igualmente no Porto, em 19 de Março de 2020.

Uma perspectiva mais alargada do seu percurso de vida pode ser obtida com a leitura do documento História de vida de José Fernando Pacheco Coimbra.

Percurso mágico

Em 1960 filiou-se como sócio do CIF (Clube Ilusionista Fenianos / Secção de Ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses) onde, segundo as suas próprias palavras, teve na aprendizagem de ilusionismo os seguintes mestres: Professor Marcel, Eduardo Franco e Dr. Pires de Carvalho.

Em 1961 realizou a sua primeira actuação pública. No Boletim MAGIA (CIF) nº 11 (Setembro 1961) é dada notícia dessa primeira actuação de JOFERC (exactamente com esta grafia) no âmbito dos espectáculos promovidos pela agremiação.

Em 1962, culminando a sua reconhecida evolução como ilusionista, é nomeado responsável das escolas para principiantes do CIF. No Boletim MAGIA (CIF) nº 13 (Março 1962) é noticiada tal nomeação. No mesmo boletim já aparece a grafia JOFERK quando são noticiadas as suas actuações em espectáculo promovidos pelo CIF.

Em Junho de 1963, no Boletim MAGIA (CIF) nº 18, aparece a primeira colaboração técnica escrita por JOFERK. No Boletim MAGIA (CIF) nº 20 (Dezembro 1963) é noticiada a atribuição da Insígnia de Competência do CIF a JOFERK.

Em 1965 integra, pela primeira vez, os Corpos Dirigentes do CIF, na qualidade de Tesoureiro, conforme notícia publicada no Boletim MAGIA (CIF) nº 24 (Dezembro 1964). A partir daqui Fernando Coimbra (JOFERK) exerceu diversos cargos dirigentes no CIF e, igualmente, no Clube Fenianos Portuenses, do qual chegou a ser Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral.

Em 1973, no colóquio realizado no âmbito do 2º Festival Mágico da Figueira da Foz, apresentou uma comunicação intitulada “Charlatanismo, falsos títulos e a sua aceitação por quem superintende no mundo do espectáculo”, demonstrando que, a par da perfeição da técnica mágica, também tinha preocupação com a ética que deveria ser adoptada pelos ilusionistas.

A sua constante vontade de aprender levou-o a ser um participante assíduo de congressos e festivais de ilusionismo, destacando-se a sua participação nos seguintes Congressos Mundiais de Magia FISM:

1973 – Paris
1976 – Viena
1979 – Bruxelas
1982 – Lausanne
1985 – Madrid
1988 – Haia
2000 – Lisboa
2006 – Estocolmo

Em alguns destes congressos esteve na qualidade de delegado oficial do CIF.

Foi artista convidado de inúmeros festivais e congressos de ilusionismo e organizador de diversos eventos mágicos. Estava sempre disponível para colaborar (como organizador ou actuante) em eventos que tivessem o objectivo de divulgar e dignificar a arte mágica. Também foi membro do júri em diversos concursos de ilusionismo, de que é exemplo o Magicvalongo.

Era um amador de ilusionismo (porque amava a Arte Mágica), mas foi, igualmente, ilusionista profissional em part-time, com inúmeras actuações em todo o país, das quais se destacam as resultantes dos sucessivos contratos nos Casinos de Espinho, da Póvoa do Varzim, da Figueira da Foz e do Algarve.

Prémios e galardões

Os prémios e galardões obtidos em ilusionismo, como em qualquer outra actividade, não têm um valor absoluto, mas apenas um valor relativo, função do tempo e local a que se reportam. No entanto não deixam de ser pontos de referência de um percurso.

Seguidamente se apresentam os prémios e galardões obtidos por JOFERK.

1965 – Torneio de S. João Bosco (realizado no Porto)

1º prémio

1966 – Festival Mágico Internacional da Figueira da Foz

4º prémio – Manipulação
3º prémio – Magia Geral
Melhor mágico portuense

1973 – 2º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
3º prémio – Cartomagia (de mesa)

1975 – 3º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
1º prémio – Cartomagia
4º prémio – Invenção
Taça Simpatia (por votação dos participantes)

1977 – 4º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral
1º prémio – Magia Cómica
2º prémio – Cartomagia
1º prémio – Micromagia
4º e 9º prémios – Invenção
1º prémio – Grandes Ilusões
1º prémio – Luz Negra (integrante do grupo mágico Aladinos)

1981 – XI Congreso Mágico Nacional (Espanha - Santander)

Micromagia – 3º prémio

1982 – 6º Festival Mágico da Figueira da Foz

1º prémio – Magia Geral

1986 – 7º Festival Mágico da Figueira da Foz

2º prémio – Magia Geral
2º prémio – Micromagia



Um ano sem Joferk…


Completa-se hoje um ano sobre a morte de Fernando Coimbra e a saudade permanece em todos os que com ele conviveram. Durante os últimos 11 meses coloquei, em posts do Facebook, alguns documentos para o lembrar. 

Pareceu-me apropriado, na passagem do 1º aniversário do seu falecimento, fazer algo diferente para o homenagear. Neste contexto surgiu-me a ideia de criar uma página na Wikipedia para juntar o nome de Joferk aos outros “Ilusionistas de Portugal” aí referenciados. Seria um espaço onde outros contributos poderiam ser acrescentados, de forma a perpetuar a memória do Coimbra numa biografia pública, acessível às novas gerações de mágicos portugueses.

Infelizmente a Wikipedia não me permitiu tal criação, conforme se pode ver pela imagem que, seguidamente, reproduzo.


Questiono-me sobre quais serão mesmo os critérios da Wikipedia quando verifico o nome de certos ilusionistas que “merecem” estar incluídos na mesma.

Perante a impossibilidade de concretizar a criação da página Joferk na Wikipedia, publicarei no próximo post deste blogue o conteúdo com que iria nascer tal página.


sábado, março 06, 2021

De quem será a culpa?



Neste post do Manuel Luís Goucha (colocado no Facebook) o que mais me chamou a atenção foi a frase entre parênteses: "lá vai tempo em que os artistas eram pagos e com toda a justeza já que esse é o seu trabalho" (sic).

E fiz a mim mesmo a seguinte pergunta: "De quem será a culpa?"

E fui analisando várias hipóteses de resposta...

Será culpa do apresentador do(s) programa(s)?... Parece-me que não. O apresentador faz o seu trabalho que é apresentar e nada tem a ver com a contratação de artistas.

Será culpa da produção do(s) programa(s)?... Parece-me que não. Quem no seu perfeito juízo iria pagar por um produto/serviço quando pode dispor de um produto/serviço similar gratuitamente? É evidente que, caso um produtor de TV tal fizesse, arriscava-se a ser despedido com justa causa.

Será culpa do artista que aceita tal situação? Dado que nenhuma das anteriores hipóteses teve resposta positiva, só me resta responder com um SIM a esta terceira hipótese.

Já pensaram que se NENHUM cantor (ou cozinheiro ou ilusionista ou comediante, etc) aceitasse participar nesses programas de TV, o respectivo apresentador teria que estar 2 ou 3 horas a "encher chouriços"? Ou talvez fosse despedido, pois ninguém precisa de um "motorista" para "conduzir um autocarro" quando ele está vazio!

Talvez seja necessário que apareça um novo "Francisco José" para "pôr o dedo na ferida" como foi feito em 1964, conforme se lê aqui.


sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Sem CONDE D'AGUILAR há 33 anos...


Completam-se hoje 33 anos sobre a morte (aos 79 anos) de Saúl Fernandes de Aguilar, ilusionista que usava o nome artístico de CONDE D’AGUILAR e que, sem dúvida, era o nome mais conhecido do panorama mágico nacional em meados do século passado, tendo tido, igualmente, uma larga projecção internacional.

Para o lembrar escolhi um cartaz usado para promover espectáculos em França que tem uma particularidade curiosa: o nome artístico está traduzido para francês!



quarta-feira, fevereiro 03, 2021

HÁ 25 ANOS FALECEU HORTINY


Completam-se hoje 25 anos sobre a morte repentina de José Carlos Gomes, conhecido no meio mágico pelo pseudónimo HORTINY. Ele próprio explica a origem de tal nome artístico na biografia que integra o seu livro COCKTAIL MAGIC.

José Carlos Gomes nasceu em Gouveia a 1 de Agosto de 1942 e muito cedo "emigrou" para Angola. Foi aí que, em 1958, nasceu o "mágico Hortiny", numa festa de escuteiros. A partir daí desdobrou-se em inúmeros espectáculos e a sua veia artística explorou outros campos como, por exemplo, o teatro e rádio. Na área do ilusionismo ia construindo os aparelhos que necessitava para as suas ilusões antes de "descobrir" a existência de Martins Oliveira e da Academia Portuguesa de Ilusionismo, da qual passou a ser cliente.

Em 1975 regressou a Portugal continental, passando a residir em Coimbra. Em 1977, puxado pelo Fausto Caniceiro da Costa, participou no Festival Mágico da Figueira da Foz e, a partir desse momento, passou a ser um elemento muito participativo no âmbito da comunidade mágica portuguesa. E tal participação recrudesceu, a partir de 1979, com a criação do seu "HORTINY - MÃOS MÁGICAS ESTÚDIO"

Hortiny foi um mágico eclético (praticava Magia Geral, Grandes Ilusões, Micromagia, Cartomagia e Ventriloquia) premiado em diversos concursos mágicos nacionais e internacionais. Além das vertentes de actuante e "magic dealer", Hortiny destacou-se pela criatividade e originalidade com que procurava dotar os seus trabalhos e pela sua vontade de "remar contra a maré" e publicar livros e revistas sobre magia em português, mesmo sabendo que, à partida, tais projectos eram deficitários.

Como escreveu o saudoso Dr. Jorge Teixeira no Prefácio do livro supracitado:

"Pode gostar-se ou não de Hortiny. No entanto, há um facto que ninguém ignora: A PAIXÃO deste homem pela MAGIA.
Haverá alguns que não concordam com muitas das suas posições e opiniões acerca da nossa arte. Mas há um aspecto insofismável a não esquecer. Hortiny tem sido um trabalhador incansável, produzindo sem parar literatura mágica não só de carácter opinativo ou de magazine, mas também análise e investigação." (sic)

É precisamente esta vertente de Hortiny (a de escritor/publicador) que pretendo relevar, ao listar as seguintes publicações (que foram da sua responsabilidade editorial):

- Cartas Rasgadas e Outros Buracos (Ano: 1986)
- Top Hat Magic - Revista (5 exemplares publicados entre 1986 e 1987)
- Colectânea Mágica (Ano: 1987)
- Cocktail Magic (Ano: 1988)
- Da Carta Dupla (Ano: 1989)
- Outros Mágicos Rumos - Magazine (5 exemplares publicados entre 1991 e 1993)
- Ilusões - Revista (3 exemplares publicados entre 1994 e 1995)

A par das publicações referidas, Hortiny aproveitava a produção de circulares informativas do seu "Mãos Mágicas Estúdio" para as enriquecer com reportagens, opiniões e críticas. Na década 80 esse espaço de opinião e crítica tinha uma presença regular e intitulava-se "A PALAVRA CONTRA O MURO".

Por tudo o que atrás foi dito, percebe-se que a morte de Hortiny aos 53 anos (faleceu em 3 de Fevereiro de 1996) foi prematura, pois ainda havia muito a esperar do seu espírito empreendedor. As circunstâncias da morte de Hortiny estão descritas no artigo intitulado "Hortiny morreu" publicado na Folha Mágica (Boletim Informativo do C.I.F.) de Janeiro/Fevereiro de 1996. 

Em tal artigo é expresso que, no final do espectáculo, "Hortiny estava particularmente feliz" (sic). Mas estaria totalmente feliz? Teria sido uma noite perfeita? Não foi!

25 anos passaram e há memórias que não se apagaram. E, no final da 1ª parte do espectáculo, houve um momento em que, nos bastidores, o Hortiny ficou particularmente agastado. Aconteceu na altura em que Luís de Matos proferiu palavras de agradecimento ao receber o galardão "Mágico do Ano". Nesse breve discurso, Luís de Matos agradeceu a inúmeras pessoas, mas "esqueceu-se" de referir Hortiny.

Para quem se referiu a Luís de Matos como 'o "meu filho" Luís' (Ver Outros Mágicos Rumos nº2 - Pág.4) e escreveu 'Não exagero quando digo que ensinei mais ao Luís que a meu filho Bruno' (Ver Outros Mágicos Rumos nº5 - Pág.31) de certeza que a ingratidão de tal esquecimento tocou bem fundo.

Por tudo o que aqui foi escrito (e pelo muito mais que poderia ser) Hortiny, foi, sem dúvida, um mágico de relevo no panorama mágico português, no último quartel do século XX. A sua morte prematura deixou o ilusionismo português mais pobre. Como forma de singela homenagem deixo seguidamente o video da sua participação televisiva no programa Nunca Mais É Sábado.




UMA MEMÓRIA MÁGICA COM 25 ANOS


Como poderá ser lido na Folha Mágica (Boletim Informativo do C.I.F.) de Dezembro de 1995 o Clube Ilusionista Fenianos decidiu, nesse ano, atribuir três galardões “MÁGICO DO ANO”, em três áreas distintas de intervenção, aos seguintes ilusionistas:

Luís de Matos - Magia de palco

Jomaguy - Close-up

Maik Magic - Prestígio mágico

Em tal notícia também está expresso que os troféus seriam entregues aos “premiados no decorrer da Noite de Gala das Comemorações de S. João Bosco, a realizar no dia 3 de Fevereiro pelas 22 horas, no salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses” (sic).

Faz, portanto, hoje 25 anos que subi ao palco do Salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses para receber o troféu que a fotografia documenta. Aconteceu no final da 1ª parte da Gala do Festival São João Bosco 1996 organizado pelo C.I.F. (Secção de Ilusionismo do Clube Fenianos Portuenses). Tal como os restantes galardoados, no momento da recepção do respectivo galardão, proferi um pequeno discurso de agradecimento.

25 anos depois lembro esse dia com um misto de alegria e tristeza, pois a lembrança feliz correspondente ao recebimento de tal galardão é abafada pela memória triste do infausto acontecimento ocorrido no final da Gala, a morte súbita do mágico Hortiny. Mas este assunto será objecto do post seguinte, que irei escrever como singela homenagem a José Carlos Gomes “Hortiny”.



segunda-feira, fevereiro 01, 2021

TERÁ SIDO UM SONHO?


Ontem a SIC transformou o seu programa da tarde num “Domingão Especial Magia”. Fico feliz por verificar que a Arte Mágica teve honras de protagonismo num espaço tão alargado de programação. É pena que seja só no Dia Mundial do Mágico… Adiante…

Não vou comentar a escolha dos mágicos (e mágicas) intervenientes nem as respectivas intervenções. Apenas lamento que não tenha havido tempo/espaço para falar de associações mágicas e festivais mágicos, ou seja, no fundo, para falar de magia de forma mais global e abrangente. Mas reconheço que, provavelmente, não era o formato ideal de programa para o fazer.

Até aqui, falei de REALIDADE.

Creio ter lido, no Facebook, um “post” de um mágico que divulgava na hora a referida a emissão da SIC dedicada à Magia. Creio que li num comentário (feito por outro mágico) a esse “post” que a SIC deveria pagar aos artistas.

Hoje, já bem acordado, procurei tal “post” (com o referido comentário) e não o encontrei… 

Terá sido um SONHO?


quarta-feira, janeiro 20, 2021

THE FUTURE



Recebi hoje, dos Estados Unidos, o sinal de que um bom futuro se aproxima... E que bem que ele fica ao lado de boas memórias de um passado recente!

quinta-feira, novembro 19, 2020

TESTE DE CONHECIMENTOS MÁGICOS - AS RESPOSTAS

 

Há alguns meses deixei aqui um teste. Está na altura de revelar as respostas. Aqui vão elas.

Pergunta 1 
Resposta: C - Savil
(Fonte: Jornal de Notícias - 14/10/1983 - pág.6)

Pergunta 2 
Resposta: A - Joy
(Fonte: Notícias da Tarde - 28/12/1982 - pág.22)

Pergunta 3 
Resposta: B - Conde de Aguilar
(Fonte: Correio da Manhã - 22/10/1982 - pág.27)

Pergunta 4 
Resposta: B - Jodivil
(Fonte: A Capital - 17/11/81 - pág.24)

Pergunta 5
Resposta: B - Prof. Karma
(Fonte: Jornal de Notícias - 14/10/1973)

Pergunta 6 
Resposta: C - O Grande Zény
(Fonte: Jornal de Notícias - 20/12/1985 - pág.27)

Pergunta 7 
Resposta: C - Great Herby
(Fonte: Jornal do Incrível - 3/11/1987 - pág.12)

Pergunta 8 
Resposta: D - Luís de Matos
(Fonte: TV Guia nº832 - 14 a 20/1/1995)

Pergunta 9 
Resposta: D - Anork
(Fonte: Nova Gente - 22 a 28/12/1993)

Pergunta 10 
Resposta: A - Maik Magic
(Fonte: Sete nº842 - 5 a 11/10/1994)

Pergunta 11 
Resposta: D - Damião
(Fonte: Nova Gente - 18/10/1989)

Pergunta 12 
Resposta: A - Luís de Matos
(Fonte: O Público - 14/8/1993 - pág.23)

Pergunta 13 
Resposta: B - Paul Daniels
(Fonte: TV Guia nº709 - 5 a 11/9/1992)

Pergunta 14 
Resposta: C - Rovit
(Fonte: TV Guia nº507 - 22/10/1988 - pág.36)

Pergunta 15 
Resposta: A - Mr. Lapin
(Fonte: TV Guia nº507 - 22/10/1988 - pág.35)

Pergunta 16 
Resposta: A - David Copperfield
(Fonte: TV Guia nº512 - 26/11/1988 – pág. 43)



domingo, novembro 01, 2020

UMA VERGONHA...


É uma VERGONHA o que acabo de ver no Primeiro Jornal da SIC. 

Parece impossível que façam uma reportagem sobe o ÚNICO mágico português que conseguiu sagrar-se Campeão Mundial de Magia (FISM 2006) e NÃO consigam saber, sem qualquer sombra de dúvida, o respectivo nome correcto!... 

É uma VERGONHA referirem-se ao Helder Guimaraes como Helder Rodrigues! Uma total FALTA DE RESPEITO pelo entrevistado e FALTA DE PROFISSIONALISMO dos jornalistas responsáveis por tal ERRO COLOSSAL!... 

E nem sequer podem desculpar-se com o facto de ser uma peça jornalística de última hora. Como pai do Helder Guimaraes sei que a entrevista foi gravada há mais do que uma semana!

Aqui deixo a gravação de tal reportagem.


Entretanto, a reportagem apresentada online na SICNotícias foi encurtada para suprimir os erros detectados, conforme pode ser visto aqui.


segunda-feira, outubro 19, 2020

MÁGICO DO PORTO SURPREENDE HOLLYWOOD


Este foi o título da notícia (que pode ser lida aqui) da autoria de João Tomé publicada online pelo JN, ontem às 21:56. Seguidamente reproduzo, com a devida vénia, tal conteúdo.

Mágico do Porto surpreende Hollywood


Foi na madrugada de sábado para domingo que Hélder Guimarães, originário do Porto, mas a trabalhar na Califórnia, fez história no mundo da magia.

Com o seu espetáculo "O presente", transmitido através da plataforma Zoom, conseguiu ter 6250 famílias a assistir e a pagar bilhete: 43 euros para os que receberam previamente em casa uma caixa de magia, ou 21 euros para quem não queria interagir, mas apenas assistir.

Com dois óscares da magia no currículo e fãs absolutos vindos de Hollywood - de JJ Abrams a Helen Mirren, passando por Neil Patrick Harris, Ryan Gosling e Woody Allen -, Hélder Guimarães concluiu esta madrugada o espetáculo "The Present" ("O presente"), que criou para tempos de pandemia, com mais de 6250 pessoas a assistir e interagir ao vivo, em direto e online.

O que é que podemos aprender com a pandemia e com a quarentena e distanciamento social que tem sido necessário? O espetáculo de Hélder Guimarães, o mágico do Porto que tem espantado Hollywood e os EUA em geral há alguns anos, dá várias respostas, mas surge também como prova que os espetáculos (de teatro, magia e companhia) podem sobreviver, reinventar-se e distinguir-se também no formato online. Basta um pouco de criatividade, um público atento e sedento por algo que o surpreenda e, claro, várias pitadas de magia.

Criado durante a pandemia

O mágico português criou em abril - e tendo a pandemia e a quarentena como ponto de partida -, o espetáculo online "The Present". Inicialmente era feito a pensar no público da Califórnia, onde reside e trabalha há já alguns anos - já fez inclusive consultoria em magia para séries de TV e filmes (ensinou alguns truques a Sandra Bullock e Cate Blanchett em Oceans 8). Depois alargou para o resto dos EUA e, mais tarde, para o resto do mundo.

O espetáculo, para ser interativo (com participação do público) e íntimo, costuma ter só 25 participantes que recebem por correio uma caixa com artigos para eles próprios fazerem magia nas suas casas. Depois de mais de 250 espetáculos feitos online, a partir da sua casa em Los Angeles e de centenas de elogios de críticos reputados dos principais jornais dos EUA e de atores e realizadores famosos em Hollywood, "The Present" teve o seu último espetáculo este sábado (madrugada de domingo em Portugal).

E o Grand Finale teve uma novidade também ela criativa. Para além dos 25 participantes por Zoom, foram vendidos bilhetes para uma versão com transmissão de streaming em direto com duas modalidade: os que receberam também no correio uma versão mais pequena da caixa mágica, para fazerem magia nas suas casas (preços a rondar os 50 dólares/43 euros), e aqueles que compraram bilhete já em cima da hora só para ver o espetáculo sem adereços incluídos (bilhetes a 25 dólares/21,3 euros, neste caso).


Resultado? Mais de 6250 casas de família (já que em cada janela de Zoom víamos casais e famílias inteiras a assistir) espalhadas por todo o mundo - o espetáculo é em inglês - estiveram sintonizadas online a ver e participar (quem tinha o kit). Isto além dos 25 que puderam interagir e tentar influenciar a magia de Helder Guimarães (alguns dos participantes nesta última sessão eram atores e argumentistas de séries da moda nos EUA).

Cartas são a especialidade do portuense


O portuense, que se considera um mágico alternativo, até porque a sua área de especialidade são as cartas (ganhou dois Óscares da magia nessa categoria), dá um espetáculo bem mais amplo do que golpes de mestre de magia que surpreendem e deixam atónitos, de boca aberta e, em alguns casos com as mãos na cabeça, o seu público. Hélder mistura stand up comedy, com introspeções pessoais que acertam em cheio no bizarro presente que todos vivemos em pandemia - é dirigido pelo famoso produtor e realizador Frank Marshall, parceiro de Steven Spielberg em várias produções.

O performer português toma como ponto de partida a sua vida, quando aos 11 anos ficou em isolamento após um acidente que o deixou uns dias em coma e, confinado em casa por ordem do médico, acabou por se relacionar como nunca com o seu peculiar avô. É assim que começamos a perceber que este não é só um espetáculo de magia surpreendente e incrível, é também um espaço que nos deixa várias reflexões humanas pertinentes sobre o momento pandémico que vivemos e o que podemos tirar dele.

A lição final talvez seja mesmo que devemos usar o distanciamento físico necessário e a quarentena para expandir os nossos horizontes, ligarmo-nos a quem nunca nos tínhamos ligado e aprender algo que nos será útil para o resto da vida. Uma espécie de carpe diem, do Clube dos Poetas Mortos, versão mágica e de tempos de pandemia.


O lado mágico é mais difícil de descrever por palavras, já que tantas vezes são as emoções e entusiasmo que acaba por surgir. Em primeiro lugar há as interações com os 25 participantes por Zoom, que tentam tomar decisões para ver se dificultam as várias tarefas mágicas de Hélder - cujas reações vamos vendo e também enriquecem o espetáculo (um bom trabalho de realização, mesmo por Zoom, da organização - que é do famoso Geffen Playhouse, de Los Angeles). Depois, mesmo os restantes 6250 que veem tudo em streaming em direto - neste caso, os que têm o kit enviado por correio - também têm o seu espaço para ver magia acontecer nas suas próprias mãos, nomeadamente com algumas cartas que foram enviadas e acabam rasgadas por um motivo 'mágico' (só custa é no início rasgar cartas bem bonitas por sinal).

No final, com o "The Present" entregue e finalizado - mais de 250 espetáculos esgotados depois e três extensões de datas -, sobrou tempo para anunciar o "The Future" ("O futuro"), o próximo espetáculo por Zoom de Hélder Guimarães, com data marcada já para 4 de dezembro. E que promete, sem surpresa, abordar o futuro - as surpresas, como sempre, ficam para a performance.


Acabou THE PRESENT. Segue-se... THE FUTURE!


"Pode um espectáculo online vender 6250 bilhetes? Mágico do Porto surpreende Hollywood e o mundo" é o título da peça jornalística publicada po Dinheiro Vivo, que pode ser lida aqui.


quinta-feira, outubro 15, 2020

Documentário sobre PEPE CARROLL


Eis o anúncio da estreia do documentário realizado sobre PEPE CARROLL.


quarta-feira, setembro 16, 2020

terça-feira, agosto 25, 2020

THE PRESENT: A Grand Finale for Everyone



No próximo dia 17 de Outubro será realizada a última apresentação do espectáculo de Helder Guimarães, THE PRESENT.

Dado que, nos sucessivos prolongamentos da temporada, o espectáculo esgotou todas as sessões em menos de um par de horas, muitos potenciais espectadores ficaram sem possibilidade de assistir a tal espectáculo. Por isso esta última apresentação (anunciada hoje) terá características diferentes pois permitirá ter muitos espectadores a assistir de qualquer canto do mundo.

Mais informações podem ser vistas aqui.


sexta-feira, agosto 07, 2020

Faleceu GER COOPER


Faleceu ontem GER COOPER, mágico que, em 1979, vi sagrar-se Campeão Mundial de Magia e Grande Prémio FISM com o seu excelente número de manipulação. 

Foi, talvez, a par de TOMMY WONDER, o último expoente de qualidade da consagrada escola mágica holandesa. Paz à sua alma.

Em jeito de homenagem aqui deixo a gravação do seu número ganhador.


sábado, agosto 01, 2020

ESTOCOLMO 2006



Há 14 anos fez-se história em Estocolmo. 

Foi precisamente, no dia 1 de Agosto de 2006, que Helder Guimarães pisou o “palco” da FISM, concorrendo na disciplina de MAGIA COM CARTAS. E foi essa impecável actuação que lhe permitiu arrebatar o 1º lugar nesse concurso e sagrar-se o mais novo CAMPEÃO MUNDIAL DE MAGIA COM CARTAS de sempre. 


E, até hoje, tal facto continua a ser verdade… Tal como continua a ser, até hoje, o ÚNICO mágico português a quem foi outorgado um título de Campeão Mundial de Magia.


Nestes 14 anos, Helder desdobrou-se em projectos diferentes, onde procurou sempre deixar a sua marca. Realço os diversos espectáculos que deliciaram plateias esgotadas (“Nothing to Hide”, “Verso”, “Borrowed Time”, “Retrato Clandestino”, “Invisible Tango”, etc.) e a partilha da sua filosofia artística com a comunidade mágica, através dos DVD “Small Miracles” e “Red Mirror” e dos livros “Reflections” e “Secret Language - Vol.1”.


Mas tudo isto é passado. E, no presente, Helder Guimarães está a disfrutar um merecido êxito com o espectáculo THE PRESENT, ao ver a temporada ser sucessivamente prolongada por “exigência” do público. 
E, com uma carreira assim tão sólida, só se pode esperar que o futuro continue a ser brilhante.

segunda-feira, junho 29, 2020

O POEMA


Na entrada anterior deste blogue fiz referência a um poema rabiscado num guardanapo de papel que encontrei abandonado numa das mesas da esplanada do Café Bom Dia.  Tal como referi, o respectivo título captou a minha atenção e, por isso, o guardei para leitura atenta posterior. Para satisfação da curiosidade dos meus leitores, aqui deixo a transcrição de tal poema.

CONFISSÃO DE UM... COBARDE

Esta minha confissão
Qu’ aqui deixo com alarde
Não tem direito a perdão,
Pois sou um triste cobarde!

A coisa par’cia preta
Pois p’ra rimar com magia,
Como poeta da treta,
Eu só encontrei... bom dia.

Assim nasceu, pois, o título
Duma crónica foleira,
Que mostrou ser um capítulo
Ond’ escrevi muit’ asneira.

Não foi, porém, minha culpa,
Nem sequer foi “overdose”.
Acreditei, “mea culpa”,
No que diss’ o Meia Dose.

Fiz, pois, papel de palhaço,
A verdade é nua e crua,
Quis fazer estardalhaço,
Agora nem saio à rua.

Mais valia estar calado
Do que armar-me em Rui Pinto,
Pois fiquei bem entalado
E só me chamam... Rui Minto!

                    Autor: Cobarde anónimo 

segunda-feira, junho 22, 2020

E O JN JÁ ESTAVA ESGOTADO!...


Hoje, fui, mais uma vez, tomar o meu cimbalino matinal ao Café Bom Dia. Antes de me sentar numa mesa da esplanada que, estranhamente, estava totalmente vazia, passei pelo quiosque para adquirir o habitual JN. E qual não foi o meu espanto ao verificar que o JN já estava esgotado!

Não havia nada a fazer. Tomei o meu café descansadamente, desejando, secretamente, que os meus amigos Serafim e Afonso aparecessem, como era habitual. Já que não havia JN para ler, sempre haveria uma conversa entre Serafim e Afonso para escutar... E como essas conversas são interessantes!...

Mas, definitivamente, hoje não era o meu dia da sorte: Serafim e Afonso tardavam em aparecer. Decidi, então, levantar-me e ir pagar a despesa ao balcão, pois o empregado de mesa parecia ter-se eclipsado. Nesta viagem entre mesas vazias da esplanada, reparei num poema rabiscado num guardanapo de papel que estava abandonado numa delas. Peguei, maquinalmente, no guardanapo, dei-lhe uma olhadela e, como o título do poema era muito sugestivo, dobrei o guardanapo e meti-o no bolso, para uma leitura posterior mais atenta.

Após a despesa paga, saí do Café Bom Dia e rumei ao quiosque do Café Velasquez em busca do JN. Ao passar pela respectiva esplanada deparei, com espanto, que ali estavam, em amena cavaqueira, o Serafim e o Afonso. Dirigi-me a eles, não só para os cumprimentar, mas também para satisfazer a minha curiosidade quanto às razões da mudança de “poiso habitual”.

Afonso não se fez rogado e elucidou-me:

- É verdade, Jomaguy, decidimos mudar de ares... O ar do Bom Dia andava a ficar um bocado poluído... A presença duma certa “geração youtube” que se dá com (e aprova comportamentos de) vigaristas, oportunistas, lambe-botas e quejandos estava a tornar o ar do Bom Dia “irrespirável”. Estamos muito melhor aqui... Pelo menos, por enquanto...

Agradeci o esclarecimento e, após mais algumas palavras de circunstância, despedi-me e entrei no Café Velásquez para me dirigir ao respectivo quiosque. Comprei o JN e saí, passando perto de Serafim e Afonso, que, inevitavelmente, tinham retomado a sua amena cavaqueira. Apenas pude perceber uma frase solta de qualquer contexto, dita por Serafim:

- Pois é como te digo, Afonso, esses meninos não passam do que eu designo por “desperdícios dos espermatozóides paternos”...

No caminho até casa, fui pensando na frase ouvida e no quanto ela tem de verdade em casos que eu conheço de ginjeira. Chegado a casa, calcei as pantufas, sentei-me e embrenhei-me na leitura do JN.
 
Quanto estava quase a terminar a leitura do JN, uma ideia invadiu a minha mente.... O poema... Ainda não tinha lido o poema... Meti a mão ao bolso em busca do guardanapo rabiscado... Nessa altura, a minha mulher chamou-me para ir almoçar... Mais tarde, teria tempo para o poema... O “Bacalhau à Luís de Matos” é que não podia esperar!

P.S.: Portanto, os leitores desta crónica vão ter que esperar uns diazitos antes de lerem o poema... Convém manter os leitores em “suspense”...

sexta-feira, junho 19, 2020

Será Arte?...


Verdade incómoda publicada na newsletter de PASTOMAGIC, que, com o devido crédito, aqui publico.




quarta-feira, junho 17, 2020

DESFAÇATEZ, FALTA DE ÉTICA E “LAPSUS LINGUAE” PARCIAL DE LUÍS DE MATOS


No passado dia 13 de Junho, Luís de Matos (LM) foi entrevistado para o programa N’AGENDA do Porto Canal a propósito da “sua” mais recente criação: o Drive-In!... (Nota: o programa N'AGENDA pode ser visto aqui). Têm sido inúmeras as entrevistas que LM tem dado para promover esse projecto, mas foi a primeira vez que o vi abordar, igualmente, um outro projecto: o “Luís de Matos ZOOM”.

Vamos por partes. A edição do N'AGENDA dividiu a entrevista a LM em quatro partes, que foram apresentadas separadas por blocos de informação que divulgaram outros projectos. Nas três primeiras partes da entrevista tivemos o habitual LM, seguro de si e fluente na exposição do que pretendia transmitir, mas, na quarta parte da entrevista, apareceu-nos, em certos momentos, um LM muito diferente: titubeando, gaguejando e engolindo em seco algumas vezes. Qual seria a razão de tal desconforto? Não tenho dúvida nenhuma que a razão desse desconforto teve a ver com o tema tratado: o "Luís de Matos ZOOM".

Em 21 de Maio de 2020, LM anunciava, na sua página de Facebook, o "Luís de Matos ZOOM" nos seguintes termos:
 “Luis de Matos ZOOM”, um formato que inaugurámos no início deste mês e que nos permite estar perto... à distância. Fundamentalmente dirigido às empresas que gostam de estar próximo dos seus colaboradores e clientes, seja pela via da motivação ou do entretenimento. Absolutamente costumizável, faz acontecer a magia através do ecrã somando-lhe a tridimensionalidade que lhe falta. Dias antes, cada participante recebe todos os elementos físicos que contribuirão para uma experiência mágica, plena e original. A emissão, em directo do Estúdio33, com recurso a multi-camara e disponível em múltiplas plataformas, está desenhada para ser vivida por um conjunto de espectadores individuais ou em grupo. Com 25 anos de experiência na área dos espectáculos corporativos, estamos preparadas para tornar cada “Luis de Matos ZOOM” em algo pessoal e intransmissível...

Em 22 de Abril de 2020, ou seja, um mês antes, Helder Guimarães tinha anunciado, na sua página Instagram, o seu novo espectáculo (“THE PRESENT”) nos seguintes termos:
I so excited to announce this. I will return to Los Angeles' Geffen Playhouse—virtually—for the world premiere of my newest show “The Present”. Directed by Oscar nominee Frank Marshall (Jurassic World, Indiana Jones), this live, interactive online show marks the first full-length production of the Geffen Stayhouse initiative. “The Present” will take place virtually via a secure online platform with a maximum of 25 participants per show. Each participant will be mailed a sealed mystery package in advance, the contents of which will only be revealed during the course of each performance, as the story unfolds.
Do you want to experience MAGIC right now, in your own house and in your own hands?

Portanto, no passado dia 21 de Maio, toda a gente percebeu que LM tinha copiado o formato de espectáculo online criado por Helder Guimarães. Ou seja: DESFAÇATEZ e FALTA DE ÉTICA.

Se lermos com atenção o texto de divulgação do "Luís de Matos ZOOM", verificamos que não refere, em nenhuma passagem, que o formato é criação sua. A utilização da expressão  “um formato que inauguramos” (em vez de “um formato que criamos”, que, seguramente, seria usada caso fosse essa a realidade) pretende passar a ideia que tal formato é algo corrente e convencional. E não é, pois trata-se de um formato criado por Helder Guimarães com o espectáculo "THE PRESENT", cujo sucesso é inegável (Nota: a terceira extensão da temporada inicial esgotou em cerca de uma hora).
Agora, na quarta parte da entrevista supracitada (que começa por volta do minuto 18:21), poderemos ouvir LM dizer o que seguidamente se transcreve (Nota: apenas transcrevo o que considero relevante para a comparação da cópia com o original):

[...]
E, quando pensamos nisso, encontramos soluções verdadeiramente diferentes.... Aaah... Inventamos esta ideia do Drive-In para espectáculos ao vivo.... Aaah... Mas também criamos outras coisas, outras coisas que eu tenho feito e que não estão debaixo do escrutínio do público em geral... Aaah... Mas, hoje mesmo... Aaah... Tenho duas situações dessas que é...
Nós co... desenhamos uma experiência, um espectáculo, que se chama "Luís de Matos ZOOM"... e que é dedicado...  dedicado ah... eh... a empresas...
[...]
E o que fizemos foi nada mais nada menos do que aah... criar uma espécie de um mini-cenário em que aaah... conseguimos fazer a magia acontecer através do ecrã... E fomos um bocadinho mais longe...
[...]
Eu não tinha pensado falar sobre isso... olhei para ali e vi que tava ali... É só para... É só para te... dar este exemplo... que é... Aaaah... o Luís de Matos Zoom Aaaah... é esse formato que nós criamos.... e que no fundo Aaaah...   fizemos aaaah.... a...a...adaptamos o mais possível à... a... à... à... situação que estamos a viver.
Então... todas as pessoas que participam no "Luís de Matos ZOOM" nós enviamos por correio primeiro uma caixinha... esta caixinha tem uma série de coisas que são costumizáveis...
[...]
E isto é enviado com antecedência para as pessoas... as pessoas abrem só no momento em que estão em directo comigo e nós fazemos à distancia com q... fazemos com que a magia aconteça nas casas das pessoas... nos seus escritórios... onde estão a fazer teletrabalho...
[...]

O LM sabe que copiou descaradamente o formato do espectáculo do Helder Guimarães. E agora a DESFAÇATEZ e a FALTA DE ÉTICA aumentam exponencialmente quando se afirma criador do mesmo.

Não tenho dúvida nenhuma que, se o LM estivesse a pensar neste formato em 22 de Abril (quando o Helder Guimarães  anunciou o espectáculo "THE PRESENT"), desde logo viria a público publicitar o  "Luís de Matos ZOOM". Mais ainda... Não tenho dúvida que se, no momento que apareceu o anúncio feito pelo Helder Guimarães, o LM achasse que lhe interessava copiar o formato, viria, no imediato,  publicitar o seu projecto, afirmando que já estava a trabalhar nele. É, para mim, evidente que só algum tempo mais tarde o LM teve a certeza que lhe interessava copiar o formato criado pelo Helder Guimarães.

Mas, por vezes, o subconsciente é levado da breca e é capaz de trair o mais pintado. E foi precisamente isso que aconteceu nesta entrevista do LM ao Porto Canal. Conforme está transcrito acima, a certa altura da entrevista (por volta do minuto 19:21), o LM disse:
“Nós co... desenhamos uma experiência” (sic)

Não tenho dúvida que o subconsciente do LM é muito mais ético do que o seu consciente e que o estava a empurrar para dizer a verdade, ou seja: “Nós copiamos uma experiência”.

O “lapsus linguae” não foi completo, mas a evidência está lá, sem qualquer sofisma.